Sexto recorde de geração solar atingido em Fevereiro de 2022

A geração de energia solar no Brasil atingiu no dia 24 de Fevereiro o seu sexto recorde, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Neste dia foi registrado um recorde de 1.061 MW médios. Na mesma semana, no dia 21 de fevereiro, também ocorreu um recorde de geração solar instantânea.

Durante o ano de 2021, a energia solar viveu também um ano histórico, com muitos recordes na expansão desta fonte energética. De janeiro a dezembro, foram gerados mais de 3,5 GW de potência instalada em residências, fachadas e pequenos terrenos, segundo dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Tal recorde superou de forma folgada o último registrado em 2020, que havia registrado 2,68 GW, neste período o setor registrando a marca de um total de 8,26 GW de potência instalada desde o início de suas operações no Brasil.

Segundo a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), os sistemas solares no Brasil já representavam mais de 70% de toda a potência da usina hidrelétrica de Itaipu, segunda maior do mundo e a maior da América Latina.

De janeiro a dezembro de 2021, todo o volume acumulado também se refletiu na expansão da energia solar na matriz energética nacional, deixando de ser a sétima para se tornar a sexta maior, saltando de 1,6% para 2,4% da participação.

Ainda durante 2021 o Brasil entrou para o grupo de 15 países líderes em capacidade instalada de energia solar no mundo, sendo que as expectativas de expansão dos investimentos são otimistas.

De acordo com dados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), por exemplo, apontam que para 2022, acredita-se em números ainda maiores do que os apresentados neste ano, já que em 2020, só a GD (geração distribuída) fotovoltaica vem crescendo cerca 230% ao ano no Brasil.

De acordo com Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, a tendência para este ano de 2022 é de grande evolução para este segmento do setor energético, sobretudo por conta de alguns fatores: grande quantidade de projetos de geração centralizada, procura maior por sistemas solares com aprovação do PL 5829 e os aumentos na conta de luz previstos na ordem de 21%.

O Brasil possui atualmente mais de 828 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados. Desde 2012, foram mais de R$ 48 bilhões em novos investimentos, que geraram cerca de 270 mil empregos acumulados no período, espalhados em todas regiões brasileiras.

Quem lidera o uso da energia solar são os consumidores residenciais, com 44,3%, seguidos por pequenos negócios nos setores comerciais e de serviços, com 33,1%, consumidores rurais, 13,6%, indústrias, 7,7%, poder público, 1,1%, serviços públicos, 0,1% e iluminação pública, 0,01%.

De acordo com análises de especialistas, a geração própria de energia seguirá crescendo deverá praticamente dobrar sua potência operacional instalada, impulsionada pelos aumentos nas tarifas de energia elétrica acima da inflação e também pela publicação da Lei nº 14.300/2021 (marco legal da microgeração e minigeração distribuída).

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