Os conflitos árabe-israelenses

Sumário

Mais de sete décadas sem paz

A partilha da ONU e a criação do Estado de Israel, em 1948, não foram aceitas pela Liga Árabe.

Isso desencadeou uma série de acontecimentos que tornaram tensas as relações no Oriente Médio, particularmente entre árabes e israelenses.

1948

Criação do Estado de Israel.

Exércitos de Egito, Síria, Jordânia, Iraque e Líbano atacam o novo Estado de Israel. A guerra chega ao fim em janeiro de 1949, com a ocupação por Israel de territórios que não lhe pertenciam de acordo com a partilha da ONU, ampliando em cerca de 40% o território original.

1956

O presidente do Egito, Gama Abdel Nasser, nacionaliza o Canal de Suez e proíbe o tráfego de navios israelenses. Tropas francesas, inglesas e israelenses invadem a Península do Sinai e ocupam o Canal de Suez. A ONU envia uma força de paz.

1940/1950

Entre 1947, quando foi proposto o plano de partilha da ONU, e 1949, ocorreram as primeiras alterações nas fronteiras do recém-criado Estado judeu.

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1967

Durante a Guerra dos Seis Dias, Israel ocupa a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as Colinas de Golan (Síria). Para manter o domínio desses territórios, Israel instala colônias nas áreas ocupadas.

1973

Em 6 de outubro, feriado religiosos judaico do Yom Kippur (“Dia do Perdão”), tropas egípcias, sírias e de outros países árabes avançam sobre a Península do Sinai e as Colinas de Golan para reconquistá-las. Israel repele os ataques e continua a ocupar esses territórios.

1978

Com a mediação dos Estados Unidos, é firmado o Acordo de Camp David entre Egito e Israel, que determinou a devolução da Península do Sinai ao Egito. Israel não concordou em devolver a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as Colinas de Golan (Síria).

1960/1970

Após a Guerra dos Seis Dias , o território de Israel passou de 14000 km² para 89400 km² de área.

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1982

Em junho, Israel invade o Líbano para aniquilar forças palestinas e mantém a ocupação do sul desse país até o ano de 2000.

1987

Civis palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza – áreas anteriormente ocupadas por Israel – usam pedras para atacar soldados israelenses nos protestos populares que ficaram conhecidos como Intifada (“rebelião”, em árabe).

1993

É assinado o Acordo de Oslo (Noruega), que firma o reconhecimento recíproco de Israel e da OLP (Organização da Libertação da Palestina) como representante do povo palestino e prevê a devolução da faixa de Gaza e da Cisjordânia.

1980/1990

Enquanto a Península do Sinai foi devolvida por Israel ao Egito gradativamente, continuaram as ocupações em territórios sírios e libaneses.

2000

Tem início uma nova Intifada, motivada pela visita do general israelense Ariel Sharon a Jerusalém Oriental, lugar sagrado para os muçulmanos, que entenderam a visita como forma de Israel afirmar sua soberania sobre a cidade.

2002

Israel inicia a construção de um muro para separar seu território da Cisjordânia; o muro, porém, não obedece às fronteiras de 1948, e a ação é condenada pela ONU.

2005

Israel começa a desocupação da Faixa de Gaza e a retirada dos assentamentos de colonos israelenses. A região é tomada pelo grupo palestino radical Hamas.

2008

O grupo Hamas lança foguetes sobre o território israelense. Israel, em resposta, dá início a uma operação de combate na Faixa de Gaza. Além da destruição de edifícios, ruas e estradas, morreram no conflito 1400 palestinos e 13 israelenses.

2014 a 2020

Durante esse período, o grupo Hamas continuou lançando foguetes sobre Israel. Em resposta, Israel bombardeou a Faixa de Gaza diversas vezes. Israel não aceita um governo de união nacional na Palestina entre o Hamas e o Fatah; os palestinos exigem a retirada dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e o reconhecimento de suas fronteiras de antes da guerra de 1967, além de que a parte oriental de Jerusalém seja a capital do futuro Estado Palestino. Essas reivindicações são rejeitadas por Israel.

2000/2020

A disputa territorial entre israelenses e palestinos na Cisjordânia continua indefinida. Além da construção do muro, Israel mantém colônias nessa área. A ONU não reconheceu a anexação das Colinas de Golan por Israel.

From the River to the Sea

Expedições Geográficas, 9ºANO.


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