1. Observe a imagem:
Como a tecnologia está auxiliando o rapaz no processo de orientação e localização?

Disponível em: <https://www.canva.com/design/DAEdpNDTDKQ/p5GoH_auz1dq137T59qGGg/edit>. Acesso em: 04 jun. 2021.


Ele está se guiando de acordo com a imagem do aplicativo, que consegue mostrar com exatidão onde ele está e para onde deve ir. GPS (Sistema de posicionamento global).

2. A professora pediu que Júnior e seus colegas explicassem o nascer e o pôr do sol de acordo com os pontos cardeais. De que forma Júnior e os colegas poderiam explicar?

 

O sol sempre nasce no leste, à direita do menino na imagem, e se põe no lado oposto, ou seja, no Oeste, à esquerda do menino na imagem. Isso ocorre por conta da direção do movimento de rotação da Terra.

 

 

Disponível em: <https://expedicaooriente.com.br/2019/06/pontos_

cardeais.png>. Acesso em: 4 jun. 2021.

3. Observe a imagem e marque a alternativa correta:
Disponível em: <https://www.canva.com/design/DAEdpNDTDKQ/p5GoH_
auz1dq137T59qGGg/edit>. Acesso em: 04 jun. 2021.


a) Essa representação gráfica que indica as direções cardeais é chamada de rosa dos ventos.
b) O leste, oeste, norte e sul são os pontos colaterais.
c) Entre o Norte e o Leste, está o noroeste.
d) O sul é também chamado de setentrional.

 

4. O planeta Terra tem forma esférica e ligeiramente achatada nos polos, portanto sua superfície não pode ser totalmente iluminada pelos raios solares ao mesmo tempo. Cada porção da Terra é iluminada pelo Sol em períodos diferentes, esse fenômeno que nos dá a sucessão dos dias e das noites é chamado de movimento

a) de translação.
b) aparente do sol.
c) de rotação.
d) elíptico.

SEMANA 2


UNIDADE (S) TEMÁTICAS:
Conexões e escalas.
OBJETO DE CONHECIMENTO:
Relações entre os componentes físico-naturais.
HABILIDADE(S):
(EF06GEO3X) Descrever os movimentos do planeta (rotação e translação) e sua relação com a cir- culação geral da atmosfera, o tempo atmosférico e os padrões climáticos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Meridianos (longitude) e paralelos (latitude).


TEMA: Localizar-se no espaço geográfico
Caro (a) estudante, nesta semana você vai conseguir identificar no planisfério os paralelos e meridia- nos, além de compreender como as coordenadas geográficas são usadas para indicar com precisão a localização de um ponto na superfície terrestre.
Para localizar com precisão cidades, vilas, montanhas, países, navios em alto-mar, os cartógrafos cria- ram as linhas imaginárias da Terra, os paralelos e os meridianos, que formam a base para um sistema de localização denominado coordenadas geográficas.


Paralelos: são linhas horizontais imaginárias que circundam a Terra no sentido leste-oeste e se encontram paralelas à Linha do Equador. A Linha do Equador divide a Terra em duas partes iguais, os hemisférios Norte e Sul.
PARALELOS

Disponível em: https://www.canva.com/ DAEdqGMmbMA/12cgzAiyaZDYXKsHfcFOPw/edit#. Acesso
em: 04 jun. 2021.

Meridianos: são linhas verticais imaginárias que cortam a terra de Norte e Sul. Eles são estabeleci- dos a partir do Meridiano de Greenwich. Meridiano esse que divide a Terra em hemisférios Ocidental (oeste) e Oriental (leste).
MERIDIANOS


Disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/ paralelos-meridianos.htm> Acesso em: 04 jun. 2021.

As coordenadas geográficas de um ponto da superfície terrestre é determinada pelo cruzamento de um paralelo com um meridiano. Os paralelos indicam a latitude, e os meridianos indicam as longitude.


Latitude: é a distância entre um ponto qualquer da superfície terrestre e a linha do Equador, va- ria de 00, na Linha do Equador, até 900 a norte ou 900 a sul. Todos os pontos que estão sobre o mesmo paralelo têm a mesma latitude.

Longitude: é a distância entre um ponto qual- quer na superfície terrestre e o Meridiano de Greenwich. Também é medida em graus, varia de 00, em Greenwich, a 1800 a oeste ou 1800 a leste desse meridiano. Todos os pontos sobre o mesmo meridiano têm a mesma longitude

Disponível em:<https://www.canva.com/design/DAEdqbTUmh4/Mzh03qFFyH69MnSEZ026Og/edit>. Acesso em: 04 jun. 2021.



ATIVIDADES

1. Sobre paralelos, meridianos e sistema de coordenadas geográficas, assinale V para as proposições verdadeiras e F para as proposições falsas:

V) Existem paralelos especiais, como a Linha do Equador, os quais possuem igual distância entre um polo e outro. Tudo que está acima desse paralelo é definido como Hemisfério Norte, e tudo que está abaixo é definido como Hemisfério Sul.
VI) Existem importantes meridianos, como o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio.
VII) Os meridianos representam linhas imaginárias que variam no sentido norte-sul de 0° a 90°.
VIII) O Meridiano de Greenwich divide a Terra no sentido vertical, dando origem aos Hemisférios Ocidental e Oriental.
Assinale a alternativa correta:
a) F V F V. b) F V F F . c) V F F V . d) V V F F.


2. “Linhas imaginárias traçadas de polo a polo, atravessando perpendicularmente a linha do Equador.” O texto apresenta o conceito de:
a) Latitude. b) Longitude. c) Paralelos. d) Meridianos.


3. Identifique no globo abaixo os principais paralelos e o principal meridiano:

 



4. Observe a tabela de coordenadas geográficas e indique as latitudes e longitudes dos pontos a seguir:

PONTO A:
Latitude: 15º Norte
Longitude: 45º Oeste
PONTO B
Latitude: 60º Sul Longitude: 15º Oeste

PONTO C
Latitude: 30º Sul
Longitude: 30º Leste

5. Analisando a figura, considere as afirmativas:


I. Os pontos A e B localizam-se no hemisfério ocidental.
II. Os pontos B e C localizam-se no hemisfério boreal.
III. Os pontos A e D localizam-se no hemisfério austral.
IV. Os pontos C e D localizam-se no hemisfério oriental.


Estão corretas
a) apenas I e IV. b) apenas II e III. c) apenas II e IV. d) todas.

SEMANA 3


UNIDADE (S) TEMÁTICAS:
Conexões e escalas.
OBJETO DE CONHECIMENTO:
Relações entre os componentes físico-naturais.
HABILIDADE(S):
(EF06GEO3X) Descrever os movimentos do planeta (rotação e translação) e sua relação com a circu- lação geral da atmosfera, o tempo atmosférico e os padrões climáticos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Coordenadas geográficas e fusos horários.


TEMA : Fusos horários
Caro (a) estudante, nessa semana você vai identificar os diferentes horários dos lugares na Terra, reco- nhecer que cada lugar da Terra tem um horário diferente de acordo com os fusos horários.
Fusos horários
Uma convenção internacional realizada em 1884, nos Estados Unidos, estabeleceu um sistema mundial de determinação e contagem da hora. Essa medida foi tomada para coordenar o crescente fluxo de pessoas e mercadorias no mundo, realizado principalmente por meio de navios e trens e, posteriormen- te, de aviões.
Por essa convenção, o Meridiano de Greenwich, na Inglaterra, tornou-se referência mundial para a de- terminação das horas e das medidas de longitude.
O sistema mundial de fusos divide o planeta em 24 faixas, e cada uma delas corresponde a uma hora. Para saber quantos graus a Terra percorre em uma hora, basta dividir os 360º de sua circunferência por
24. sendo assim: 360º : 24= 15º.
Conclui-se que, a cada hora, o planeta Terra percorre 15º de sua circunferência. Esse intervalo de 15º entre um meridiano e outro corresponde a uma hora chamada de fuso horário. É por isso que os habi- tantes da Terra não vivem todos no mesmo horário.

 

 

 


Disponível em: https://geografiacriticanaveia.files. wordpress.com/2015/10/espaciais4_clip_image004.jpg .
Acesso em: 04 jun. 2021.


ATIVIDADES

1. Observe o mapa do Fuso horário do Brasil:

Se são 18 horas no Distrito Federal, que horas serão nos seguintes estados ou localidades:

a) Bahia: 18:00 horas
b) Mato Grosso do Sul: 17:00 horas
c) Roraima: 17:00 horas
d) São Paulo: 18:00 horas
e) Fernando de Noronha: 19:00 horas
f) Pernambuco: 18:00 horas
g) Acre: 16:00 horas
h) Amazonas: 17:00 horas
i) Rio de Janeiro: 18:00 horas
Disponível em: <https://mastergeografia.files.wordpress. com/2017/05/1111.jpg>. Acesso em: 04 jun. 2021.

2. Os fusos horários foram criados, em outubro de 1884, por meio de uma reunião de 24 países, na cidade de Washington. Nessa ocasião, estabeleceram-se 24 fusos de uma hora, tendo como referência o tempo em que o planeta Terra leva para dar uma volta completa em torno do seu próprio eixo, percorrendo os 360° de sua circunferência, aproximadamente 24 hora s (23 horas, 56 minutos e 4 segundos)
CARVALHO, Edilson Alves de; ARAÚJO, Paulo César. Leituras cartográficas e interpretações estatísticas I. Natal, RN. EDUFRN, c 2008.
248 p. (adaptado).

Sabendo que duas cidades distam entre si 105° de longitude, a distância entre elas, em horas, é de:

a) 8h
b) 7h
c) 9h
d) 10h


3. Leia o texto abaixo.

 

Marque a alternativa correta:
a) O horário de verão é aplicado em todo território do Brasil.
b) No horário de verão adianta-se o relógio em 2 horas.

Começa o horário de ve- rão em dez estados e no Distrito Federal Em meio ao agravamento da situa- ção nos reservatórios das principais hidrelétricas do país, entrou em vigor neste domingo (19 de outubro) o horário de verão. A expec- tativa do governo é a de que a redução no consumo de energia no período con- tribua com uma queda de 0,4% no uso da água des- sas represas. A 39ª edição do horário de verão terá duração de 126 dias e ter- minará no dia 22 de feve- reiro. À 0h (meia-noite) de sábado para domingo, os moradores de dez estados, além do Distrito Federal, adiantaram os relógios em uma hora.

c) Quando se aplica o horário de verão espera-se economizar energia.
d) Os estados do sul, sudeste e nordeste aplicam o horário de verão.

SEMANA 4


UNIDADE (S) TEMÁTICAS:
Conexões e escalas.
OBJETO (S) DE CONHECIMENTO:
Relações entre os componentes físico-naturais.
HABILIDADE(S):
(EF06GEO5X) Relacionar padrões climáticos, tipos de solo, relevo e formações vegetais (biomas) no Brasil e no mundo.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
A distribuição das formações vegetais (biomas) a partir da variação climática.


TEMA: Formações vegetais e biodiversidade
Caro (a) estudante, nesta semana você vai compreender relações estabelecidas entre as formações vegetais terrestres com o solo, o relevo e o clima, conhecer aspetos que diferenciam as principais for- mações vegetais nativas terrestres, identificando alguns deles na paisagem.
Principais formações vegetais
Além das florestas, existem outros tipos de formações vegetais no Brasil e no mundo . O mapa a seguir representa as formações vegetais originais e, portanto, não considera o desmatamento provocado pe- las ações humanas: expansão das cidades, extração de madeira, atividades agropecuárias, exploração mineral, abertura de estradas, entre outras.

Disponível em: <https://docplayer.com.br/docs-images/92/110614497/images/10-1.jpg>. Acesso em: 04 jun. 2021.

Floresta tropical e equatorial: climas quentes e úmidos com estação seca curta, árvores de grande porte, densas e exuberantes, enorme variedade de animais e vegetais. Ex. Floresta Amazônica e Mata Atlântica
Floresta Temperada: presente em regiões de clima predominantemente temperado, como parte da Europa, Estados Unidos, Japão, China e na Índia, são chamadas de decíduas porque no inverno as fo- lhas das árvores caem.
Floresta Boreal: Ocorre nas altitudes altas, onde predominam os climas frios, é bem homogênea, cons- tituída por coníferas(pinheiros)
Savana : Ocorre na América do sul, África e Austrália, em regiões de clima tropical, as árvores têm tron- cos tortuosos e folhas resistentes.
Vegetação mediterrânea: É predominante na região próxima ao Mar Mediterraneo, é formada por di- versas espécies vegetais, como oliveiras, carvalhos, pinheiros e eucaliptos, as plantas são adaptadas aos invernos rigorosos e verões quentes e com pouco chuva
Estepes e pradaria: Ocorrem em regiões de climas marcados por uma estação seca bem prolongada, destaca-se plantas herbáceas, ou seja, que não tem caule lenhoso
Tundra: Ocorre em regiões de clima polar, onde os solos ficam congelados durante grande parte do ano, a vegetação se desenvolve somente no curto período de verão, as espécies são campo de liquens, algas e musgos.
Deserto: As áreas desérticas podem ser classificadas como quentes ou frias. Nos dois casos, há pou- cas espécies vegetais, em razão principalmente da rara ocorrência de chuvas. Nos desertos frios corre a tundra, nos quentes destacam-se plantas caducifólias e xerófitas (cactos).
Vegetação de montanha: É bastante diversificada, pois varia de acordo com a altitude. Podemos en- contrar desde uma floresta temperada na base da montanha até tundra nas áreas de maior altitude.

 



ATIVIDADES
1. Leia o texto:
Estão acabando com a Floresta Amazônica, E eu com isso? Moro em Sampa…
Era uma vez uma floresta. Ela era enorme, exuberante, e possuía uma quantidade incalculável de plan- tas e animais que viviam só ali. Era responsável pelo ciclo hidrológico da região, evitando enchentes e inundações e garantindo a qualidade do ar, da água e dos solos.
[…] O azar daquela floresta era justamente o caminho de homens que queriam dar àquela área outro destino e ignoravam a importância dela para a qualidade de vida das populações humanas. O nome da floresta? Mata Atlântica.
[…]Era uma vez uma floresta. Ela era enorme, exuberante, e possuía uma quantidade incalculável de plantas e animais que viviam só ali. Era responsável pelo ciclo hidrológico da região, evitando enchentes e inundações e garantindo a qualidade do ar, da água e dos solos. O azar daquela floresta era estar justa mente no caminho de homens que queriam dar àquela área outro destino e fingiam ignorar a importân cia dela para a qualidade de vida das populações humanas. O nome da floresta? Amazônica.
Errar uma vez, dizer, é humano, mas duas vezes? A floresta está indo pelo mesmo caminho que a Mata Atlântica…Esperamos? Herdamos um erro e aprendemos, ou seremos deserdados por mais um erro?
BENSUSAN, Nurit. Meio Ambiente: e eu com isso? São Paulo: Peirópolis, 2009.p.30-37


a) Quais formações vegetais foram citadas pela autora?

Floresta Amazônia e Mata Atlântica.
b) De acordo com o texto, qual é a importância das florestas?

Além da beleza e da biodiversidade é responsável pelo ciclo hidrológico da região, evitando
enchentes e inundações e garantindo a qualidade do ar, da água e dos solos.


c) Como você responderia às duas últimas perguntas feitas pela autora no final do trecho trans- crito?
Que não podemos esperar o que aconteceu com a Mata Atlântica, pois o prejuízo é incalculável. Sabendo disso, devemos buscar meios que garantam a coexistência da floresta com as demandas da humanidade, porque sabemos que é possível aprender com os nossos erros e além disso temos conhecimentos e técnicas capazes de garantir isso.



2. Leia a tirinha abaixo e responda:


Disponível em: <http://www.oiarte.com/hq_oi_aguamataatlantica_200dcor.jpg>. Acesso em: 04 jun. 2021.

Marque a alternativa correta:

a) As florestas tropicais são áreas de vegetação muito preservadas.
b) As florestas tropicais tem espécies vegetais homogêneas.
c) As florestas tropicais são constantemente ameaçadas por desmatamentos.
d) As florestas tropicais são encontradas em todos os continentes.

3. Observe o mapa das formações vegetais do Brasil

Disponível em: <https://dicascaseira.com/relevo-hidrografia-clima-e-vegetacao-do-brasil/>. Acesso em: 04 jun. 2021.

Identifique as formações vegetais nativas do Brasil indicadas pelos números no mapa.
0 – Caatinga
1 – Mata Atlântica
2 – Mata de Araucárias
3 – Pampas (Campos)
4 – Cerrado
5 – Floresta Amazônica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


SEMANA 5


UNIDADE (S) TEMÁTICAS:
Conexões e escalas.
OBJETO (S) DE CONHECIMENTO:
Relações entre os componentes físico-naturais.
HABILIDADE(S):
(EF06GE05X) Relacionar padrões climáticos, tipos de solo, relevo e formações vegetais (biomas) no Brasil e no mundo.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Os diferentes tipos de solo e sua relação com o clima.


TEMA: O Solo
Caro (a) estudante, nesta semana você compreenderá o processo de formação dos solos e as intera- ções que estabelece com o clima, o relevo e os seres vivos, observar a importância dos solos como suporte para o desenvolvimento das atividades humanas e para o equilíbrio ambiental.
Formação e importância do solo
Na maior parte das vezes as formas de relevo estão cobertas pelo solo, popularmente chamado de “terra”. Solo é a camada viva e superficial da crosta terrestre que está em constante transformação. É constituído por minerais, organismos, água e ar.
O solo se origina a partir do desgaste das rochas, processo que ocorre ao longo do tempo.
Os principais fatores que atuam na formação dos solos e nas características de cada tipo são a rocha-
-mãe, o clima, o relevo e os seres vivos.

Clima
Em regiões de clima quente os solos, são mais profundos e têm mais matéria orgânica. Isso acontece porque as altas tem- peraturas e a alta umidade con- tribuem para a decomposição dos restos de plantas e animais. Relevo
A água costuma infiltrar mais facilmente em terrenos planos e com vegetação, o que favorece a transformação das rochas e a formação de solos profundos. Seres vivos
Quando os seres vivos morrem e sofrem decomposição, passam a integrar, junto com as plantas, a matéria orgânica do solo, que é muito rica em nutrientes.
A importância do solo vai além da produção agrícola, permite também o desenvolvimento de atividades humanas e é fundamental para o equilíbrio ambiental e para a existência da vida na Terra.
É um ambiente favorável para germinação de sementes e desenvolvimento das plantas e sustenta di- versos tipos de vegetação.
Os microrganismos presentes nele contribuem para degradar fertilizantes, agrotóxicos, estrumes e ou- tros resíduos que podem poluir as águas subterrâneas, córregos, rios , e o próprio solo.

Desempenha um papel importante no ciclo da água, após filtrar no solo, a água fica disponível para as plantas e também abastece os reservatórios subterrâneos.

 


ATIVIDADES

1. Entre os principais fatores de formação do solo, o principal é o:

a) relevo.
b) tempo.
c) matéria orgânica.
d) clima.

2. Analise o infográfico abaixo :

Disponivel em: <https://1.bp.blogspot.com/-xoNT6r9k4OQ/WNx5L7Dg0ZI/AAAAAAAAB7M/Gt9L- RNFG08Ep8nS9Cp7nNPYOYeIzLz1ACLcB/s1600/FuncoesSolo.jpg>. Acesso em: 04 jun. 2021.

Além da atividade agrícola, que outras atividades estão relacionadas com o solo?

 



3. O processo de degradação do solo pode ocorrer de várias maneiras diferentes, geralmente resultantes de seu mau uso e conservação por parte das atividades humanas. A ocorrência dessas situações pode estar associada ao esgotamento de nutrientes ou à remoção da vegetação, entre outros inúmeros fatores. enumere as colunas de acordo com as principais formas de degradação do solo, isto é, os tipos com que esse problema se apresenta:

 

 

 

a) desertificação
b) erosão
c) arenização
d) salinização
e) poluição

( ) Consiste na formação de bancos de areia em solos já de consis- tência arenosa em regiões que apresentam climas mais úmidos e com maiores volumes de chuva.
( ) É uma mudança da paisagem para algo próximo à paisagem de um deserto.
( ) é um dos mais conhecidos tipos de degradação do solos, pro- cesso naturalque pode ser intensificado pelas práticas humanas e que consiste no desgaste dos solos e das rochas com posterior transporte e deposição do material sedimentar que é produzido.
( ) Trata-se de um problema eminentemente antrópico e causa- do pelo uso excessivo de agrotóxicos, defensivos e fertilizantes na agricultura e também pela infiltração de materiais orgânicos po- luentes em áreas de lixões.
( ) consiste no processo de aumento dos sais minerais existen- tes, a ponto de afetar a produtividade dos solos de uma determi- nada região.

SEMANA 6


UNIDADE (S) TEMÁTICAS:
Conexões e escalas.
OBJETO (S) DE CONHECIMENTO:
Relações entre os componentes físico-naturais.
HABILIDADE(S):
(EF06GE05X) Relacionar padrões climáticos, tipos de solo, relevo e formações vegetais (biomas) no Brasil e no mundo.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
A Geomorfologia das paisagens em diferentes tipos de clima.


TEMA Dinâmicas do Relevo
Caro (a) estudante, nesta semana você compreenderá o conceito de relevo terrestre e outros conceitos a ele relacionados, como de altura e altitude, montanha, planalto, planície e depressão.
O relevo
As diversas formas da superfície terrestre constituem um dos aspectos que diferenciam as paisagens. O conjunto de formas existentes no planeta terra recebe o nome de Relevo.
Às vezes, é difícil visualizar e identificar as formas de relevo nas cidades, em razão da presença de pré- dios e de outras construções. Ao andar pelas ruas, podemos perceber se os terrenos são planos ou irre- gulares, observando a presença ou ausência de subidas ou descidas, além de formas que se destacam, como morros e vales, por exemplo.
Ao estudar as diferentes formas do relevo é importante considerar as diferenças entre altitude e altura.


Altitude: Altura
é a medida verti- cal do nível zero ( nível do mar) até o ponto mais alto de determinada elevação também é uma medida vertical, obtida a par-
tir da base da forma de relevo, ou de outro ele- mento e, até sua extremidade.

Disponível em: <https://lh3.googleusercontent.com/proxy/tLFC2zWEACpHeTclgEibsEZIqLZ25bpXusQbRDZihQ4OZ_afUQ_U2JLygv- BbPXef9mKvi_C296cDo0mKBai6kcmnFm1O1Q9eplynN3iQfGGl9lHQ0cZP4dylbsc1iyHnWo7NwxpDLRMxg7QN0s9HWEM0zYIr4E>. Acesso
em: 04 jun 2021.

As grandes formas do relevo terrestre são os planaltos, as planícies, as depressões e as montanhas.

Disponível em: <https://i.pinimg.com/originals/d8/ee/91/d8ee91ba8162b8a00275c0527a2daa94.jpg>. Acesso em: 04 jun. 2021.



ATIVIDADES

1. Observe as imagens:


Disponível em: <https://super.abril.com.br/wp-content/ uploads/2020/10/chuva-montanha_site.jpg>. Acesso em:
04 jun. 2021. Disponível em: <https://static.todamateria.com.br/upload/ pl/an/planicieformaderelevo.jpg>. Acesso em: 04 jun. 2021.
É correto dizer que a superfície terrestre apresenta diferentes formas? Identifique as formas retrata- das. Descreva-as.

 

 

2. Observe as fotografias abaixo e relacione com a fala do garoto.


Disponível em: <https://image.freepik.com/vetores-gratis/desenho-animado-menino-andando-de-bicicleta_70172-771.jpg>. Acesso em
04 jun. 2021.

Palmas (Tocantins) Ouro Preto (MG)


Disponível em: <https://central3.to.gov.br/ arquivo/271614_1000.jpg>. Acesso em: 04 jun. 2021.

Disponível em: <https://www.penaestrada.blog.br/wp- content/uploads/2020/12/onde-ficar-em-ouro-preto-01.
jpg>. Acesso em: 04 jun. 2021.

a) Em sua opinião o garoto mora na cidade retratada na fotografia 1 ou na foto 2? Como é o relevo nessa cidade?

 


b) Em sua opinião o relevo influencia a escolha da bicicleta como meio de transporte? Explique.

 


c) Que outros aspectos do dia a dia ou atividades econômicas podem ser influenciadas pelo re- levo?

 

 

3. Identifique as formas de relevo de acordo com as letras.


A:
B:
C:
D:

 

 

Ah, como é bom curtir a vitória e o sucesso após o trabalho e o esforço. Parabéns por chegar até aqui.

 

1 – Na imagem abaixo foram representadas duas atividades do setor primário importantes para a economia nacional. Identifique-as e acrescente informações sobre os principais produtos dessas atividades no Brasil.

Disponível em: <https://www.canva.com/design/DAEeX7Lx7rE/1kQxNzAUE16d0SRHciwC-A/edit>. Acesso em: 11 jun. 2021.

 


Agricultura e pecuária. Na agricultura os principais produtos são o café, laranja, feijão, soja e milho. Já na pecuária destaca-se principalmente a carne bovina, além de sermos um dos maiores produtores de suínos e aves.


Disponível em: <https://d2q576s0wzfxtl.cloud- front.net/2017/08/08145605/quest%C3%A3o1. enem2010.jpg>. Acesso em: 11 jun. 2021.

2 – O gráfico representa a relação entre o tamanho e a totalidade dos imóveis rurais no Brasil. Que característica da estrutura fundiária brasileira está evidenciada no gráfico apresentado?

a) A concentração de terras nas mãos de poucos.
b) A existência de terras nas mãos de poucos.
c) O domínio territorial dos minifúndios.
d) A primazia da agricultura familiar.


3 – A estrutura fundiária está relacionada à maneira como as propriedades agrárias estão distribuídas em um determinado lugar. Sobre a estrutura fundiária, assinale a alternativa correta:

a) Quanto maior a concentração de terras, maior será a quantidade de propriedades de terras e menor será o tamanho da propriedade.
b) Em países subdesenvolvidos, há grandes propriedades rurais concentradas nas mãos de mui- tos proprietários, que abastecem o mercado interno.
c) A estrutura fundiária brasileira é uma das mais concentradas do mundo.
d) A concentração de terras nas mãos de poucos contribui para que não ocorra problemas no campo, principalmente os conflitos por terra.

4 – Observe o gráfico abaixo:

 

 

 

 

 

 

 


.
Disponível em: <https://mpabrasiles.files.wordpress.com/2010/02/cartilha-ibge-agricultura-familiar-71.jpg>. Acesso em: 11 jun. 2021.

O Censo Agropecuário 2006 – IBGE identificou 4.367.902 estabelecimentos de agricultura familiar, que são a maioria dos estabelecimentos, e apesar de ocuparem menor área, produzem a grande maioria dos alimentos. Cite 3 características da agricultura familiar no Brasil.
A agricultura familiar no Brasil é caracterizada por ser a principal responsável pelo abastecimento do mercado interno, empregar mais de 70% dos trabalhadores do campo e agredir menos o meio ambiente que o agronegócio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


SEMANA 2

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Mundo do trabalho.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Produção, circulação e consumo de mercadorias.
HABILIDADE(S):
(EF07GEO6X) Identificar e discutir em que medida a produção, a circulação e o consumo de merca- dorias provocam impactos ambientais, assim como influem na distribuição de riquezas, nas rela- ções de trabalho formais e informais em diferentes lugares.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
A produção do espaço no modo de produção capitalista, balança comercial: importação e exporta- ção; sociedade de consumo.
TEMA: ESPAÇO RURAL BRASILEIRO
Caro (a) estudante, nesta semana você vai conhecer sobre o agronegócio e sua importância na partici- pação na balança comercial brasileira e como atividade incentivadora da expansão da fronteira agrícola do país.

AGRONEGÓCIO E EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA
O agronegócio apresenta elevada produtividade pelo fato de empregar alta tecnologia nas diversas etapas da produção. Embora, em geral, seja praticado nos latifúndios em sistema de monocultura, voltado à exportação, as médias e algumas pequenas propriedades participam do agronegócio, sobre- tudo nas regiões Sul e Sudeste, por meio de cooperativas agrícolas. O agronegócio engloba atividades de processamento, industrialização, distribuição e comercialização de produtos da agropecuária, ar- ticulando os diferentes setores da economia. A agroindústria está inserida nesse sistema integrado de produção. No Brasil, a produção de soja e a pecuária intensiva são símbolos do agronegócio, que gera empregos e movimenta muito dinheiro. A participação do agronegócio na balança comercial brasileira é muito significativa, visto que grande parte dessa produção é destinada à comercialização com ou- tros países.
A expansão da fronteira agrícola refere-se ao avanço das áreas de produção agropecuária sobre a ve- getação nativa. Atualmente, o Brasil vive o avanço da fronteira agrícola para a produção da soja e para a pecuária, que ocorre do Centro-Oeste em direção ao Norte do país, onde criadores de gado têm in- vestido na compra de terras. Esse processo de expansão das atividades agropecuárias, que causou o desmatamento de grande parte do Cerrado, segue agora em direção à Floresta Amazônica. Mesmo com o monitoramento e a fiscalização dos órgãos oficiais, muitos hectares de floresta são derrubados todos os dias. Nos últimos anos, o ritmo de desmatamento, que vinha caindo, voltou a aumentar. Observe as áreas antropizadas nessas áreas de vegetação, no mapa ao lado. Note que, além do avanço das fron- teiras agrícolas, a degradação também pode ser observada nas áreas de fronteiras com outros países, como o Peru, a Bolívia e a Guiana.

PARA SABER MAIS:
Vídeo: Agronegócio. <https://youtu.be/1OhsVUPKIZc>. Acesso em: 11 jun. 2021.
O cenário atual do agronegócio no Brasil. <https://youtu.be/w1y3N6lgr_M>. Acesso em: 11 jun. 2021.
Fronteiras agrícolas e conflitos no campo. <https://youtu.be/iNtPjwk34Yk>. Acesso em: 11 jun. 2021.


1 – Explique, a partir da imagem, porque o agronegócio pode ser considerado uma cadeia produtiva?

Disponível em: <https://arquivofee.rs.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/20160211info1_agronegocio_novovaca.jpg>.
Acesso em: 11 jun. 2021.
A cadeia produtiva do agronegócio pode ser definida como todos os processos que ocorrem desde os insumos básicos até a transformação no produto final.
O termo “antes da porteira” faz referência a tudo que é necessário à produção agrícola, mas não está na fazenda. É aquilo que o produtor rural precisa comprar para produzir: todos os insumos (máquinas, defensivos químicos, fertilizantes, sementes, frota, etc.). Já “dentro da porteira” é tudo o que se refere à produção – plantio, manejo, colheita, beneficiamento, manutenção de máquinas, armazenamento dos insumos, descarte de embalagens de agrotóxicos e mão de obra. E “depois da porteira” faz referência à armazenagem e distribuição, incluindo a logística.

2 – Observe a imagem a seguir e marque as alternativas que a caracterizam.

Disponível em: <https://revistacampoenegocios.com.br/wp-content/uploads/2016/03/moderniza%C3%A7%C3%A3o-agr%C3%ADcola-
1-1024×527.jpg . Acesso em: 11 jun. 2021.


a) Trata-se de uma propriedade agrícola com produção: (X) mecanizada ( ) manual ( ) improdutiva

b) É um tipo de agricultura:
( ) arcaica (X) moderna ( ) inadequada

c) Em relação à geração de empregos:
( ) gera muitos empregos (X) gera poucos empregos ( ) não gera empregos

d) A propriedade em questão é:
( ) improdutiva ( ) pouco produtiva (X) muito produtiva

e) No que diz respeito à sua estrutura agrária, trata-se de uma propriedade de pequeno ou gran- de porte? Explique sua resposta.
( ) pequeno porte (X) grande porte

Latifúndio é uma grande propriedade rural. As terras que são aproveitadas normalmente são utilizadas para o cultivo de uma única espécie, ou seja, a monocultura, e nesta são utilizadas técnicas de alta produtividade. A produção é quase sempre destinada ao mercado de exportação, e normalmente as propriedades concentram-se nas mãos de poucos proprietários.



3 – A partir da imagem, explique o que é a expansão da fronteira agrícola.

Disponível em: <http://blog.perfarm.com/wp-content/uploads/2017/08/Untitled-1.png> . Acesso em: 1 jun. 2021.

A expansão da fronteira agrícola refere-se ao avanço das áreas de produção agropecuária sobre a vegetação nativa. Atualmente, o Brasil vive o avanço da fronteira agrícola para a produção da soja e para a pecuária, que ocorre do Centro-Oeste em direção ao Norte do país, onde criadores de gado têm investido na compra de terras. Esse processo de expansão das atividades agropecuárias, que causou o desmatamento de grande parte do Cerrado, segue agora em direção à Floresta Amazônica. Mesmo com o monitoramento e a fiscalização dos órgãos oficiais, muitos hectares de floresta são derrubados todos os dias. Nos últimos anos, o ritmo de desmatamento, que vinha caindo, voltou a aumentar.


SEMANA 3

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Mundo do trabalho.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Produção, circulação e consumo de mercadorias.
HABILIDADE(S):
(EF07GEO6X) Identificar e discutir em que medida a produção, a circulação e o consumo de merca- dorias provocam impactos ambientais, assim como influem na distribuição de riquezas, nas rela- ções de trabalho formais e informais em diferentes lugares.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
A produção do espaço no modo de produção capitalista, balança comercial: importação e exporta- ção; sociedade de consumo.
TEMA: TERRAS INDÍGENAS E MOVIMENTOS SOCIAIS NO CAMPO
Caro(a) estudante, nesta semana você identificará os conflitos gerados pela posse de terra no Brasil, bem como o uso de insumos e agrotóxicos podem trazer danos ao meio ambiente e à saúde.

Terras indígenas e Movimentos sociais no campo
A exclusão dos indígenas na distribuição de terras no Brasil tem sido uma realidade. Muitas comunida- des, em especial no Centro-Oeste, disputam com grandes empresários rurais terras que são suas por direito. Essa questão envolve conflitos armados, que ocasionam a morte de muitos indígenas devido à resistência de latifundiários à demarcação das Terras Indígenas. De um lado, há grupos indígenas acua- dos pela expansão dos latifúndios e do agronegócio; de outro, latifundiários que não admitem perder parte das terras que ocuparam. A Fundação Nacional do Índio (Funai) considera a Terra Indígena “uma porção do território nacional, de propriedade da União, habitada por um ou mais povos indígenas, por ele(s) utilizada para suas atividades produtivas, imprescindível à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e necessária à sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, cos- tumes e tradições”.
A concentração fundiária agrava problemas relacionados ao desemprego, à miséria e à violência no espaço rural. Essa situação ocasionou a organização de movimentos sociais que reivindicam o acesso à terra. Entre eles, um dos mais conhecidos é o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que reivindica a reforma agrária, ou seja, a redistribuição de terras e da renda agrícola como forma de reduzir a concentração fundiária e garantir melhores condições de vida aos trabalhadores do campo. Ao longo do processo de ocupação territorial, a instalação de latifúndios também foi responsável pela remoção de muitos grupos indígenas de suas terras, o que deu origem à organização de movimentos que reivindicam a delimitação das Terras Indígenas e o respeito à cultura desses povos. Muitos desses movimentos, que no passado contavam com lideranças de grupos e ONGs não indígenas em sua maio- ria, hoje contam com líderes indígenas.
As atividades agropecuárias desenvolvidas com técnicas modernas têm resultado em danos ao meio ambiente. O uso excessivo de agrotóxicos pode causar a contaminação das águas subterrâneas e dos rios, prejudicar a saúde dos trabalhadores e dos animais e comprometer a qualidade dos alimentos. Além disso, esse tipo de agricultura gera outros problemas ambientais: a compactação do solo (que

aumenta o risco de erosão), provocada pela utilização de máquinas, e o esgotamento do solo pela falta de rotação de culturas.
Reduzir o desmatamento e o uso de insumos químicos nas plantações, utilizar a água de forma respon- sável e valorizar a agricultura familiar e orgânica são medidas que respeitam os recursos naturais e tornam possível a prática da agricultura sustentável. A agricultura orgânica, que não utiliza agrotóxicos, insumos industrializados e sementes modificadas geneticamente, tem crescido no Brasil e no mundo. Porém, os alimentos orgânicos ainda não são acessíveis à maioria da população devido aos preços, em geral mais elevados se comparados aos do agronegócio.

PARA SABER MAIS:
Vídeo: A questão indígena em 4 minutos. <https://youtu.be/y_tKDCBimTQ>. Acesso em: 11 jun. 2021.
Demarcação de Terras indígenas. <https://youtu.be/c1MKCflfC80>. Acesso em: 11 jun. 2021.
Comida que alimenta. <https://youtu.be/z6xAkNPV3QI>. Acesso em: 11 jun. 2021.


1 – Observe a imagem a seguir.

Disponível em: <https://twitter.com/mst_oficial/status/1064232884150636549>. Acesso em: 15 maio. 2021.

A partir da imagem, explique por que a Reforma Agrária é essencial.
A reforma agrária é essencial pois favorece:
• A desconcentração e a democratização da estrutura fundiária;
• A produção de alimentos básicos;
• A geração de ocupação e renda;
• O combate à fome e à miséria;
• A diversificação do comércio e dos serviços no meio rural;
• A interiorização dos serviços públicos básicos;
• A redução da migração campo-cidade;
• A democratização das estruturas de poder;
• A promoção da cidadania e da justiça social.

 


2 – Um estudo feito em 2016 por organizações ambientais apontou uma das importâncias das comunidades tradicionais. Leia o trecho de uma reportagem a respeito desse estudo.
Qual o papel dos povos tradicionais na preservação
O estudo “Por um patamar de captura de carbono em terras coletivas”[…], das ONGs ambientalistas Rights and Resources Initiative, Woods Hole Research Centre and World Resources Institute cita o caso brasileiro para defender a demarcação como uma forma efetiva de diminuir a emissão de gases estufa.
Segundo o trabalho, florestas sob posse de povos indígenas e outros grupos tradicionais no país, emi- tem 27 vezes menos dióxido de carbono por desflorestamento do que as que não estão sob controle de comunidades tradicionais.
O trabalho afirma que mesmo essa estimativa é, no entanto, modesta, porque ela não dá conta de todos os territórios tradicionalmente habitados e reivindicados por povos indígenas.
FÁBIO, André Cabette. Por que demarcar terras indígenas pode diminuir o aquecimento global. Nexo jornal, 4 nov. 2016.


a) Qual a importância da demarcação de terras de comunidades tradicionais, de acordo com o estudo?
Uma forma efetiva de diminuir a emissão de gases do efeito estufa.
b) Quais problemas as comunidades tradicionais, como os índios, enfrentam nas terras que ocupam?
A falta de garantia sobre a posse dos seus territórios, além disso não tem apoio para construir estruturas que possibilitam explorar os recursos de suas terras.

 

 

 


3 – Na charge, há uma crítica ao processo produtivo agrícola brasileiro relacionada ao:

a) elevado preço das mercadorias no comércio.
b) aumento da demanda por produtos naturais.
c) crescimento da produção de alimentos.
d) uso de agrotóxicos nas plantações.

Disponível em: <http://blog.maxieduca.com.br/wp-content/ uploads/2018/08/M%C3%A3e-e-filho-na-cozinha.jpg>. Acesso em:
15 maio 2021.

4 – Leia as frases a seguir e use (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas sobre a modernização da agricultura no Brasil.
(V) A modernização da agropecuária deu-se em algumas áreas do país, principalmente nos estados do Centro-Sul.
(F) A agropecuária moderna integrou-se ao complexo agroindustrial e ao mercado de consumo interno.
(V) Os médios e os pequenos agricultores encontram bastante dificuldade para se modernizarem, uma vez que a maior parte dos financiamentos para o setor agropecuário é destinada aos grandes produtores.
(V) As transnacionais estão presentes também nos setores de produção e distribuição de agrotóxicos, fertilizantes e adubos, sementes e sêmen manipulados geneticamente, entre outros.

SEMANA 4

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Mundo do trabalho.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Produção, circulação e consumo de mercadorias.
HABILIDADE(S):
(EF07GEO6X) Identificar e discutir em que medida a produção, a circulação e o consumo de merca- dorias provocam impactos ambientais, assim como influem na distribuição de riquezas, nas rela- ções de trabalho formais e informais em diferentes lugares.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
A produção do espaço no modo de produção capitalista, balança comercial: importação e exporta- ção; sociedade de consumo.
TEMA: ESPAÇO URBANO
Caro(a) estudante, nesTa semana você compreenderá que a produção do café criou condições para o início da industrialização no Brasil, Identificar os fatores que propiciaram o surgimento das primeiras indústrias no Brasil.

Industrialização
Até o século XIX, a atividade industrial não era muito significativa no Brasil. O café era o principal pro- duto da economia nacional. De 1830 a 1929, a expansão da atividade cafeeira assumiu importância cres- cente no desenvolvimento industrial, especialmente das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Parte do lucro obtido com as exportações do café foi investida na importação de máquinas, na instalação das primeiras fábricas e na infraestrutura de transportes.
No início do século XX, a economia mundial enfrentou graves períodos de crise que afetaram a produ- ção de café no Brasil — a exportação do produto diminuiu bastante, causando prejuízos aos produtores. Aos poucos, essa atividade econômica foi se tornando cada vez menos lucrativa.
Além dos lucros obtidos com a produção de café, as duas guerras mundiais ocorridas no século XX (1914-1918 e 1939-1945) impulsionaram a industrialização no Brasil. Com a queda na produção industrial dos países envolvidos nos conflitos, muitos produtos começaram a faltar nas prateleiras brasileiras, e a solução foi produzir internamente o que antes era importado. Essa situação contribuiu para o desenvol- vimento da atividade industrial no país. Outro período de grande crescimento industrial ocorreu durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1960), que ofereceu vantagens para a instalação de indústrias no Brasil. As primeiras indústrias a se instalar foram as automobilísticas.
O desenvolvimento da produção industrial no Brasil apresenta três características principais:
• Industrialização tardia: ocorreu cerca de 200 anos após o início da Revolução Industrial na Ingla- terra, no século XVIII.
• Substituição de importações: produtos que eram importados começaram a ser fabricados inter- namente (e foram bem recebidos pelo mercado consumidor).

• Dependência de capital e de tecnologia estrangeiros: no início, houve necessidade de importar máquinas e equipamentos para as indústrias nacionais; posteriormente, foram atraídos investi- mentos e tecnologia estrangeiros para incrementar as indústrias de bens de consumo já existen- tes e implantar outros tipos de indústrias, como as siderúrgicas e petroquímicas, consideradas indústrias de base. Embora o Brasil conte, atualmente, com um significativo parque industrial, a dependência tecnológica ainda marca a indústria do país.

PARA SABER MAIS:
Vídeo: Industrialização brasileira: https://youtu.be/b8TlLqb07xs. Acesso em: 11 jun. 2021.
Texto: Economia cafeeira e industrialização: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/republica-ca- fe-industrializacao.htm. Acesso em: 11 jun. 2021.
Mapa Mental: https://i.pinimg.com/736x/76/ac/84/76ac847fc67ba713408cacb1b55c12ae.jpg. Acesso em: 11 jun. 2021.

ATIVIDADES
1 – Sobre a história da industrialização brasileira, assinale verdadeiro (V) ou falso (F) nas sentenças a seguir.

a) ( V ) Sem dúvida, o café foi fundamental no processo de industrialização no Brasil. Esse cultivo dinamizou a economia, baseada em exportações, e auxiliou na concentração de mão de obra e de mercado consumidor, sobretudo no estado de São Paulo.
b) ( F ) As primeiras indústrias atuantes no Brasil eram as que utilizavam tecnologias avançadas e onde se produziam produtos bastante complexos.
c) ( V ) É sobretudo a partir de 1930 que a industrialização brasileira se torna mais complexa em relação à produção e se expande, ganhando força na economia e gerando empregos.


2 – Assinale a alternativa que completa adequadamente a frase a seguir. A necessidade de importar máquinas e equipamentos e de se desenvolver a partir de investimentos e tecnologias de outros países é uma característica:

a) da substituição de importações.
b) da dependência de capital e de tecnologia estrangeiros.
c) do projeto de industrialização nacional efetiva.
d) da industrialização tardia.

3 – O Brasil faz parte do grupo de países que realizaram a chamada industrialização tardia. Enquanto na Inglaterra esse processo iniciou-se no XVIII, no Brasil, ele só foi ocorrer quase 200 anos depois. O termo em destaque pode ser explicado em:


a) Apesar de atrasado em relação a outros paí- ses, iniciou já usando tecnologias modernas.
b) O processo de implantação das indústrias demorou mais a começar do que em outros países.

c) O país demorou a se industrializar, mas quando ocorreu foi de forma homogênea pelo território.

 

 


https://cursoenemgratuito.com.br/wp-content/ uploads/2019/06/industrializa%C3%A7%C3%A3o- brasileira-anos-50.jpg. Acesso em: 11 jun. 2021.

d) Dependeu de investimentos em tecnologia para desenvolver a industrialização.

4– Leia o texto abaixo e responda:

 


Casarão Av. Paulista, início do século XX
https://i1.wp.com/saopauloantiga.com.br/wp- content/uploads/2015/08/casaraodapaulista02x. jpg?resize=640%2C494&ssl=1 . Acesso em: 11
jun. 2021.

O luxo da São Paulo antiga
Nem faz tanto tempo assim. Na virada do século 19 para o 20, ser rico em São Paulo significava viver em um casarão, um palacete. Com dezenas de empregados, prataria e rou- pas importadas da Europa e novidades tecnológicas como uma máquina de escrever. Era a aristocracia cafeeira, a elite paulista.
(…)
Em 1900, São Paulo já era a “metrópole do café” e tinha em seu centro um “nó de ferrovias”. Fazendeiros continuavam a chegar com seus filhos: agora empresários, médicos, enge- nheiros.(…)
VEIGA, E.,BRANDALISE,V.H. Estadão.

a) Em sua opinião, por que, nos anos de 1900, São Paulo já era, segundo o texto, a “metrópole do café?
Porque São Paulo despontava como o principal produtor de café no mercado nacional, atraindo mais investimentos e pessoas para a região. E a elite paulista desfrutava desses lucros exibindo os seus bens.


b) Por que o centro de São Paulo era um “nó de ferrovias”?
Porque as ferrovias se concentravam e convergiam nessa região para escoar a produção de café.
5 – De 1830 a 1929, a expansão da atividade cafeeira assumiu importância crescente no desenvolvimento industrial. Assinale V ou F sobre a importância do café na economia e desenvolvimento do Brasil.

a) ( V ) Antes da industrialização brasileira, o principal produto da economia era o café, ou “ouro verde”, produzido principalmente em São Paulo.
b) ( F ) O café foi o principal produto brasileiro durante todo o século XIX, mas perdeu força para a cana-de-açúcar e para a soja já no início do século XX.
c) ( F ) A cafeicultura enriqueceu os barões do café, mas não favoreceu empresários e banqueiros.
d) ( V ) Entre as condições favoráveis à industrialização promovida pela cafeicultura destaca-se a acumulação de capitais.
e) ( V ) O trabalho nas lavouras de café atraiu muitos imigrantes europeus, que também foram importantes no início de nossa industrialização, pois eram mão de obra qualificada.

SEMANA 5

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Mundo do trabalho.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Produção, circulação e consumo de mercadorias.
HABILIDADE(S):
(EF07GEO6X) Identificar e discutir em que medida a produção, a circulação e o consumo de merca- dorias provocam impactos ambientais, assim como influem na distribuição de riquezas, nas rela- ções de trabalho formais e informais em diferentes lugares.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
A produção do espaço no modo de produção capitalista, balança comercial: importação e exporta- ção; sociedade de consumo.
TEMA: ESPAÇO URBANO: INDUSTRIALIZAÇÃO
Caro(a) estudante, nesta semana você compreenderá que a urbanização e o êxodo rural foram intensifi- cados pela industrialização, analisar a importância das redes de transporte e comunicação na integra- ção do território, reconhecer a existência de desigualdades regionais no espaço geográfico brasileiro e a importância de políticas e ações para reduzi-las.

Rede de Transporte e comunicação
Em seu início, a industrialização brasileira ocorreu com maior intensidade no estado de São Paulo, impulsionando o crescimento da capital paulista. Na década de 1970, São Paulo era responsável por 58,42% da produção industrial do país, e entre 2004 e 2014, o percentual baixou 8,6 pontos. Essa queda verificada na participação do estado de São Paulo no total da produção industrial brasileira mostra a relativa desconcentração industrial que vem ocorrendo no país nos últimos anos. Isso decorre, entre outros fatores, do custo elevado de imóveis e salários, da escassez de terrenos para a instalação de novas fábricas e dos altos impostos. Como forma de incentivar a instalação de indústrias, governos de estados e municípios de outras regiões do país têm oferecido vantagens como isenção de impostos e doação de terrenos. Assim, novos polos industriais vêm se formando, especialmente no Sul e no Nor- deste. Ainda assim, o Sudeste apresenta a maior concentração industrial do país e continua abrigando uma importante parcela dos centros de comando das empresas instaladas em outras regiões.
As redes de transporte e de comunicação são fundamentais para o funcionamento do mundo moderno. No Brasil, essas infraestruturas foram ampliadas de modo mais intenso a partir da década de 1960, in- terligando o Norte e o Centro-Oeste ao restante do país. Nesse processo, destaca-se o papel do Estado como grande articulador, captador de recursos e investidor.

Redes de transporte ferroviário, marítimo, rodoviário, aéreo,
dutoviário (estruturas tubulares). Rede de comunicação
Pode ser as linhas de transmissão de rádio, televisão, cabeamento de fibra ótica, internet, antenas de telefonia móvel.

O Brasil é considerado um país urbano, o que significa que a população residente nas cidades é superior à população rural. Até a década de 1960, a maior parte da população brasileira se concentrava no cam- po. Na década seguinte, a população urbana já havia superado a rural. Ao longo do século XX, o perfil da economia brasileira foi se modificando: a crescente industrialização, associada à modernização no campo e à concentração de terras, impulsionou a saída de habitantes do campo para as cidades, fenô- meno conhecido como êxodo rural.
Os centros urbanos, de modo geral, passaram a atrair pessoas em busca de trabalho e melhores condi- ções de vida, como acesso à educação, saúde e saneamento básico, entre outros serviços.
Quanto maiores as cidades, maior a concentração de atividades industriais e/ou comerciais e a diver- sificação de serviços oferecidos. Os grandes centros também contam com melhor infraestrutura urba- na, além de sediarem grande parte dos órgãos públicos. Por esses motivos, algumas cidades exercem influência econômica, política ou cultural sobre outras, e essa relação de atração e influência forma a rede urbana, que se articula, basicamente, por meio dos sistemas de transporte e comunicação.

PARA SABER MAIS:
Vídeo: Matriz de transporte brasileira: <https://youtu.be/r0u7wWS_mNE>. Acesso em: 11 jun. 2021.
Os meios de comunicação no Brasil: <https://youtu.be/EnUe9oZmQYw>. Acesso em: 11 jun. 2021.
O que é urbanização: <https://youtu.be/7f8CXiFp6fk>. Acesso em: 11 jun. 2021.

ATIVIDADES
1 – Entre os meios de transporte abaixo, assinale aquele que teve forte participação na expansão da atividade cafeeira e no início da industrialização brasileira.

Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ QRqYag6wx9NsnY3KsTJE7fwyURDGnkW8exyhHTKX8y32U2vPDKvJQeheRQz3/sistematizacao>. Acesso em: 11 jun. 2021

2 – Observe a imagem a seguir.

Disponível em: <https://artesdesigner.wordpress.com/2009/07/27/industrializacao-brasileira/> . Acesso em: 11 jun. 2021.

Qual é a interpretação que a imagem reflete em relação à urbanização e industrialização brasileira?

 

 

 

 

3 – Observe o mapa abaixo:

https://escolakids.uol.com.br/upload/image/mapa-industrial-brasileiro.jpg. Acesso em: 11 jun. 2021.

Temos, acima, a representação do espaço geográfico industrial brasileiro. O que se pode perceber, com a leitura do mapa, é:

a) a dinâmica homogênea da industrialização brasileira.
b) o peso que a Zona Franca de Manaus possui graças ao fato de ela, sozinha, ser equivalente a toda produção industrial do centro-sul do país.
c) a herança histórica da concentração industrial ocorrida na região Sudeste do país.
d) o elevado processo de devastação de áreas naturais para a construção de zonas industriais.

4 – Sobre o processo de desconcentração industrial, responda.

a) O que se entende por desconcentração industrial?

 


b) Em que unidade da federação do Brasil esse fenômeno ocorre com intensidade?

 


c) Cite 3 medidas que os governos podem tomar para atrair indústrias.

 

 

 

5 – Preencha os esquemas com exemplos de vias de transporte e meios de comunicação e, em seguida, complete a frase.


SEMANA 6

UNIDADE(S) TEMÁTICA(S):
Formas de representação e pensamento espacial.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Mapas temáticos do Brasil.
HABILIDADE(S):
(EF07GEO10) Elaborar e interpretar gráficos de barras, gráficos de setores e histogramas, com base em dados socioeconômicos das regiões brasileiras.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Tipos de gráficos (barra, setor, linha); Regiões brasileiras em gráficos (setores da economia, distri- buição de renda, dentre outros.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Matemática.
TEMA: GRÁFICOS
Caro(a) estudante, nesta semana você vai interpretar variados tipos de gráficos e analisar dados do Brasil a partir deles.
Os gráficos são recursos visuais muito utilizados para facilitar a leitura e compreensão das informações e divulgação de pesquisas em jornais, revistas, panfletos, livros e televisão é um recurso da estatística muito usado na geografia.

Principais tipos de gráficos
Existem vários tipos de gráficos. Os principais tipos são os gráficos de colunas, barras e setores (pizza), pois são usados para mostrar como o todo se divide em partes, para apresentar proporções.
Independentemente do tipo do gráfico, todos os gráficos devem ter claramente indicados o seu título, o título do eixo das abscissas (horizontal) e do eixo das ordenadas (vertical), a legenda e a fonte dos dados da pesquisa.
O gráfico de colunas é composto por duas linhas ou eixos, um vertical e outro horizontal.
No eixo vertical indicamos uma escala graduada de zero até o valor máximo que queremos representar e no eixo horizontal construímos colunas onde a altura de cada coluna informa o valor máximo pesquisado em cada item.
As colunas devem sempre possuir a mesma largura e a distância entre elas deve ser constante. Também podemos representar duas ou mais categorias de in- formações.

O gráfico de barras também é construído sobre o Pla- no Cartesiano (primeiro quadrante).
No eixo vertical, são construídas as barras que re- presentam a variação (medidas ou quantidades nu- méricas) dos dados na pesquisa realizada. O fluxo de informações, representado por um valor numérico, é indicado pelo eixo horizontal.
As barras devem sempre possuir a mesma largura e a distância entre elas deve ser constante. Podemos representar duas ou mais categorias de informações.

 


Gráfico de setores
Recomendado para visualização de informações de apenas uma categoria, os gráficos de setores (ou pi- zza) são representados por círculos divididos propor- cionalmente de acordo com os dados da informação a ser representada.
Os valores são expressos em números ou em percen- tuais (%). Não é recomendado o uso em três dimensões.


Disponível em: <https://educa.ibge.gov.br/images/educa/ jovens/materiais-estudo/2018_10_26_graf-barras_animacao.

gif> . Acesso em: 11 jun. 2021.

 


Gráfico de linha
Utilizado quando se deseja trabalhar com duas ou mais informações provenientes de dados numéricos, o gráfico de linhas é composto por dois eixos, um ver- tical e outro horizontal (Plano Cartesiano – primeiro quadrante), e por uma ou mais linhas que mostram a variação (medidas ou quantidades numéricas) dos dados na pesquisa realizada, isto é, a movimentação dos dados no decorrer do tempo. É indicado quando uma das variáveis representa o tempo e se pretende revelar o movimento dos dados ao longo do tempo.
Quando for analisar um gráfico, procure observar os seguintes pontos:
• O título ou objetivo do gráfico é claro? Seu conteúdo faz sentido?
• A fonte dos dados está explícita no gráfico, na figura ou no texto que a acompanha?
• As informações foram obtidas de uma fonte confiável?
• Há rótulos adequados para os eixos, etc., deixando tudo bem identificado?
• Os eixos começam em zero ou não?
• As escalas dos eixos são constantes?
• Existem “quebras” nos eixos que sejam difíceis de notar?
• Existem elementos gráficos desnecessários ou que dificultem a visualização da informação?
Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/professores/educa-recursos/20773-tipos-de-graficos-no-ensino.html. Acesso em: 17 maio 2021.

PARA SABER MAIS:
Vídeo: Gráficos e tabelas. <https://youtu.be/4o4USrt9J2s>. Acesso em: 11 jun. 2021.
Geografia análise de gráficos: <https://youtu.be/smlOCMC-AQs>. Acesso em: 11 jun. 2021.
Produção, leitura e interpretação de gráficos: <https://youtu.be/u5DZHzMr9ks>. Acesso em: 11 jun. 2021.

ATIVIDADES


1 – Observe o gráfico abaixo:

O processo registrado no gráfico gerou a seguinte conse- quência demográfica:

a) Decréscimo da população absoluta.
b) Redução do crescimento vegetativo.
c) Diminuição da proporção de adultos.
d) Expansão de políticas de controle da natalidade.

Disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com.br/ upload/conteudo/taxa-fecundidade-total.jpg>.
Acesso em: 11 jun. 2021.
2 – Observe o gráfico abaixo e assinale a opção correta:

 


Disponível em: <https://educacaodigital.itaborai.rj.gov. br/lms/pluginfile.php/80023/mod_resource/content/3/ Gr%C3%A1fico%201.jpg . Acesso em: 11 jun. 2021.

a) O gráfico apresenta o número de habitantes do muni- cípio de Itaboraí, de 1980 a 2014.
b) Podemos analisar o crescimento do número de habi- tantes da população municipal.
c) Houve uma queda no número de habitantes do muni- cípio entre 2010 e 2014.
d) Em 1980 a população de Itaboraí era de 218.008 habi- tantes.

3 – Observe o gráfico abaixo e responda às questões.

Disponível em: <http://4.bp.blogspot.com/-CdHp4gVlBKQ/UxiD8Smbf6I/AAAAAAAAANw/KN9fvnM0JIo/s1600/P3.png.
Acesso em: 11 jun. 2021.


a) Qual foi a porcentagem de brasileiros que se consideram pretos ou pardos em 2010? O que explica essa porcentagem?

 

 


b) Qual foi a porcentagem de brasileiros que se autodeclararam indígenas? O que explica o baixo número de indígenas na população brasileira atual?

 

 

 

 

 

 


Ah, como é bom curtir a vitória e o sucesso após o trabalho e o esforço. Parabéns por chegar até aqui.


1 – Use os termos a seguir para identificar as frases abaixo.


a) Compreende o Canadá, Estados Unidos e México: América do Norte
b) É formada pela parte ístmica (continental) e outra insular (ilhas): América Central
c) Corresponde à porção que se inicia nas ter- ras da Colômbia e se estende em direção sul:
América do Sul

 

2 – Os primeiros povos da América referem-se àqueles que viviam na América, antes da chegada do europeu. Também são chamados de:
a) Latino-americanos, com sua organização caracterizada pela formação de cidades-estados.
b) Indígenas, que ajudaram na ocupação europeia do continente americano e que ainda ocupa o território.
c) Pré-cabralinos, grupos isolados, viviam da caça, pesca, coleta e da agricultura no período Neolítico.
d) Pré-colombianos é a denominação utilizada para os povos que já viviam na América antes da chegada de Cristóvão Colombo, em 1492.

3 – Leia as características de colonização da América e associe as colunas abaixo:
coluna 1 coluna 2

a) (1) Foi o tipo de colonização presente na porção norte da América.
b) (2) produção agrícola de apenas um gênero, como cana de açúcar, tabaco.
c) (1) O trabalho era livre e assalariado.
d) (2) Utilizava indígenas e negros como escravos.

4 – Com base na imagem e nas informações dadas na legenda, escreva qual o tipo de relevo e onde ele aparece no continente americano, temperatura predominante e ocupação humana.

 

 

 

 

 

 


Vista de parte das Montanhas Rochosas, cadeia que se estende pela costa oeste dos Estados Unidos e do Canadá. Foto no estado de Columbia (Estados Unidos, 2012).
Disponível em: https://www.infoescola.com/wp-content/ uploads/2010/09/montanhas-rochosas-foto.jpg Acesso em:
04 jun. 2021.


O tipo de relevo é de cadeias montanhosas e está localizado na costa oeste dos Estados Unidos e Canadá. A temperatura é baixa e o nível de ocupação também é baixo.

SEMANA 2

UNIDADE (S) TEMÁTICAS:
Natureza, ambientes e qualidade de vida.
OBJETO (S) DE CONHECIMENTO:
Identidades e interculturalidades regionais: Estados Unidos da América, América espanhola e por- tuguesa e África.
HABILIDADE(S):
(EF08GE20) Analisar características de países e grupos de países da América e da África no que se refere aos aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir as desigualdades sociais e econômicas e as pressões sobre a natureza e suas riquezas (sua apropriação e valorização na produção e circulação), o que resulta na espoliação desses povos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Economia da América Latina suas principais atividades produtoras setor primário.
TEMA: América Latina
Caro(a) estudante nesta semana você vai analisar o espaço geográfico de países latino-americanos com base nos aspectos políticos, econômicos e sociais; reconhecer a importância do setor primário na economia da América Latina.

Setor primário da América Latina
A América Latina engloba o conjunto de países menos desenvolvidos do continente americano, em opo- sição à parte desenvolvida, a América Anglo-saxônica. As diferenças econômicas e sociais existentes entre duas porções estão relacionadas principalmente a questões históricas entre elas, o tipo de colo- nização e também políticas.
A independência das nações latino-americanas aconteceu em grande parte no século XIX e desde então, essas nações apresentaram problemas socioeconômicos semelhantes: má distribuição de renda e de terras, dependência de capitais e de tecnologia de países ricos – sobretudo dos Estados Unidos-, dívida externa, inflação, além de precárias condições de vida de grande parcela da população.
Apesar de algumas melhoras, estudos recentes mostram que o percentual de pessoas vivendo em situação de pobreza na América Latina ainda é elevado.
Em vários países da América Latina, grande parte da produção agropecuária é voltada para a expor- tação e praticada em extensas propriedades monocultoras. Essa estrutura produtora é herança dos tempos coloniais, das plantations, grandes áreas monocultoras de produtos tropicais (cana-de-açúcar, banana) destinados à exportação e cultivados por mão de obra escravizada. Atualmente, países como Colômbia, Paraguai, Cuba e Guatemala continuam economicamente dependentes da exportação de produtos agropecuários, principalmente café, cacau, cana-de-açúcar e banana, em geral produzidos com o emprego de técnicas tradicionais, o que resulta em baixa produtividade. Seus investimentos em mecanização, fertilização, drenagem e recuperação de solos são escassos ou inexistentes. Em contrapartida, em países como Brasil, Argentina, México e Chile, a produção agropecuária de algumas regiões se caracteriza pelo uso intensivo de máquinas e sofisticada tecnologia, o que resulta em alta produtividade.

Já a economia de muitos países latino-americanos — como Bolívia, Jamaica, Equador e Venezuela — depende da extração e da exportação de minérios. No entanto, apesar de possuir muitas jazidas em seu território, a maior parte desses países não têm tecnologia para pesquisa, extração e beneficiamento, de modo que seus recursos minerais são extraídos por empresas transnacionais, reproduzindo a depen- dência dos países em desenvolvimento que vendem seus recursos naturais aos mais desenvolvidos, com o objetivo de tentar beneficiar sua economia.

PARA SABER MAIS:
Vídeo: Economia da América Latina. Disponível em: <https://youtu.be/WTvHTLwFenI>. Acesso em: 04 jun. 2021.
Texto: Economia da América Latina. Disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com.br/geogra- fia/a-economia-latino-americana.htm>. Acesso em: 04 jun. 2021.


ATIVIDADES
1 – Escreva (A) para as características da produção agropecuária da maioria dos países da América Latina e (B) para América Anglo-Saxônica.
a) (B) Alta produtividade.
b) (A) Baixa produtividade.
c) (B) Alto grau de mecanização e utilização de técnicas modernas.
d) (A) Utilização de técnicas tradicionais; a mecanização ocorre de maneira desigual.
e) (A) Predomínio de produção voltada para exportação e praticada em grandes propriedades mo- nocultoras.

2 – O gráfico abaixo mostra o crescimento acumulado entre 2008 e 2013 das 10 principais economias da América Latina:
Disponível em: <https://3.bp.blogspot.com/-7tiQnKhanAo/U9plj1Juz1I/AAAAAAAALuw/bzwvurMU5BU/s1600/PIBdaAmLatBrasil.png>. Acesso em: 04 jun. 2021.

Marque a alternativa CORRETA:
a) O PIB do Brasil foi menor que o PIB do México.
b) De acordo com o gráfico, o Peru apresenta um PIB mais elevado que o do Brasil.
c) O Equador apresenta um PIB muito baixo em relação ao Brasil.
d) A Venezuela apresenta um PIB mais elevado que a Argentina.
3 – Coloque V ou F nas alternativas abaixo:
a) (V) Os países da América Latina apresentam uma má distribuição de renda e de terras, depen- dência de capitais e de tecnologia de países ricos, sobretudo dos Estados Unidos, dívida externa, inflação, além de precárias condições de vida de grande parcela da população.
b) (V) Grande parte da produção agropecuária dos países da América Latina é voltada para a expor- tação e praticada em extensas propriedades monocultoras.
c) (V) Em países como Brasil, Argentina, México e Chile, a produção agropecuária de algumas re- giões se caracteriza pelo uso intensivo de máquinas e sofisticada tecnologia.
d) (F) A economia de muitos países latino-americanos — como Bolívia, Jamaica, Equador e Vene- zuela depende da produção industrial e do comércio.
4 – Sobre a exploração de recursos minerais na América, é correto afirmar que:
a) os países da América Latina detém tecnologias modernas para extração mineral.
b) os países da América Latina são ricos em carvão e grandes exportadores de ouro.
c) as leis sobre questões ambientais são mais rígidas na América Latina do que na América Anglo
-Saxônica.
d) a legislação ambiental tende a ser menos rigorosa na América Latina.
5 – Observe a tirinha
https://ciclovivo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Sabesp-e-a-Turma-da-Monica.jpg . Acesso em: 04 jun. 2021.

Um dos mais sérios problemas ambientais é o desmatamento, ele é responsável pelas alterações no clima, erosão do solo, desertificação e arenização. Relacione esse problema à agropecuária da América Latina.
O desmatamento é uma prática muito comum para a realização da agropecuária. A retirada da cobertura vegetal provoca a redução da biodiversidade, extinção de espécies animais e vegetais, desertificação, erosão, redução dos nutrientes do solo, contribui para o aquecimento global, entre outros danos.



SEMANA 3

UNIDADE(S) TEMÁTICA (S):
Natureza, ambientes e qualidade de vida.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Identidades e interculturalidades regionais: Estados Unidos da América, América espanhola e por- tuguesa e África.
HABILIDADE(S):
(EF08GE20) Analisar características de países e grupos de países da América e da África no que se refere aos aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir as desigualdades sociais e econômicas e as pressões sobre a natureza e suas riquezas (sua apropriação e valorização na produção e circulação), o que resulta na espoliação desses povos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
– América Latina recursos naturais renováveis, capacidade de produção de energia (energia hidrelé- trica, solar, eólica, geotérmica, maremotriz, biocombustíveis).
TEMA: América do sul
Caro (a) estudante, nesta semana você conhecerá as características de países da América do Sul e da África, além dos aspectos econômicos, políticos e urbanos.

RECURSOS MINERAIS E ENERGÉTICOS DA AMÉRICA DO SUL
Rica em recursos naturais, a América do Sul é grande produtora de petróleo e gás natural. No Brasil e na Venezuela, parte das reservas de petróleo está localizada em áreas marítimas. O território sul-ameri- cano também abriga importantes reservas minerais, destacando-se o cobre, no Chile; a prata e o cobre, no Peru; e a bauxita e o minério de ferro, no Brasil.
Na América do Sul há uso intenso das águas, principalmente na atividade pesqueira e para geração de energia em hidrelétricas. As reservas de recursos minerais e energéticos e as regiões industriais estão distribuídas por todo o subcontinente.
Na última década, foram descobertas na América do Sul reservas estimadas em 100 bilhões de barris de petróleo — 80% delas encontradas no pré-sal brasileiro. A Venezuela é o 11o país no ranking global de produtores de petróleo, com uma produção que corresponde a cerca de 17% do total mundial. Em 2016, esse país detinha a maior reserva comprovada de petróleo do mundo.
Além do petróleo, cresce a importância do gás natural na economia dos países sul-americanos, sobre- tudo para uso industrial. Os principais produtores regionais são Venezuela, Bolívia e Argentina. A pro- dução brasileira atual, por sua vez, ainda é inferior ao consumo interno do país, tornando-o dependente da importação do gás boliviano. Esse quadro, porém, deve mudar nos próximos anos, quando se iniciar a extração do gás existente na camada do pré-sal, que resultará na ampliação da capacidade nacional de produção desse recurso.

Fontes renováveis de energia
Muitos países têm buscado fontes renováveis de energia, por gerarem baixos índices de poluição: solar, eólica (vento), biomassa (matéria orgânica), geotérmica (calor do interior da Terra) e hidrelétrica (água).

Alguns países sul-americanos têm se destacado na produção de energia de fontes renováveis, princi- palmente Brasil e Argentina. O Brasil é o segundo país no ranking mundial em capacidade de produção de energia por meio de hidrelétricas, dado seu potencial em recursos hídricos. Além disso, é o segundo maior produtor mundial de energia de biomassa (depois dos Estados Unidos), em virtude dos investi- mentos nos setores de biodiesel e etanol. Recentemente, a Argentina também tem investido maciça- mente na produção de biodiesel.
Embora não faça parte do quadro dos maiores produtores, o Peru tem ampliado os investimentos em fontes renováveis. O país possui importantes fontes de recursos hídricos e geotermais que permitem exploração futura.
PARA SABER MAIS:
Vídeo: Matriz energética do Brasil. Disponível em: <https://youtu.be/D99GKisz9Gg>. Acesso em: 04 jun. 2021.
10 anos de pré-sal. Disponível em: <https://youtu.be/IvdDXljIiS8>. Acesso em: 04 jun. 2021.
Como funciona a energia eólica. Disponível em: <https://youtu.be/ekfFM-uWh5k>. Acesso em: 04 jun. 2021.
Mapa mental: Fontes de energia. Disponível em: <https://studymaps.com.br/wp-content/ uploads/2018/10/12.jpg>. Acesso em: 04 jun. 2021.


ATIVIDADES
1 – Leia e interprete o gráfico abaixo e depois responda às questões.

Disponível em: <https://1.bp.blogspot.com/-fye4A38IRB4/XX5AY4MhcJI/AAAAAAAAAAo/ v1ET4F4y2iYNBTTgQ4fYMiE6xJKWBAvrQCLcBGAsYHQ/s1600/reservas_cobre_2018.jpg Acesso em: 04 jun. 2021.

a) Cite o país responsável por quase um terço da produção mundial de cobre.
Chile


b) Que outro país da América do Sul está entre os maiores produtores mundiais desse minério?
Peru


c) Quais são os recursos minerais explorados no Brasil mais importantes para sua economia?
Os minérios explorados que mais se destacam no país são o ferro, alumínio, cobre, estanho, manganês, nióbio, níquel e ouro.

2 – Atualmente, o petróleo é a fonte energética mais utilizada no mundo, correspondendo a 43% do total. Observe a tabela abaixo dos principais países produtores de petróleo da América do Sul e assinale a afirmativa correta: Todas estavam incorretas sem a adaptação.



Projeto Araribá – página 181 do livro didático

a) A Venezuela é o maior produtor de pe- tróleo da América do Sul.
b) O Brasil passou a Argentina na produ- ção de petróleo depois da descoberta do pré-sal.
c) A Argentina é o 7º maior produtor de pe- tróleo do mundo.
d) O Peru e o Equador juntos produzem menos petróleo que a Colômbia.

3 – Alguns países sul-americanos têm se destacado na produção de energia de fontes renováveis, principalmente Brasil e Argentina. O Brasil é o segundo país no ranking mundial em capacidade de produção desse tipo de energia.
Observe a tabela e marque a alternativa correta:


a) A maior fonte de energia renovável do Brasil é a Hidrelétrica.
b) Da América do sul a Argentina é o país que mais produz biodiesel.
c) Brasil é o país que tem maior capacidade de gerar energia hidrelétrica do mundo.
d) O Brasil é o 2º maior produtor de energia hidrelétrica e biodiesel do mundo.

4 – Escreva sobre a situação do Peru na produção de energias renováveis.
Embora não faça parte do quadro dos maiores produtores de energias renováveis, o Peru tem ampliado os investimentos em fontes renováveis. O país possui importantes fontes de recursos hídricos e geotermais que permitem exploração futura.



SEMANA 4

UNIDADE(S) TEMÁTICAS:
Natureza, ambientes e qualidade de vida.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Identidades e interculturalidades regionais: Estados Unidos da América, América espanhola e por- tuguesa e África.
HABILIDADE(S):
(EF08GE20) Analisar características de países e grupos de países da América e da África no que se refere aos aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir as desigualdades sociais e econômicas e as pressões sobre a natureza e suas riquezas (sua apropriação e valorização na produção e circulação), o que resulta na espoliação desses povos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
África: aspectos populacionais, divisão regional suas particularidades, especificidades, regionali- dades e contrastes.
TEMA: Continente Africano
Caro(a) estudante nesta semana você vai conhecer aspectos relacionados à dimensão, localização, regionalização, divisão político-territorial e elementos físico-naturais que caracterizam o espaço geo- gráfico do continente africano, compreender que o continente africano é caracterizado por grande diversidade sociocultural.
África: aspectos físicos
Localizada ao sul da Europa e a sudoeste da península Arábica, a África é o terceiro maior continente em extensão territorial. Grande parte de suas terras está situada entre os trópicos de Câncer e de Capri- córnio. O território africano é banhado pelo oceano Atlântico a oeste, pelo oceano Índico a leste, pelo mar Mediterrâneo ao norte e pelo mar Vermelho a nordeste. De maneira geral, o continente africano vive um momento de transformação. O processo de urbanização acontece rapidamente, os investimen- tos estrangeiros produzem modificações profundas nas paisagens e há expansão da infraestrutura em diferentes países do continente. As relações econômicas, que no passado estiveram muito ligadas à Europa, atualmente têm se voltado especialmente ao mercado chinês, o que vem contribuindo para dinamizar a economia de diversos países da África. Contudo, o forte contraste social acentua as dife- renças entre os grupos mais ricos e os mais pobres. A complexidade e a diversidade de características do continente torna possível regionalizar a África de diferentes maneiras, enfatizando diversos aspec- tos, sejam físicos, econômicos, culturais ou sociais.
Predominam na África terrenos pouco íngremes e altitudes inferiores a 1 000 metros. As planícies são encontradas nas faixas litorâneas ou ao longo das margens de rios, como o Congo, o Gâmbia e o Sene- gal. Os planaltos antigos, bastante desgastados por agentes erosivos (vento, chuva etc.), dominam as paisagens naturais do continente. No entanto, algumas porções do território aparece a formação de altas montanhas no extremo norte e na porção leste. O monte Kilimanjaro, cujo pico é o mais alto da África, com 5.895 metros de altitude, está localizado na porção leste do continente
Nas regiões mais altas do continente nascem os principais rios africanos: Orange (ao sul), Níger (a oeste), Nilo (que deságua no mar Mediterrâneo) e Congo (na porção central). Os rios africanos garan-

tiram a muitos povos que se instalaram às suas margens no decorrer dos séculos o desenvolvimento de técnicas de irrigação que permitiram a prática da agricultura e da pecuária.
A grande extensão latitudinal do continente africano reflete-se na diversidade de climas e de forma- ções vegetais. E permite a coexistência de paisagens desérticas, como a do Saara e a do Kalahari, com paisagens florestais, como a Floresta do Congo, uma das mais úmidas do planeta. Clima No extenso território africano, predominam os climas Equatorial, Tropical, Semiárido, Desértico, Mediterrâneo e, em algumas regiões mais altas, o clima Frio de Montanha.
A vegetação africana possui forte relação com os climas e com a distribuição das chuvas no continente. Além disso, é bastante diversificada: apresenta desde florestas tropicais, savana, estepes e pradarias e até vegetação desértica. Nos desertos da África, a flora é composta de uma vegetação esparsa, que inclui plantas de raízes profundas e cactos que armazenam água em seu interior. Porém, a maior parte do deserto não apresenta nenhum tipo de cobertura vegetal.

PARA SABER MAIS:
Vídeo: Continente Africano. Disponível em: <https://youtu.be/XjorS2hXTDw>. Acesso em: 16 de maio de 2021.
Aspectos naturais da África. Disponível em: <https://youtu.be/HPxcNNxVADE>. Acesso em: 16 de maio de 2021.
Texto: Geografia da África. Disponível em: <https://www.infoescola.com/geografia/geografia-da-
-africa/>. Acesso em: 16 de maio de 2021.


ATIVIDADES
1 – Observe os mapas de clima e vegetação da África:



Disponível em: <https://s4.static.brasilescola.uol.com.br/ img/2014/09/africa-clima.jpg>. Acesso em: 04 jun. 2021.

Disponível em: <https://4.bp.blogspot.com/-Zgd0XfsuMv4/ WifpjvO7HBI/AAAAAAAClts/C2zKKkYYM9c-dgD5q8aUPlUc- xwTMQtVQCLcBGAs/s1600/QUO%2BVADIS%2BANGOLA%2B-
%2B01..jpg>. Acesso em: 04 jun. 2021.

a) Qual é o clima predominante no continente?
Tropical.

b) Qual a vegetação predominante?

Savana.

c) Qual a relação do clima e vegetação?
O clima influencia na formação vegetal, assim como a vegetação também influencia no clima.
No mapa percebe-se uma grande variedade de climas e vegetações devido as dimensões do continente. A savana, por exemplo, se desenvolve em regiões de clima tropical, ou seja, são plantas adaptadas ao clima quente e com chuvas concentradas em algumas épocas do ano.

 

2 – O mapa abaixo mostra a localização do continente africano, observe-o e complete as informações que se pede:

a) Oceanos que banham o continente:
• Oceano Atlântico e Oceano Índico.

b) Paralelos que cortam o continente:
Trópico de Câncer.
Linha do Equador.
Trópico de Capricórnio.

c) Limite entre a África e a Europa:
Mar Mediterrâneo.

 

 

 

 


Disponível em: <https://www.guiageo.com/pictures/africa-politico.jpg
Acesso em: 04 jun. 2021.

3. Qual é a forma de relevo predominante na África? De modo geral, onde se localizam as planícies?

Disponível em: <https://www.gestaoeducacional.com.br/wp-content/uploads/2019/10/mapa-fisico-africa.jpg>. Acesso em: 04 jun. 2021.
A forma de relevo predominante são os planaltos. As planícies se localizam em grande parte no litoral.

4 – Nas regiões mais altas do continente nascem os principais rios africanos: Orange (ao sul), Níger (a oeste), Nilo (que deságua no mar Mediterrâneo) e Congo (na porção central). Explique a importância dos rios no continente.
Os rios permitiram o desenvolvimento da agricultura e pecuária, garantindo que os povos se instalassem as suas margens passassem pelos períodos de estiagem das chuvas com menos
sofrimentos, já que eles estão localizados em áreas de clima quente.
SEMANA 5

UNIDADE (S) TEMÁTICA (S):
Natureza, ambientes e qualidade de vida.
OBJETO (S) DE CONHECIMENTO:
Identidades e interculturalidades regionais: Estados Unidos da América, América espanhola e por- tuguesa e África.
HABILIDADE(S):
(EF08GE20) Analisar características de países e grupos de países da América e da África no que se refere aos aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir as desigualdades sociais e econômicas e as pressões sobre a natureza e suas riquezas (sua apropriação e valorização na produção e circulação), o que resulta na espoliação desses povos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
– África: aspectos populacionais, divisão regional suas particularidades, especificidades, regiona- lidades e contrastes.
TEMA: África
Caro(a) estudante, nesta semana você estudará grupos de países da América e da África. Além das desi- gualdades sociais e econômicas.

ÁFRICA: POPULAÇÃO
O continente africano é o segundo mais populoso do mundo. Em 2017, contava com pouco mais de 1,2 bilhão de habitantes, o que corresponde a aproximadamente 16% da população total mundial. A popu- lação se distribui de forma desigual pelo território, uma vez que as grandes extensões de desertos e florestas dificultam a ocupação humana. Mais de 80% da população vive ao sul do deserto do Saara. Ao longo do século XX, a população africana apresentou intenso crescimento, impulsionado pelas eleva- das taxas de natalidade e pela queda das taxas de mortalidade, decorrente dos avanços da medicina no continente. Estima-se que em 2050 o número de habitantes do continente se aproxime de dois bilhões de pessoas. O continente registra grandes deslocamentos populacionais, que ocorrem, sobretudo, de países ao sul do Saara em direção à Europa. Conflitos, guerras civis e falta de perspectivas de trabalho levam muitos africanos a abandonar sua terra natal em busca de melhores condições de vida. Muitas vezes, os imigrantes se sujeitam a perigosas travessias pelo mar e pelo deserto para entrar de forma ilegal na Europa. Segundo estimativas de um instituto alemão, em 2017 havia 25 milhões de africanos vivendo fora da África, a maioria no continente europeu.
Apesar dos avanços no continente, a maioria dos países africanos apresenta indicadores sociais e eco- nômicos que revelam as precárias condições de vida de grande parte de seus habitantes. Essa situação aparece, por exemplo, no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), dado importante para orientar as políticas dos Estados em relação à melhoria de sistemas públicos, como o de saúde — buscando promo- ver, entre outros aspectos, o aumento da esperança de vida — e o de educação — reduzindo o número de analfabetos e elevando a média de anos de estudo da população. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita é, em geral, baixo na África. Os altos índices de contaminação pelo vírus da AIDS, a incidência de outras doenças e as guerras civis, além da má administração dos recursos por alguns governos consi- derados corruptos, contribuem para que uma parcela significativa da população tenha condições de

vida muito ruins. De acordo com um relatório publicado no ano de 2015 pelas Nações Unidas, uma em cada nove pessoas no mundo sofria diariamente com o problema da fome. Na África, esse quadro é agravado pela fome crônica, que assola as populações.
De acordo com um relatório publicado pela ONU, até 2025, as áreas urbanas no continente africano reu- nirão cerca de 65 milhões de pessoas. As estimativas indicam que esse valor passará dos 900 milhões antes de 2040. Contribui para isso o crescente êxodo rural no continente, motivado por diversos fato- res: crescimento populacional, pouca oferta de emprego nas áreas rurais, falta de medidas que fixem a população no campo e condições naturais adversas, como a ocorrência de secas prolongadas em algu- mas regiões. O crescimento acelerado das cidades, porém, não significa desenvolvimento econômico. As áreas urbanas são pouco conectadas e não têm capacidade para acolher a todos, o que eleva o desem- prego e obriga grande parte da população a se fixar em locais onde as condições de vida são precárias.
PARA SABER MAIS:
Vídeo: Resumo: África. Disponível em: <https://youtu.be/WDL1fCKHJiA>. Acesso em: 04 jun. 2021.
O subdesenvolvimento da África. Disponível em: <https://youtu.be/hTMh4P5SMjs>. Acesso em: 04 jun. 2021.


ATIVIDADES
1 – Leia as descrições a seguir e marque a alternativa correta:
a) É formada basicamente por Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos, países de população majori- tariamente branca, merece destaque a influência árabe e islâmica. O Egito, a Tunísia e o Marrocos, nos quais sobressai a atividade turística, são os países que apresentam os melhores indicadores sociais e econômicos do continente africano, embora bem inferiores aos dos países desenvolvidos:
( ) Norte da África ( ) África Subsaariana ( ) Magreb
b) Compreende os países ao sul do deserto do Saara, abriga uma população predominantemente negra, de grupos étnicos bastante diferenciados. As condições de vida nessa região, em geral, são bastante precárias. Em alguns desses países o problema da fome está presente:
( ) Norte da África ( ) África Subsaariana ( ) Magreb
c) Se localiza no norte do continente africano e vai desde o oceano Atlântico até o mar Vermelho, estendendo-se por vários países. O clima é seco o ano todo, com forte calor durante o dia e grande esfriamento à noite. A densidade demográfica dessa área é baixíssima, e as atividades econômicas são escassas:
( ) Norte da África ( ) África Subsaariana ( ) Magreb

2 – Escreva V para as frases verdadeiras e F para as falsas. Depois, reescreva a(s) frase(s) falsa(s), corrigindo o erro.

a) ( ) A população se distribui de maneira homogênea no continente africano.
b) ( ) As regiões desérticas da África apresentam baixa densidade demográfica, como é o caso do Deserto do Saara.
c) ( ) A densidade demográfica é baixa nas áreas próximas ao Golfo da Guiné.
d) ( ) As áreas próximas ao Vale do Rio Nilo apresentam alta densidade demográfica.

3 – Leia e interprete o mapa abaixo para responder a questão a seguir.
Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/EEFfcDZwu6KzdHuHmXWYEgJyfdREQypZQSH2Rq4dHVf45FbHQF-
vX8H9hnCUd/geo8-19und05-mapa-fome.pdf. Acesso em: 04 jun. 2021.

a) De acordo com o mapa, escreva sobre a situação da fome na África.

 

 

4 – Assinale a alternativa incorreta sobre a urbanização da África Subsaariana.
b) A maior parte da população da África Subsaariana vive em cidades.
c) A África Subsaariana é a região menos urbanizada da África.
d) As principais cidades da África Subsaariana desenvolveram-se nos séculos XIX e XX como cen- tros administrativos e portuários, possibilitando a exportação dos produtos agrícolas vindos do interior do continente.
e) Atualmente, grande parte da população urbana dessa região vive em assentamentos precários.

5 – Sobre o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do continente africano é correto afirmar:
a) ( ) Apesar de alguns indicadores permanecerem baixos, como taxa de alfabetização e expecta- tiva de vida, a renda per capita vem aumentando o que faz o IDH da maioria dos países ficar acima de 0,7.
b) ( ) O IDH da maioria dos países da África subsaariana melhorou muito nos últimos anos o que é comprovado pela melhora na qualidade de vida da população.
c) ( ) Doenças como a AIDS, a desnutrição, alta taxa de analfabetismo contribuem para o baixo nível do IDH no continente africano.
d) ( ) Nos últimos anos o continente vem apresentando avanços nos indicadores do IDH, principal- mente na elevada expectativa de vida e melhorias nas taxas de alfabetização.

SEMANA 6

UNIDADE(S) TEMÁTICAS:
Conexões e escalas.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Corporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica e mundial.
HABILIDADE(S):
(EF08GE12A) Compreender e descrever os objetivos e o papel dos blocos econômicos na integração regional no continente americano.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
BRICS função, importância, sentidos da organização mundial frente às questões políticas e econô- micas. Papel dos blocos econômicos na integração dos países do continente americano no cenário mundial. Blocos econômicos integrados pelo brasil sua função e atuação.
TEMA: Blocos econômicos
Caro (a) estudante nesta semana você vai identificar os tipos de blocos econômicos e sua importância para estimular a economia dos países, além de perceber a participação dos países da América e África nessa dinâmica econômica.

BLOCOS ECONÔMICOS E O BRICS
Desde a década de 1960, diversos acordos de integração foram realizados na América Latina. Medi- das para promover ações conjuntas entre os países com o intuito de fortalecer a economia e, indireta- mente, gerar benefícios sociais e políticos, além de promover um intercâmbio cultural, não são recen- tes. Entretanto, nunca se conseguiu estabelecer uma política de integração completa entre os países latino-americanos. Em março de 1991, com o Tratado de Assunção, assinado por Paraguai, Uruguai, Brasil e Argentina, criou-se o principal bloco econômico em atuação na região, o Mercado Comum do Sul (Mercosul). Em 2012 o bloco passou a contar com a Venezuela, mas esta foi suspensa em 2017 por ruptura da ordem democrática. Além dos cinco países-membros, há os associados: Chile, Peru, Colôm- bia e Equador; Guiana e Suriname.
O objetivo principal do Mercosul é estimular o aumento das trocas econômicas entre os países-mem- bros, além de atuar em bloco no comércio com outros países e regiões. Pelo tamanho de suas economias e pelo volume de trocas comerciais que realizam entre si, Brasil e Argentina lideram o bloco. O comércio entre os países membros tem aumentado constantemente desde a criação do bloco, estimulado pela redução de tarifas alfandegárias. Hoje o Mercosul abrange as principais economias da América do Sul, constituindo o principal bloco econômico dessa porção do continente. Além da integração econômica (que envolve não apenas produtos, mas também matéria-prima e energia), busca-se maior integração política e cultural. Movimentos sociais do Brasil e de outros países da América do Sul apresentam, há anos, diferentes críticas acerca do modelo de desenvolvimento do Mercosul.
Conheça outros blocos econômicos:

Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba)
Criada em 2004.
Países membros: Cuba e Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador e pelas ilhas caribenhas Dominica, Santa Lúcia, São Vicente e Granadi- nas, Antígua e Barbuda.
Uma equipe multinacional representando esses países procura promover a integração da América, com um caráter político, cultural e ideológico. Associação Latino-Americana de Integração (Aladi)
Criada em 1980.
Objetivo de promover a integração e o desenvol- vimento econômico e social, por meio do esta- belecimento de um mercado comum no conti- nente latino-americano
Países-membros: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
Aliança do Pacífico e Unasul
Criada em 2012.
Países-membros: Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Peru.
Bloco econômico nos moldes do Mercosul, for- mado por México, Colômbia, Peru e Chile. Tem como objetivos tornar-se um grande polo de atração de investimentos na América Latina e servir de elo para uma eventual integração com países asiáticos. Comunidade Andina
Criada em 1969.
Países-membros: Peru, Bolívia, Equador e Colômbia.
Objetivos de promover um mercado comum entre os países-membros, o crescimento de empre- gos, a diminuição da vulnerabilidade externa no contexto econômico internacional, o fortaleci- mento regional e a melhoria da qualidade de vida da população presente nesses países.
BRICS
Membros: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Mecanismo formado por países chamados “emergentes”, o BRICS possui um grande peso econômico e político e pode desafiar as grandes potências mundiais.

PARA SABER MAIS:
Vídeo: Blocos econômicos e suas modalidades: Disponível em: <https://youtu.be/3nNGJEtMZoM>. Acesso em: 04 jun. 2021.
BRICS: Disponível em: <https://youtu.be/pNRUUoZfE2s>. Acesso em: 04 jun. 2021.
Mapa mental: Blocos econômicos- Disponível em: <https://files.passeidireto.com/e3ece9b1-c28f-
-447c-afbe-2a0aba33a165/e3ece9b1-c28f-447c-afbe-2a0aba33a165.jpeg>. Acesso em: 04 jun. 2021.

ATIVIDADES
1 – Complete o diagrama abaixo:
Disponível em: <https://www.canva.com/design/DAEeuzM8xI4/LVBtixrHIfz9tLje1ZzO9g/edit. Acesso em: 04 jun. 2021.


2 – A formação de Blocos Econômicos se tornou essencial para o fortalecimento e expansão econômica no mundo globalizado. Quais os principais objetivos da formação desses blocos?

 



3 – O mapa a seguir apresenta quatro países sul-americanos destacados, essas nações compõem um bloco econômico, que é:
Quais são esses países?

 

 

 

 

 

 

 

 

 


https://s1.static.brasilescola.uol.com.br/be/ conteudo/images/blocos%20economicos.
exercicios.jpg Acesso em: 04 jun. 2021.

4 – Assinale o tipo de acordo que apresenta, ao mesmo tempo, a eliminação de taxas alfandegárias, a regulamentação para importações, a permissão para a livre circulação de bens, mercadorias e pessoas, além da adoção de moeda única.
a) Zona de Livre Comércio.
b) União Aduaneira.
c) Mercado Comum.
d) União Econômica e Monetária.

Referências:
DELLORE, Cesar Brumini (Ed.) Araribá mais: geografia. 8º ano. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2018. PAULA, Marcelo Moraes. Geografia Espaço e Interação: 8º ano. São Paulo: FTD, 2018.
TORREZANI, Neiva Camargo. Vontade de saber: geografia: 8º ano. São Paulo: Quinteto Editorial, 2018.


Ah, como é bom curtir a vitória e o sucesso após o trabalho e o esforço. Parabéns por chegar até aqui.

 

1. Sobre os aspectos populacionais que da Europa marque V ou F.

a) ( ) Baixos índices de expectativa de vida.
b) ( ) Altos índices de expectativa de vida.
c) ( ) Altas taxas de natalidade.
d) ( ) Baixas taxas de natalidade.

2. Observe o mapa:


a) Escreva como é a distribuição da popu- lação européia pelo território:

 

 


b) De acordo com o texto, cite o nome dos países europeus onde a população urbana ultrapassa 90%:

 

 

Disponível em: <http://planetaenem.com/wp-content/uploads/2015/10/ Habitantes-da-Europa.jpg>. Acesso em: 17 maio 2021.

 

3. “Desde a Antiguidade, as cidades no continente europeu já constituíam espaços de poder político e militar. Com a , no fim do século XVIII, a importância das cidades cresceu, pois passaram a atrair um grande contingente de habitantes do campo, que buscavam emprego nas .” As palavras que melhor completam o texto são:
( ) industria – fábricas.
( ) nova tecnologia – zonas urbanas. ( ) Revolução industrial – Industrias. ( ) imigração – fábricas.

4. Na Europa há inúmeras cidades globais. As Cidades Globais, no atual contexto da urbanização mundial, caracterizam-se por:

a) possuírem necessariamente mais de 10 milhões de habitantes.
b) apresentarem um grande número de fábricas, sobretudo indústrias de base.
c) serem densamente urbanizadas e gerarem influência sobre outras cidades no mundo.
d) não apresentarem vínculos com as atividades agropecuárias e mineradoras.

5. A Europa é um destino migratório por várias razões. As causas da migração resultam de uma mistura de fatores de pressão e de atração que vão desde a segurança, a demografia e os direitos humanos à pobreza, passando pelas alterações climáticas. Observe o infográfico e responda:


Disponível em: <http://3.bp.blogspot.com/-riv95dqyeds/U0F1-mKj57I/AAAAAAAAB-w/2iWPr-dy-Go/s1600/info_imigracao-europa.png>.
Acesso em: 17 maio 2021.


a) Qual o país representado no mapa com maior número de imigrantes?

 


b) O que o governo espanhol pretende fazer para barrar os imigrantes ilegais?

 

 



SEMANA 2

UNIDADE(S) TEMÁTICAS:
Conexões e escalas.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Intercâmbios históricos e culturais entre Europa, Ásia e Oceania.
HABILIDADE(S):
(EF09GE09X) Identificar e analisar características de países e grupos de países europeus, asiáti- cos e da Oceania em seus aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir suas desigualdades sociais e econômicas e pressões sobre seus ambientes físico-naturais.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Características dos países europeus sobre questões sociais, políticas e econômicas. Países euro- peus, asiáticos e da Oceania: vida nas cidades (urbana) e no campo (rural).

TEMA: EUROPA
Caro(a) estudante, nesta semana você vai reconhecer a grande diversidade sociocultural da população europeia, analisar e compreender aspectos do espaço geográfico europeu relacionados às atividades econômicas que nele se desenvolvem.

Europa: economia
Densamente ocupado, o território europeu é um dos mais produtivos. Agricultura diversificada, intensa atividade pesqueira e indústrias de alta tecnologia movem a economia do continente. A Europa pos- sui também inúmeros centros financeiros mundialmente importantes, principalmente nas capitais dos países mais ricos da Europa Ocidental. Destacam-se também a atividade comercial e o setor de ser- viços altamente diversificados e especializados, que possuem grande peso na economia. No setor de serviços, o turismo é uma atividade de grande relevância para a economia europeia, desenvolvido nas áreas urbanas, rurais e de preservação ambiental.
No geral, o espaço agrário europeu caracteriza-se pela presença de pequenas e médias propriedades rurais, muitas das quais utilizam máquinas, como tratores, semeadeiras, colheitadeiras, entre outras. Há ainda o uso de técnicas que envolvem seleção de sementes, sistemas de irrigação, inseminação ar- tificial e manipulação genética de espécies animais e vegetais. A elevada mecanização e o uso de alta tecnologia no campo significaram aumento da produtividade e redução do número de trabalhadores.
Em vários países europeus, a população economicamente ativa (PEA) empregada nas atividades primá- rias – agricultura, pecuária, extrativismo etc. – é pequena se comparada aos demais setores da econo- mia. Entretanto, na Europa Oriental, a agropecuária ainda emprega muita mão de obra e tem importan- te participação na composição do PIB. O incentivo a práticas agrícolas mais ecológicas e à inovação, visando conciliar o aumento da produtividade e a redução dos impactos ambientais,
A predominância de invernos rigorosos na maior parte do continente europeu é um dos fatores que di- ficultam a formação de pastagens, por isso a criação de gado ocorre, geralmente, em currais. Em geral, equipamentos e técnicas modernas são utilizados, e os animais recebem acompanhamento veteriná- rio, administração de vacinas e medicamentos, destinando-se ao fornecimento de leite e carne. Como

a produção de carne bovina não é suficiente para atender o mercado interno, muitos países europeus importam esse produto, sobretudo do Brasil e da Argentina.
A Europa foi o berço da Revolução Industrial. O processo foi iniciado no Reino Unido e na França. A ati- vidade industrial corresponde a cerca de 30% do PIB na Europa, apesar das crises econômicas. Itália, Alemanha, França e Polônia empregam a maior quantidade de pessoas no setor. Em relação ao co- mércio mundial de produtos industrializados, a participação europeia é a maior entre os continentes, representando cerca de 45% das exportações mundiais. Veja o quadro.
A atividade industrial europeia está concentrada na Europa Ocidental, onde estão os principais centros e áreas industriais do continente, formando um espaço dinâmico e diversificado, que se caracteriza pela presença de indústrias de base (siderúrgicas, petroquímicas e metalúrgicas), indústrias de bens de consumo (automobilísticas, farmacêuticas, têxteis, alimentícias etc.) e indústrias de alta tecnologia (in- formática, biotecnologia, eletrônica, robótica, telecomunicações, química, aeroespacial etc.). No geral, as indústrias localizadas na Europa Ocidental são caracterizadas pelo emprego de tecnologia avançada no processo produtivo e pelas grandes somas de capital investidas em pesquisa, desenvolvimento de projetos, qualificação e treinamento de mão de obra. Muitas dessas empresas são multinacionais que atuam em diversas regiões do mundo.
A legislação ambiental da (UE União Europeia-Bloco econômico da Europa) defende que a moderniza- ção da indústria deve ser acompanhada pelo controle das emissões de poluentes e pela introdução de tecnologias para uma produção mais limpa – que cause menos impactos ambientais. As leis ambien- tais, somadas à necessidade de matéria-prima, fontes de energia e mão de obra barata, têm contribuído para a transferência de fábricas europeias mais poluidoras para países menos industrializados e com leis e fiscalização menos rígidas. Permanecem nos países europeus apenas as indústrias que causam menores impactos ambientais, como as de informática, eletrônica, robótica e telecomunicações.

PARA SABER MAIS:
Vídeo: Geografia: aspectos econômicos da Europa. Disponível em: <https://youtu.be/slfVXoJUt8U>. Acesso em: 13 jun. 2021.
Revolução Industrial. Disponível em: <https://youtu.be/Y1S7_OD9Viw>. Acesso em: 13 jun. 2021. Atividade industrial da Europa. Disponível em: <https://youtu.be/zXnGgP8gGHA> . Acesso em: 13 jun. 2021.

1. O que podemos concluir em relação ao aproveitamento do espaço europeu para a atividade agropecuária, considerando também a diversidade de métodos e culturas/criações?

 

 

 


Após concluir a leitura do texto, observe o mapa abaixo.

2. Marque a alternativa correta sobre a principal área industrial da Europa :

a) Europa setentrional.
b) Europa meridional.
c) Europa Ocidental.
d) Europa Centro-Ocidental.

3. Identifique 3 países que se localizam nesta região.




Disponível em: <https://static.wixstatic.com/media/106dc7_ d128b025e39746869231a71f95f96f35.jpg/v1/fill/w_569,h_396,al_c,q_80,us m_0.66_1.00_0.01/106dc7_d128b025e39746869231a71f95f96f35.webp>.
Acesso em: 17 maio 2021.

 

 

4. A Europa possui o maior e mais dinâmico bloco econômico regional do planeta. Ele é considerado uma União Econômica e Monetária, onde além da eliminação das tarifas alfandegárias, é permitida a livre circulação de capitais, serviços e pessoas no interior do bloco. Outra característica importante desse bloco econômico é a adoção da moeda única entre os países integrantes. Marque a alternativa que corresponde a esse bloco econômico.

a) APEC – Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico.
b) Nafta.
c) Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
d) União Europeia.

5. Como é a participação da PEA (População economicamente ativa) no setor primário da Europa?

 

 

 



6. A atividade industrial corresponde a cerca de 30% do PIB na Europa. Observe a tabela abaixo e responda:


Disponível em: PAULA, M.M; RAMA, A.; PINESSO, D. Geografia Espaço e Interação. 9º ano. São Paulo: FTD, 2018. p. 132.


a) Quais são os países que empregam a maior quantidade de pessoas nesse setor? E qual empre- ga menos?

 

 


b) Como é a participação da Europa em relação ao comércio mundial de produtos industrializados?

 

 



SEMANA 3

UNIDADE(S) TEMÁTICAS:
Conexões e Escalas.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Intercâmbios históricos e culturais entre Europa, Ásia e Oceania.
HABILIDADE(S):
(EF09GE09X) Identificar e analisar características de países e grupos de países europeus, asiáti- cos e da Oceania em seus aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir suas desigualdades sociais e econômicas e pressões sobre seus ambientes físico-naturais.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Características dos países europeus sobre questões sociais, políticas e econômicas. Países euro- peus, asiáticos e da Oceania: vida nas cidades (urbana) e no campo (rural).

TEMA: CONTINENTE ASIÁTICO
Caro(a) estudante nesta semana você vai analisar aspectos da população do continente asiático, como a distribuição desigual no território, a população urbana e os indicadores sociais.

Ásia: população
A distribuição desigual da população asiática pelo continente é resultado da integração de fatores his- tóricos, econômicos e naturais. Ao longo do tempo, muitos grupos se estabeleceram, principalmente nas planícies e nas áreas próximas a rios ou solos favoráveis à produção agrícola. Atualmente, há gran- de concentração populacional nos vales e planícies de importantes rios localizados na Índia, Bangla- desh e China, países que estão entre os 10 mais populosos do mundo. O Extremo Oriente e toda a faixa litorânea também são regiões densamente povoadas.
Atualmente, a maioria da população do continente vive em áreas rurais. No entanto, a população ur- bana asiática cresceu bastante nas últimas décadas e a projeção é que continue a crescer por causa do intenso êxodo rural, explicado em parte pelas condições precárias da vida no campo e pela busca de melhores condições de vida nas cidades. Em muitos países asiáticos, o crescimento da população urbana também está relacionado ao intenso crescimento da produção industrial.
China e Índia são os dois países mais populosos do mundo. Embora tenham grande parte da população vivendo no campo (na Índia, a população rural é maioria), apresentam grande número de habitantes nas cidades. A população urbana chinesa, por exemplo, é de aproximadamente 800 milhões de pessoas. Assim como acontece em muitos outros países em desenvolvimento, o crescimento urbano de países asiáticos ocorre de forma bastante rápida e intensa, com grande parte da população ocupando áreas periféricas com moradias e serviços públicos precários.
Nas últimas décadas, os países asiáticos apresentaram significativas melhorias sociais, sobretudo os emergentes – China, Índia, Coreia do Sul, Tailândia, Turquia, Indonésia e Malásia – e os produtores de petróleo – como Omã, Emirados Árabes Unidos, Catar, Irã, Arábia Saudita e Kuwait. Apesar dessas me- lhorias, ainda há na Ásia países com graves problemas socioeconômicos que se refletem nos baixos

indicadores sociais. Em 2017, dos 38 países com IDH baixo, três estavam localizados na Ásia: Síria, Afe- ganistão e Iêmen. Esses países enfrentaram (ou ainda enfrentam) situações de guerras recentes que afetaram suas economias e provocaram a diminuição significativa da esperança de vida da população

PARA SABER MAIS:
Vídeo: Ásia e sua população: Disponível em: <https://youtu.be/1yd9YkGvof4>. Acesso em: 13 jun. 2021.
Por que tem tanta gente na Índia e na China? Disponível em: <https://youtu.be/fKju-bnuokM>. Acesso em: 13 jun. 2021.

ATIVIDADES

1. Sabe-se que, de todos os países considerados emergentes no cenário econômico mundial contemporâneo, um deles apresenta excepcionais taxas anuais de crescimento e mercado consumidor em expansão, até mesmo por tratar-se da maior população do planeta. Assinale a opção que identifica esse país.

a) Indonésia. b) Brasil. c) Japão. d) China.

2. Assinale falso (F) ou verdadeiro (V) nas alternativas abaixo, sobre o Continente Asiático.

a) ( ) É o segundo maior continente do mundo em área.
b) ( ) É o continente mais populoso do mundo.
c) ( ) Abriga as maiores altitudes do Planeta.
d) ( ) Possui o maior deserto do mundo.
e) ( ) Mais de 50% da população mundial vivem nesse continente.

3. Muitos países da Ásia , nas últimas décadas, apresentaram significativas melhoras na qualidade de vida da população, sobretudo os emergentes e os produtores de petróleo. Sobre essa afirmativa, responda:

a) Cite 3 países asiáticos que tiveram uma melhora na qualidade de vida.

 

 


b) Como é o IDH na Síria e Afeganistão?

 

 



4. Assim como acontece em muitos outros países em desenvolvimento, o crescimento urbano de países asiáticos ocorre de forma bastante rápida e intensa. Observe o mapa abaixo e responda:

Disponível em: PAULA, M.M; RAMA, A.; PINESSO, D. Geografia Espaço e Interação. 9º ano. São Paulo: FTD, 2018. p. 154.


a) Em qual continente se situa a maior parte das aglomerações urbanas mais populosas do mundo?

 

 

 


b) Liste três aglomerações urbanas asiáticas que possuem mais de 15 milhões de habitantes, indicando o país onde se localizam. Se achar necessário, consulte seu livro didático, a internet ou seu professor.

 

 

 



5. Observe o mapa abaixo:

Disponível em: https://pt-static.z-dn.net/files/d95/e939a80ce5cf85f028435ee0846b6925.jpg. Acesso em: 17 maio 2021.

Sobre a distribuição da população asiática, marque V nas sentenças verdadeiras e F nas falsas.

a) ( ) A Ásia é o segundo continente mais populoso da Terra, depois da África.
b) ( ) A China e a Índia são os países mais populosos do continente e do mundo.
c) ( ) A distribuição da população pelo continente asiático é irregular. Há áreas com elevada concentração de habitantes, como Bangladesh, onde a densidade demográfica ultrapassa 880 hab./km2 .
d) ( ) Mesmo áreas inóspitas, como desertos e altas montanhas, apresentam densidades supe- riores a 100 hab/km2.
e) ( ) As grandes concentrações populacionais ocorrem sobretudo nas regiões litorâneas, como na China, no Vietnã e na Índia.
f) ( ) Nas regiões interioranas cortadas por grandes rios, como o Hoang-Ho (Amarelo) e o Yang-
-Tsé (Azul), na China, e o Ganges e o Indo, na Índia, as densidades demográficas são elevadas.

SEMANA 4

UNIDADE(S) TEMÁTICAS:
Conexões e escalas.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Intercâmbios históricos e culturais entre Europa, Ásia e Oceania.
HABILIDADE(S):
(EF09GE09X) Identificar e analisar características de países e grupos de países europeus, asiáti- cos e da oceania em seus aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir suas desigualdades sociais e econômicas e pressões sobre seus ambientes físico-naturais.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Características dos países europeus sobre questões sociais, políticas e econômicas. Países euro- peus, asiáticos e da Oceania: vida nas cidades (urbana) e no campo (rural).

TEMA: CONTINENTE ASIÁTICO
Caro(a) estudante nesta semana você conhecerá aspectos das principais atividades econômicas dos asiáticos, compreender fatores históricos e políticos relacionados ao crescimento e dinamismo eco- nômico do Japão, China, “Tigres” e “Novos Tigres” Asiáticos e Índia.

Ásia: economia
Grande parte da população da Ásia se concentra em áreas rurais, e suas atividades estão voltadas para o setor primário da economia. A agropecuária e a exploração dos recursos naturais são atividades fun- damentais, sobretudo para os países em desenvolvimento no continente.
A agricultura praticada na Ásia varia em termos do tipo de cultura, do nível de tecnologia emprega- da e do destino da produção. Em geral, as atividades agrícolas no continente asiático são realizadas com pouca tecnologia, baixo nível de mecanização e emprego de mão de obra familiar, e a produção é destinada basicamente ao consumo interno. Vários povos praticam a agricultura de subsistência, para consumo da própria família. Porém, há países, como Japão e Israel, que empregam técnicas modernas com alta produtividade. Em áreas tropicais, são comuns as plantations, propriedades agrícolas cuja produção é voltada para a exportação. Resquício do colonialismo europeu, nessas propriedades agrí- colas monocultoras são cultivados produtos tropicais, como café, tabaco, algodão, frutas, chá, cana-
-de-açúcar, entre outros. A rizicultura (cultivo do arroz) ocupa grandes áreas de plantio no continente asiático. China e Índia são os dois maiores produtores mundiais de arroz.
A pecuária na Ásia é praticada, principalmente, de forma extensiva, e a maior parte da produção é vol- tada para a subsistência. Os principais rebanhos são de bovinos, suínos, bovinos e bufalinos. Esse tipo de atividade é realizado em amplas extensões de terra na Ásia Central e no Oriente Médio, áreas com vegetação de baixo porte (como as estepes), utilizadas como pastagens.
Nos últimos anos, o continente asiático passou por um processo de intensa industrialização, que ficou concentrado, porém, em alguns países. De modo geral, o crescimento econômico e industrial asiático ocorreu por meio de políticas de curto e médio prazos, que atraíram indústrias de outros países em combinação com altos investimentos em educação e desenvolvimento de tecnologia.

Entre os países asiáticos, o Japão figura como o mais industrializado, apresentando modernos siste- mas de produção, que são referências mundiais nos setores de informática, robótica, eletroeletrônico e automobilístico.
A indústria da Coreia do Sul, embora seja mais recente, atua em diversos setores, desde automobilísti- co até o naval. O crescimento da indústria de alta tecnologia nestes países está diretamente ligado aos volumosos recursos investidos em universidades e institutos de pesquisa.
No Sudeste Asiático, o processo de industrialização ocorreu de maneira acelerada nas últimas décadas em Taiwan, Coreia do Sul, Cingapura, Hong Kong e, mais recentemente, na Malásia, no Vietnã, na Indo- nésia, nas Filipinas e na Tailândia (Tigres asiáticos). Nesse grupo de países, os parques industriais se desenvolveram principalmente por meio da produção e da exportação em larga escala de artigos com preços altamente competitivos no mercado internacional. A Índia também apresentou considerável crescimento industrial nas últimas décadas, sobretudo nos setores mecânico, têxtil, siderúrgico e de informática. O nível de instrução mais elevado de uma parcela da população indiana formou uma elite atuante em setores de tecnologia sofisticada, entre os quais sobressaem os de informática, microele- trônica e medicamentos.
Já a China tem apresentado um dos mais elevados índices de crescimento do mundo, em boa parte em razão da mão de obra abundante e barata, da grande disponibilidade de matéria-prima e da presença de um mercado consumidor crescente.
Na maioria dos países do Oriente Médio tem economia baseada na extração do petróleo, principal fonte de energia e matéria-prima do mundo. Na região localizam-se algumas das maiores reservas mundiais e alguns dos maiores produtores do mundo.

PARA SABER MAIS:
Vídeo: Economia asiática. Disponível em: <https://youtu.be/m0rg1SCnlPY>. Acesso em: 13 jun. 2021.
Tigres asiáticos: Disponível em: <https://youtu.be/HaFtwxpcgsI>. Acesso em: 13 jun. 2021.

ATIVIDADES

1. A Índia ganhou projeção mundial após a década de 1990, tornando-se fornecedora de mão de obra qualificada para universidades e empresas estadunidenses e europeias. Além disso, foram criadas diversas empresas inovadoras ligadas à esses setores, que são:

a) ( ) informática e equipamentos agrícolas.
b) ( ) de bens de consumo e automobilístico.
c) ( ) robótica e informática.
d) ( ) indústrias de base e mineração.

2. A Ásia apresenta grande disparidade econômica entre suas nações. As atividades econômicas desenvolvidas no continente são bem variadas. Nesse sentido, indique os principais elementos da economia asiática.

 



3. Produto agrícola que é a base da dieta de grande parte da população dos países da Ásia, sendo a produção do continente responsável por 26% da produção mundial:
( ) Trigo. ( ) Cevada. ( ) Soja. ( ) Arroz.

4. O Japão é um país composto por um arquipélago situado no Oceano Pacífico e localizado no extremo leste do continente asiático. Atualmente, possui a terceira maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos e da China. Com base no texto, descreva o setor industrial do Japão.

 

 

 


5. O turismo é uma atividade que tem apresentado crescimento no Oriente Médio, com grande destaque nos países do Golfo Pérsico, sobretudo nos Emirados Árabes Unidos que, preocupados em diminuir a dependência econômica em relação ao petróleo, têm destinado altos investimentos em infraestrutura e desenvolvimento do setor com a construção de hotéis luxuosos, praias e ilhas artificiais que atraem turistas do mundo todo. Exemplo disso foi a construção da cidade de:
( ) Dubai.
( ) Hong Kong. ( ) Cairo.
( ) Istambul.


Disponível em: https://i2.wp.com/www.monitordooriente. com/wp-content/uploads/2021/01/dubai. png?resize=1200%2C800&quality=75&strip=all&ssl=1.
Acesso em: 17 maio 2021.

6. Sobre as atividades agrícolas do continente asiático, marque V nas sentenças verdadeiras e F nas falsas.
a) ( ) Em muitos países asiáticos as atividades agrícolas são realizadas com pouca tecnologia e baixa mecanização, como ocorre no Japão e em Israel.
b) ( ) Vários povos asiáticos praticam a agricultura de subsistência, responsável pela produção de alimentos para o consumo interno, especialmente de arroz, alimento básico das popula- ções do continente.
c) ( ) Alguns países asiáticos apresentam técnicas agrícolas modernas e irrigação, fatores que lhes garantem elevada produtividade.
d) ( ) O sistema agrícola de plantation foi criado na Ásia e, por causa dos resultados positivos, foi introduzido no século XIX no continente europeu.
e) ( ) Em diversos locais da Ásia pratica-se a plantation, monocultura cuja produção é destina- da à exportação.
f) ( ) Arroz, trigo, algodão, cevada, chá, tabaco e frutas estão entre os principais produtos da agricultura asiática.
g) ( ) O Paquistão e a Turquia são os maiores produtores mundiais de arroz, junto com o Irã e o Iraque.

SEMANA 5

UNIDADE(S) TEMÁTICAS:
Conexões e escalas.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Intercâmbios históricos e culturais entre Europa, Ásia e Oceania.
HABILIDADE(S):
(EF09GE09X) Identificar e analisar características de países e grupos de países europeus, asiáti- cos e da oceania em seus aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir suas desigualdades sociais e econômicas e pressões sobre seus ambientes físico-naturais.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Características dos países europeus sobre questões sociais, políticas e econômicas. Países euro- peus, asiáticos e da Oceania: vida nas cidades (urbana) e no campo (rural).

TEMA: OCEANIA
Caro(a) estudante, nesta semana você vai reconhecer a existência de diferenças sociais, econômicas e da natureza nos países que fazem parte da Oceania, com destaque para o espaço geográfico da Aus- trália e da Nova Zelândia.

Oceania: aspectos gerais
Austrália, Nova Zelândia e Papua Nova Guiné comportam cerca de 94% da população da Oceania, cuja densidade demográfica é de apenas 4,5 hab./km². Muito antes da chegada dos europeus, a Oceania era habitada por povos originários com diferentes características sociais e culturais. A partir do século XVIII, com a ocupação do continente pelo colonizador, a situação desses povos originários, que foram nomeados pelos europeus de aborígenes, começou a mudar. Muitos foram expulsos de suas terras, es- cravizados, confinados em reservas ou exterminados pela violência imposta pelos colonizadores. Ain- da hoje seus descendentes são vítimas de ações governamentais que visam desarticular suas culturas, de preconceito e segregação social, aspectos que se refletem em condições de vida inferiores às do restante da população do continente.
A Oceania é o menor continente do planeta e o menos populoso, formado por Austrália, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné e pequenas ilhas e atóis dispersos pelo oceano Pacífico. As ilhas e os atóis da Ocea- nia se dividem em três grupos: Melanésia, ou “Ilhas Negras”; Micronésia ou “Pequenas Ilhas”; e Polinésia, que abrange o maior número de ilhas. A Austrália e a Nova Zelândia tiveram significativo desenvolvi- mento econômico nas duas últimas décadas do século XX, fruto da sua maior integração na economia global, principalmente com o Japão e os Estados Unidos.
Nas ilhas da Oceania, o clima quente e as paisagens diversificadas — que incluem desertos, praias pa- radisíacas, florestas tropicais, recifes de corais e piscinas naturais termais em crateras de vulcão — atraem turistas de todo o mundo, conseguiu organizar o turismo com alto padrão, oferecendo serviços de hotelaria, transporte e guia para suas diversas atrações.

Os países da Oceania apresentam grandes contrastes e desigualdades no desenvolvimento socioeco- nômico, o que se reflete na diversidade de atividades econômicas observadas em cada local. A Papua Nova Guiné é rica em petróleo, gás natural e minérios. O extrativismo é uma das principais atividades econômicas do país. Já a Austrália e a Nova Zelândia apresentam um elevado grau de industrialização, desenvolvendo uma economia bastante diversificada, apoiada nos setores de indústria de base, pro- dução de alimentos, exploração de recursos minerais, principalmente carvão mineral, ouro e alumínio, e agropecuária altamente mecanizada e produtiva. O elevado grau de industrialização desses países impulsionou o desenvolvimento de uma ampla rede de infraestrutura de transporte e comunicações. Os principais parques industriais da Austrália, por exemplo, estão localizados nas regiões litorâneas, próximo aos portos, com o objetivo de facilitar a circulação de produtos destinados ao mercado ex- terior. Para acessar o interior do país e interligar as regiões mais distantes do litoral, sobretudo as áreas onde ocorre a exploração de recursos minerais, foram implantados, ao longo da recente história da Austrália, extensos eixos rodoviários e ferroviários, alterando as paisagens presentes no entorno. Tanto a Austrália como a Nova Zelândia mantêm laços históricos e econômicos com os países euro- peus, que se concentram na manutenção das relações comerciais e no aprofundamento da coopera- ção entre os países.
O processo de colonização e o desenvolvimento industrial dos países da Oceania também impulsiona- ram a rápida urbanização do continente. Atualmente, cerca de 70% da população do continente vive nas áreas urbanas. As cidades também refletem os contrastes socioeconômicos verificados entre os países. Sydney, Auckland, Melbourne e as demais cidades australianas e neozelandesas, por exemplo, apresentam elevados indicadores das condições de vida da população. Por outro lado, no continente há locais cujas condições são extremamente precárias, como na cidade de Port Moresby, capital da Papua Nova Guiné.

PARA SABER MAIS
Vídeo: Oceania: Disponível em: <https://youtu.be/444BBLs7brw>. Acesso em: 13 jun. 2021. Oceania e economia: Disponível em: <https://youtu.be/ZWBWnpN-8Xw>. Acesso em: 13 jun. 2021. Oceania e população: Disponível em: <https://youtu.be/r3DQg6cXO98>. Acesso em: 13 jun. 2021.

ATIVIDADES

1. Observe o mapa abaixo, que representa a distribuição da população da Oceania.

Disponível em: <https://image.slidesharecdn.com/geo14-131118202151-phpapp01/95/sia-parte-2-uno-53-638.jpg?cb=1384806756>.
Acesso em: 17 maio 2021.


a) Em que áreas da Oceania estão as maiores concentrações populacionais?

 


b) Em sua opinião, que fatores naturais ajudam a explicar as áreas desabitadas na Austrália?

 

 

 

2. Leia o texto e responda.
A Oceania enfrenta graves problemas ambientais. Projeções indicam que dentro de um século a ele- vação do nível do mar, ocasionada pelo aquecimento global, poderá submergir parte das ilhas e atóis da região. Nos mares deste continente também podem ser encontradas toneladas de resíduos tóxicos (óleos, pesticidas e fertilizantes), bem como a contaminação radioativa produzida pelos testes nuclea- res norte-americanos e franceses realizados na região.

a) Que problemas ambientais são descritos no texto?

 



b) Quais são as principais consequências dos problemas ambientais citados no texto?

 

 

3. Sobre a Oceania, marque V (verdadeiro) ou F (falso) nas sentenças a seguir.
( ) A colonização da Oceania promoveu o domínio da civilização estadunidense sobre os povos locais. ( ) O maior país da Oceania é a Austrália, que, por isso, é chamada de ilha-continente.
( ) Além da Austrália, o continente possui duas outras massas territoriais de tamanho significativo: Papua-Nova Guiné e Nova Zelândia.
( ) A Oceania ainda conta com inúmeras pequenas ilhas e atóis dispersos pelo Oceano Índico.
( ) A Austrália apresenta uma população de 50 milhões (2009), sendo a maior parte formada por mes- tiços.
( ) A Papua Nova Guiné é rica em petróleo, gás natural e minérios. O extrativismo é uma das principais atividades econômicas do país.
( ) A Nova Zelândia é um arquipélago constituído por duas ilhas principais e outras menores, contando com uma população de 4,2 milhões (2009).
( ) Atualmente, cerca de 70% da população do continente vive nas áreas urbanas.

SEMANA 6

UNIDADE(S) TEMÁTICAS:
Formas de representação e pensamento espacial.
OBJETO(S) DE CONHECIMENTO:
Leitura e elaboração de mapas temáticos, croquis e outras formas de representação para analisar informações geográficas.
HABILIDADE(S):
(EF09GE14) Elaborar e interpretar gráficos de barras e de setores, mapas temáticos e esquemáti- cos (croquis) e anamorfoses geográficas para analisar, sintetizar e apresentar dados e informações sobre diversidade, diferenças e desigualdades sociopolíticas e geopolíticas mundiais.
(EF09GE15) Comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações popula- cionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com diferentes pro- jeções cartográficas.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Leitura, interpretação e elaboração de representações cartográficas (croquis, anamorfoses, etc.). Mapas temáticos contendo diferentes domínios morfoclimáticos da Europa, Ásia e Oceania e a qua- lidade de vida da população local.

TEMA : CARTOGRAFIA
Caro(a) estudante nesta semana você vai interpretar e elaborar gráficos, tabelas, mapas temáticos e anamorfoses.

Você sabe o que é anamorfose?
Segundo o IBGE, o mapa é uma “representação no plano, normalmente em escala pequena, dos as- pectos geográficos, naturais, culturais e artificiais de toda a superfície da Terra (Planisfério ou Mapa Mundi), de uma parte (Mapas dos Continentes) ou de uma superfície definida por uma dada divisão polí- tico-administrativa (Mapa do Brasil, dos Estados, dos Municípios) ou por uma dada divisão operacional ou setorial (bacias hidrográficas, áreas de proteção ambiental, setores censitários).”
No mapa tradicional, a representação da Terra, continentes, países, estados, municípios, etc. é realiza- da levando-se em consideração a área territorial de cada país, normalmente medida em km2. No caso de mapas temáticos, uma cor ou um símbolo é associado ao polígono de cada país, o que determina a grandeza do tema representado – população, Produto Interno Bruto (PIB) ou outro tema qualquer.
Exemplo: em 2017, a China tinha uma população de 1.409.517 mil habitantes e a Índia tinha 1.339.180 mil habitantes, sendo os países mais populosos do mundo (Figura 1). O mapa da Figura 2 mostra a distribui- ção da população do mundo, mas o tamanho do país é relacionado com o tamanho da área territorial.

Figura 1: Gráfico mostrando os países mais populosos do mundo, em 2017.

Fonte: Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO); World Population Prospects: the 2017 revision, United Nations (UN). Disponível em: Disponível em:<https://educa.ibge.gov.br/professores/educa-recursos/20815-anamorfose.html.
Acesso em: 17 maio 2021.
Figura 2: mapa tradicional, com os países coloridos de acordo com as classes de população para cada país

Fonte: World Population Prospects: the 2017 revision, United Nations (UN). Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/professores/
educa-recursos/20815-anamorfose.html. Acesso em: 17 maio 2021.

No caso da “anamorfose geográfica”, cada país é redesenhado de forma que seu polígono sofre uma deformação proporcional a um tema de interesse (população, PIB ou outra variável de interesse). Com esta técnica, consegue-se visualizar o tema de uma forma mais direta.
A Figura 3, a seguir, mostra a anamorfose geográfica do mesmo tema de cima, população mundial em 2017. Os polígonos foram deformados, levando em consideração o tamanho da população para cada país. Pode-se notar que o continente Africano tem tamanho um pouco menor que a Índia ou a China, quando se deforma os países em função do tamanho da população de cada país.

Figura 3: anamorfose geográfica, com o mesmo tema do mapa acima (população em 2017).

Fonte: World Population Prospects: the 2017 revision, United Nations (UN). Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/professores/
educa-recursos/20815-anamorfose.html. Acesso em: 17 maio 2021.

Na Figura 3, pode-se observar que o Paquistão, com uma área territorial de 796 100 km2, muito menor que o Brasil (8.515.759 km2), tem sua forma distorcida e aumentada para o tema população mundial, pois possui uma população um pouco menor que a do Brasil (ver figura 1). O mesmo ocorre para países como Nigéria, Etiópia, Bangladesh, Indonésia, entre outros países.
Já com a Rússia ocorre o inverso, com uma área territorial de 17.098.250 km2, quase o dobro da área do Brasil, teve seu polígono deformado e diminuído, pois possui uma população um pouco menor que o Brasil.
Adaptado de: Você sabe o que é anamorfose? IBGE Educa, 2021. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/professores/educa-
recursos/20815-anamorfose.html . Acesso em: 17 maio 2021.


Mapa temático
A cartografia temática usa os mapas como base técnica para representar informações diversas de qualquer natureza, como fenômenos culturais, humanos (por exemplo, perfil de uma população segun- do variáveis como sexo e idade) e econômicos (tal como a taxa de desenvolvimento).Também pode con- templar aspectos físicos, como a média anual de temperatura ou precipitação sobre uma área e seu tipo de solo.
Para interpretar mapas temáticos, é preciso conhecer a simbologia deles. Alguns desses símbolos são convenções adotadas internacionalmente. Variações visuais (forma, cor, tamanho e orientação, por exemplo) são exemplos disso. É o caso das imagens pictóricas – o desenho de uma casa com uma cruz no topo para designar uma igreja – é um exemplo de variação visual de forma.

PARA SABER MAIS:
Vídeo: Cartografia temática. Disponível em: <https://youtu.be/HOoVp7GU7p4>. Acesso em: 13 jun. 2021.
Mapas temáticos. Disponível em: <https://youtu.be/ceWioNvSvEI>. Acesso em: 13 jun. 2021.

ATIVIDADES

1. Observe os mapas para responder a questão abaixo:

 


Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ Uhq84dqsDcERV7rCDmZnXxyG7e9zjax2WmQZnEawJZqXcZCG8bRYd- DeEh6mW/acao-propositiva. Acesso em: 17 maio 2021.

Ambos os mapas utilizam uma forma de re- presentação cartográfica denominada:

a) política.
b) sistemática.
c) croqui.
d) anamorfose.


2. Observe o mapa:

Disponível em: https://www.bbc.com/ staticarchive/00c0d88272b191bdae2ecc3c629f2ac9598fdbc7.

gif. Acesso em: 17 maio 2021.


a) Qual é o tema retratado no mapa?

 

 

 


b) De acordo com o mapa, qual é a região que mais produz petróleo?

 

 




Ah, como é bom curtir a vitória e o sucesso após o trabalho e o esforço. Parabéns por chegar até aqui.

 

 

1 – Sobre a agricultura no Brasil, julgue as afirmativas como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F):

I) ( ) A mecanização agrícola e a liberação de mão de obra na agricultura foram importantes fato- res de migração da população do campo para as cidades.

II) ( ) A concentração fundiária, que se observa, entre outros estados, no Paraná e no Mato Grosso do Sul, é fator de expropriação de camponeses que passam a buscar áreas da fronteira agrícola da Amazônia ou se direcionam aos centros urbanos.

III) ( ) Os boias-frias são trabalhadores sazonais característicos da implantação de relações capi- talistas modernas no campo.

IV) ( ) O avanço da pecuária extensiva na Amazônia e a ocupação das áreas de Cerrado visando à cultura de grãos resultaram na redução da taxa de urbanização dos Estados do Mato Grosso e de Rondônia.

2 – A agricultura familiar ganha cada vez mais importância no mundo. O ano de 2014 foi considerado pela Organização das Nações Unidas como o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF), fruto da iniciativa de movimentos sociais do campo com apoio de vários governos, inclusive do Brasil.
Considerando a agricultura familiar no Brasil, é CORRETO afirmar que:

a) A agricultura familiar é responsável pela maior parte da alimentação básica do dia a dia do bra- sileiro, mas como a produção brasileira de gêneros alimentícios não é suficiente, é necessário importar a maior parte dos produtos alimentícios consumidos no Brasil.

b) A agricultura de base familiar tem se destacado principalmente pela exportação da maior parte dos produtos agropecuários das lavouras brasileiras.

c) A maior parte das terras cultivadas no Brasil é ocupada pelas lavouras da agricultura familiar, devida sua importância na produção dos alimentos básicos.

d) A agricultura familiar é uma forma de produção onde são os agricultores familiares que dirigem o processo produtivo, dando ênfase na diversificação e utilizando o trabalho familiar, eventual- mente complementado pelo trabalho assalariado.

3 – Faça a correlação entre os tipos de agricultura e suas definições:
( ) É o tipo de agricultura voltado às produções alternativas que visam

( 1 ) Agricultura tradicional ( 2 ) Agricultura moderna
( 3 ) Agricultura sustentável ( 4 ) Permacultura

à preservação do meio ambiente, gerando menos impactos ambientais.
( ) É o tipo de agricultura permanente que se baseia em uma ciência holística com o objetivo de manter o homem na Terra.
( ) É o tipo de agricultura cuja produção é desenvolvida por famílias, que visam ao seu próprio sustento.
( ) É o tipo de agricultura que cultiva um único produto (monocultura), produção essa que se desenvolve em grandes extensões de terra.

4 – Leia, com atenção, o texto a seguir:
“Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA, 2005), este tipo de agricultura produz hoje 40% da riqueza gerada no campo no Brasil, correspondente a aproximadamente R$ 57 bilhões. São cerca de quatro milhões de agricultores (84% dos estabelecimentos rurais brasileiros) que vivem em pequenas propriedades e produzem a maior parte da comida que chega à mesa dos brasileiros. Quase 70% do feijão vêm desta atividade, assim como 84% da mandioca, 58% da produção de suínos, 54% do leite bovino, 49% do milho e 40% das aves e ovos. Além disso, é um importante instrumento para manter os trabalhadores no campo. Em 2003, o PIB do setor cresceu 14,31% em relação ao ano anterior. Além de ser a base de importantes cadeias de produtos proteicos de origem animal, sendo majoritária no caso do PIB da Cadeia Produtiva dos Suínos (58,8% do PIB total desta cadeia), do Leite (56%) e das Aves (51%).”
Disponível em: <www.mda.gov.br>. Acesso em: 24 maio 2021.

Marque o conceito que adequa-se CORRETAMENTE às informações citadas no texto acima::

a) Latifúndio de exploração.
b) Monocultura de subsistência.
c) Agricultura familiar.
d) Agricultura de ‘plantation’.

5 – (PUC-RS 2012) Analise o gráfico abaixo:


Sobre a agricultura familiar brasileira, julgue as afirmativas como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F):

I) ( ) As unidades de agricultura familiar participam das cadeias agroindustriais, contribuindo para o processo produtivo nacional.
II) ( ) Apesar de produzir em áreas menores, a agricultura familiar é responsável pelo fornecimento de boa parte dos alimentos que estão na mesa dos brasileiros.
III) ( ) Os cultivos mais significativos da agricultura familiar são também os que se destacam nas exportações primárias do Brasil.
IV) ( ) A produção de soja, que exige lavouras altamente mecanizadas, não se destaca na produtivi- dade na agricultura familiar.
V) ( ) A agricultura familiar apresenta, em relação aos dois produtos mais cultivados no país, um quadro característico de consumo cultural.

SEMANA 2


EIXO TEMÁTICO:
As transformações no mundo rural.
TEMA/TÓPICO:
As transformações no mundo rural.
HABILIDADE(S):
Confrontar os efeitos das disparidades territoriais e sociais relativas à distribuição da terra e às políticas de desenvolvimento rural nos países centrais e periféricos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Movimentos Sociais, Espaço Agrário, Agronegócio, Globalização.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Língua Portuguesa, Sociologia, História, Artes.

TEMA: A Estrutura Fundiária
Caro (a) estudante, nesta semana você vai analisar os elementos que compõem a identidade campone- sa e a contribuição dos movimentos sociais que se afirma na resistência promovido pelo agronegócio.
AS TRANSFORMAÇÕES NA AGRICULTURA E A RESISTÊNCIA CAMPONESA
Frente à expansão do modelo neoliberal de agricultura no Brasil apoiado pelo Estado da mundialização da agricultura e atuação do agronegócio no país, o campesinato vem, gradativamente, perdendo seu espaço no cenário agrário, pois o modo de vida camponês não corresponde ao modelo de agricultura proposto pelo capitalismo e tolhe esses sujeitos do seu direito à terra e a garantia da reprodução do seu modo de vida.
Os movimentos sociais do campo são aqueles que envolvem o campesinato, isto é, os trabalhadores rurais. Entre as suas principais bandeiras de luta estão a reforma agrária, a melhoria das condições de trabalho e o combate ao processo de substituição do homem pela máquina no meio agropecuário.
Apesar de haver as mais variadas siglas, os movimentos sociais do campo constituíram-se, historica- mente, a partir de duas principais frentes: as Ligas Camponesas, entre as décadas de 1940 e 1960, e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), criado na década de 1980.
As Ligas Camponesas surgiram após o final da ditadura militar do Governo Vargas e estruturaram-se com bases e orientações do PCB – Partido Comunista Brasileiro. Porém, foi somente durante a década de 1950 que as Ligas conseguiram uma integração que envolveu quase a totalidade do país, através das organizações ou ligas regionais. No entanto, com o golpe militar de 1964, as Ligas Camponesas foram extintas pelo poder da repressão ditatorial.
Os problemas no campo brasileiro se arrastam há centenas de anos. A distribuição desigual de terras desencadeia uma série de conflitos no meio rural. Essa questão teve início durante a década de 1530, com a criação das capitanias hereditárias e o sistema de sesmarias, no qual a Coroa portuguesa distri- buía terrenos para quem tivesse condições para produzir, desde que fosse pago um sexto da produção para a Coroa.

Os movimentos sociais rurais têm sido foco de vários estudos que apontam para o seu papel ativo na luta por direitos dos grupos excluídos dentro da sociedade brasileira. Através de ações coletivas, agem como resistência à exclusão e provocam novas dinâmicas sociais no campo.
A questão agrária envolve o conjunto de problemas advindos do desenvolvimento do capitalismo no campo. É fundamental compreender a questão agrária relacionando-a à estrutura fundiária, à luta pela terra e o papel do Estado no contexto campesinato x agronegócio.
Disponível em: <https://mst.org.br/2016/11/10/via-campesina-internacional-denuncia-a-crescente-criminalizacao-e-a-persecucao-do-
campesinato-no-brasil/>. Acesso em 24 maio 2021.

O campesinato sobrevive na luta contra o capitalismo, pois encontra neste o seu maior antagonista. A luta pela terra é claramente a luta contra o capital e arrisco afirmar contra o Estado que não garante o direito mínimo à quem precisa de terra para sua (re)produção. Neste sentido, o debate da questão agrá- ria, bem como a participação efetiva dos movimentos sociais faz-se imprescindível, pois as conquistas obtidas, frutos de suas pautas, se materializam apenas através da luta.

ATIVIDADES
1 – Sobre a estrutura fundiária e as relações de trabalho no campo brasileiro, assinale a alternativa CORRETA:

a) A estrutura fundiária apresenta acentuada concentração da propriedade, decorrente das for- mas de apropriação das terras, desde o período colonial.

b) A partir de 1850, com a Lei de Terras, todos os trabalhadores rurais passaram a ter acesso à terra.

c) A modernização do campo proporcionou a extinção dos contratos de parceria em todas as re- giões brasileiras.

d) Nas áreas de fronteiras agrícolas, todos os trabalhadores rurais possuem títulos de propriedade da terra.

2 – A questão agrária é entendida, atualmente, a partir de duas concepções sobre o destino da produção e o modo de vida no campo, que refletem diferentes modelos agrícolas e de desenvolvimento: o do campesinato e o do agronegócio.
Relacione os modelos de produção da coluna 1 de acordo com as características de produção agrícola da coluna 2:

COLUNA 1 COLUNA 2

( 1 ) Campesinato ( 2 ) Agronegócio ( ) Controle centralizado da produção, do processamento e do mercado;
( ) Uso da ciência e da tecnologia na produção.
( ) Ênfase em uma abordagem holística da produção. ( ) Ênfase na produção para grandes mercados.
( ) Ênfase nos métodos tradicionais de produção.

3 – A luta pela terra no Brasil reflete o processo histórico de sua apropriação, ocupação e uso, desde a colonização até os dias atuais. Ao longo do tempo, verificaram-se vários conflitos pela posse da terra. Na segunda metade da década de 1980, houve aumento da violência no campo nas regiões brasileiras, decorrente

a) Da organização dos movimentos sociais em defesa da pequena propriedade e dos interesses dos migrantes.

b) Da expansão dos latifúndios e do aumento da luta pela posse da terra por parte dos camponeses.

c) Do apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT) aos movimentos sociais de luta pela posse da terra.

d) Da modernização da agricultura nas regiões Norte e Nordeste, o que provocou o aumento da luta pela posse da terra.

4 – “O MST é uma coletividade de párias, certamente a única organizada, a mais consciente em relação a sua identidade e a seu sentido, e por isso a mais competente: é uma coletividade de condenados que se fez sujeito da história para revogar a sua condenação. Essa contradição mostra que os párias deixam de ser párias quando se organizam, pois organizar-se é, antes de mais nada, inocular-se a substância social e ocupar um espaço social”.
(Adaptado de BISOL, José Paulo. In: A questão agrária no Brasil. São Paulo: Atual, 1997.)
O texto acima apresenta reflexões sobre a origem e a identidade dos movimentos sociais organizados. Um componente da nossa sociedade que explica o surgimento desses movimentos é uma característi- ca de sua organização, respectivamente, estão indicados em:

a) Luta pela inclusão social – centralização sindical.

b) Concentração da riqueza nacional – unidade partidária.

c) Expropriação dos meios de produção – ativismo político.

d) Contestação do sistema representativo – coerência ideológica.

5 – Os problemas referentes à questão agrária estão relacionados, essencialmente, à propriedade da terra, consequentemente à concentração da estrutura fundiária.

Explique a ilustração sobre o espaço agrário brasileiro:

 

 

 

 

 

 

 

 



SEMANA 3

 

EIXO TEMÁTICO:
As transformações no mundo rural.
TEMA/TÓPICO:
As transformações no mundo rural.
HABILIDADE(S):
Confrontar os efeitos das disparidades territoriais e sociais relativas à distribuição da terra e às políticas de desenvolvimento rural nos países centrais e periféricos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Movimentos Sociais, Espaço Agrário, Latifundiário, Agronegócio.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Língua Portuguesa, Sociologia, História, Biologia, Artes.

TEMA: A expansão das fronteiras agrícolas e a concentração fundiária
Caro (a) estudante, nesta semana você vai refletir sobre os principais problemas da concentração fun- diária no Brasil e nos países subdesenvolvidos.
CONCENTRAÇÃO FUNDIÁRIA
Estrutura Fundiária é o modo como as propriedades agrárias estão distribuídas e organizadas em um determinado país ou espaço. Para se conhecer a estrutura fundiária de um país, leva-se em considera- ção a quantidade, o tamanho e a distribuição social das propriedades rurais na área analisada.
A estrutura fundiária de um país ou região também é muito influenciada pelo nível de concentração fundiária do país, uma vez que, quanto maior for a concentração de terras, menor será a quantidade de propriedades de terras e maior será o tamanho das propriedades existentes. Além disso, a distribuição social da terra nos países em que há uma grande concentração rural tende a ser mais desigual, pois a parcela mais rica da população tem um acesso facilitado à terra, enquanto a população mais pobre, na maioria das vezes, não possui acesso à terra e/ou aos meios de produção.
Na maioria dos países desenvolvidos, as atividades agropecuárias são desenvolvidas em propriedades rurais menores, de base familiar, altamente produtivas e mecanizadas, voltadas para a produção de alimentos e matéria-prima para abastecer o mercado interno do país. Já em países subdesenvolvidos, principalmente da América Latina e da África, em virtude de sua herança colonial em que predomina- vam as plantations (grandes propriedades rurais que produziam monoculturas voltadas para abastecer o mercado internacional), há grandes propriedades rurais, concentradas nas mãos de poucos proprie- tários, que produzem monoculturas para exportação.
A estrutura fundiária brasileira é uma das mais concentradas do mundo. Enquanto os minifúndios re- presentam 70% do total das propriedades rurais e ocupam uma área de cerca de 11% do espaço agrário brasileiro, os latifúndios ocupam cerca de 55% da zona rural do Brasil.


Disponível em: <https://guiadoestudante.abril.com.br/curso-enem-play/atualidades-brasil-educacao/>. Acesso em: 24 maio 2021.

Especialmente nos países subdesenvolvidos, com passado colonial, a grande concentração fundiária tem ocasionado conflitos entre grandes proprietários e camponeses. Trabalhadores que perderam suas terras têm-se organizado em movimentos sociais que lutam pela reforma agrária.
No entanto, a estrutura fundiária de um país só se torna menos desigual quando a redistribuição de terras acontece acompanhada de intervenções que visem a permanência dos agricultores nas terras e lhes garanta a capacidade de promover a própria subsistência além de produzir excedentes para o abastecimento do mercado.

ATIVIDADES
1 – A estrutura fundiária no Brasil está concentrada nas mãos de uma pequena parcela da população, criando assim os conflitos por terra. Diante desse problema, o mapa abaixo mostra a distribuição territorial mais conflitante em 2009 no território brasileiro.

Assinale a alternativa CORRETA. A região no Brasil com maior número de conflitos por terra é a:

a) Região Norte.

b) Região Nordeste.

c) Região Centro-Oeste.

d) Região Sudeste.

2 – O gráfico representa a relação entre o tamanho e a totalidade dos imóveis rurais no Brasil. Que característica da estrutura fundiária brasileira está evidenciada no gráfico apresentado?

3 – Sobre as definições das propriedades rurais brasileiras, escreva V para as proposições que considerar VERDADEIRAS e F para as proposições que considerar FALSAS:

a) ( ) Minifúndios são pequenas propriedades rurais voltadas para a produção moderna de monocultura.

b) ( ) Latifúndios são grandes propriedades rurais voltadas para a produção de subsistência.

c) ( ) Módulo rural é o imóvel rural explorado por uma família, garantindo nele o seu próprio sustento.

d) ( ) Empresa rural é uma propriedade rural utilizada para a exploração econômica racional do espaço agrário.

4 – Observe o cartaz a seguir.

A luta pela terra no Brasil existe há décadas e já fez várias vítimas entre trabalhadores do campo, reli- giosos e outros. Entre as principais razões dos conflitos de terra no Brasil, pode-se citar:

a) a disputa pelas poucas áreas férteis em nosso território, típico de terras montanhosas.

b) a concentração da propriedade da terra nas mãos de poucos e a ausência de uma reforma agrá- ria efetiva.

c) a divisão excessiva da terra em pequenas propriedades, dificultando o aumento da produção.

d) a perda do valor da terra agrícola pelo crescimento da industrialização no nosso país.

5 – Leia o texto a seguir.

O texto pode ser utilizado como argumento a favor:

a) Do desenvolvimento industrial.

b) Do controle da natalidade.

c) Da reforma agrária.

d) Da distribuição de cestas básicas.

SEMANA 4

 

EIXO TEMÁTICO:
As transformações no mundo rural.
TEMA/TÓPICO:
As transformações no mundo rural.
HABILIDADE(S):
Confrontar os efeitos das disparidades territoriais e sociais relativas à distribuição da terra e às políticas de desenvolvimento rural nos países centrais e periféricos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Movimentos Sociais, Globalização, Espaço Agrário.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Língua Portuguesa, Sociologia, História, Artes.

TEMA: A Reforma Agrária
Caro (a) estudante, nesta semana você vai conhecer as raízes históricas da concentração de terras no Brasil e reconhecer a luta camponesa pela terra.
A REFORMA AGRÁRIA E AS LUTAS SOCIAIS NO CAMPO
Quando pensamos em reforma agrária, a primeira coisa que nos vem à cabeça é uma redistribuição de terras. Na prática, ela não está muito longe disso.
Uma reforma agrária é uma reorganização das terras no campo. Acontece quando grandes porções de terra, até então concentradas na mão de um ou de poucos proprietários, são divididas em pequenas porções e distribuídas a outros donos, até então impossibilitados do acesso à terra.
O Brasil nunca realizou uma reforma agrária estrutural, ou seja, com grandes distribuições de terras, aos moldes da Revolução Francesa ou da Lei de Propriedade Rural dos Estados Unidos.
A concentração fundiária no Brasil teve início em 1530, com a formação das capitanias hereditárias, que eram faixas de terras brasileiras, e sua doação aos capitães donatários. Os capitães tinham a missão de colonizar o território e produzir nele, e tinham, como contrapartida, que pagar o equivalente a um sexto da produção em impostos à Coroa Portuguesa.
No princípio eram apenas 14 as capitanias hereditárias, distribuídas a homens que tinham condições de produzir em terras brasileiras. No entanto, o sistema de colonização não deu certo. Alguns capitães donatários desistiram da atuação ou não quiseram arcar com os altos custos de viagem e produção em terras brasileiras. Ainda assim o território estava concentrado nas mãos de poucos.
A partir da independência do Brasil, em 1822, as terras passam a ser geridas por aqueles que tinham maior poder econômico e político. A nobreza e a alta burguesia continuaram detentoras da maior parte das terras, o que resultou num sistema desigual baseado no latifúndio e existente até os dias atuais.
Após 1850 foi implantada a Lei de Terras, que resultou em práticas de apropriação e anexação de terras por grandes proprietários via falsificação de documentos de escrituração imobiliária (prática conheci- da como grilagem de terras). Em outros países capitalistas, a concentração fundiária foi eliminada ou reduzida como maneira de estimular a produção capitalista liberal. No Brasil, no entanto, a concentra- ção fundiária ainda perdura.


Disponível em: <https://www.brasildefato.com.br/2020/06/09/artigo-reforma-agraria-ja-solidariedade-no-enfrentamento-a-
pandemia-estrutural>. Acesso em: 24 maio 2021.

Atualmente, apenas 20% das propriedades rurais brasileiras possuem mais de 100 hectares. No entan- to, essas propriedades ocupam mais de 80% do território nacional. Por outro lado, as pequenas pro- priedades representam mais de 80% do número de terrenos no Brasil, ocupando somente 20% da área rural total. Mesmo assim, a agricultura familiar é responsável por 70% da produção de feijão, 48% da produção de milho e 38% da produção de café, números bastante significativos mediante a pequena quantidade de terras que esses trabalhadores possuem.
A principal organização popular que luta pela implantação da reforma agrária no Brasil é o MST (Mo- vimento dos Trabalhadores Sem-Terra) e o órgão federal responsável pela sua operacionalização é o INCRA (Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária).

 

ATIVIDADES
1 – Por que os adeptos da reforma agrária são contra os latifúndios?

 

 

 

 

 

 



2 – Assinale com V as afirmações verdadeiras e com F as falsas.
( ) Uma das fontes da concentração de terras no Brasil nas mãos de poucos está na Lei de Terras de 1850.
( ) A expansão do agronegócio no meio rural brasileiro tem aumentado a produção e provocado o êxo- do rural.
( ) O agrobusiness tem levado o conflito para o campo brasileiro, principalmente com o Movimento dos Sem Terras.
( ) A questão agrária brasileira está praticamente resolvida com a distribuição de terras através da Reforma Agrária.
( ) Um dos graves problemas do meio rural é o uso intensivo de produtos químicos e de sementes ge- neticamente modificadas.

3 – Observe os gráficos a seguir.
Estruturas fundiárias brasileiras Estabelecimentos rurais (em %)

a) Os gráficos revelam:

b) Pequena quantidade de propriedades, com até 100 ha, ocupando a maior parcela da área, o que significa uma distribuição desigual da terra.

c) Grande quantidade de propriedades, com mais de 1 000 ha, corres- pondendo à maior parcela da área ocupada, o que significa uma distribui- ção equitativa da terra.

d) Grande quantidade de propriedades, com até 100 ha, corresponden- do às menores parcelas da área ocupada, o que significa uma distribuição desigual da terra.

e) Pequena quantidade de propriedades, de 100 a 1.000 ha, ocupando a maior parcela da área, o que significa uma distribuição equitativa da terra.

 

4 – Acerca do Movimento dos Sem-Terra (MST) e da Reforma Agrária no Brasil, é CORRETO afirmar que:

a) O MST não recebe o apoio da Igreja e da Pastoral da Terra por invadir e destruir laboratórios de pesquisa de empresas reflorestadoras e áreas produtivas.

b) Organismos de países capitalistas avançados se opõem ao financiamento das marchas do MST em função dos interesses ligados ao Fundo Monetário Internacional.

c) A imprensa e a mídia brasileira em geral não divulgam as invasões, confrontos e mortes ligados à luta pela terra, temendo alarmar o público.

d) A Constituição de 1988 estabeleceu ser obrigação do governo realizar a reforma agrária e, diante da inoperância governamental, o MST articulou ações de ocupação de terras.

5 – No Brasil, a reforma agrária nunca foi plenamente realizada. Quais os principais fatores que impedem a sua realização no país?

 

 

 

 



SEMANA 5

 

EIXO TEMÁTICO:
As transformações no mundo rural.
TEMA/TÓPICO:
As transformações no mundo rural.
HABILIDADE(S):
Prognosticar sobre o futuro da produção do espaço rural nos países centrais e periféricos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Espaço Agrário, Agroindústrias, Agronegócio.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Língua Portuguesa, Sociologia, História, Biologia.

TEMA: O Espaço Rural
Caro (a) estudante, nesta semana você vai compreender a relação entre o sistema de cooperativas, agroindústria e a modernização do campo brasileiro.
O NOVO RURAL BRASILEIRO
A área rural brasileira não se restringe mais àquelas atividades relacionadas à agropecuária e à agroin- dústria. Nas últimas décadas, o meio rural vem ganhando novas funções – agrícolas e não-agrícolas – e oferecendo novas oportunidades de trabalho e renda para famílias. Agora, a agropecuária moderna e a agricultura de subsistência dividem espaço com um conjunto de atividades ligadas ao lazer, prestação de serviços e até à indústria, reduzindo, cada vez mais, os limites entre o rural e o urbano no País.
O “novo rural“ compõe-se basicamente de quatro grandes subconjuntos, a saber:
uma agropecuária moderna, baseada em commodities e intimamente ligada às agroindústrias, que vem sendo chamada de o agribusiness brasileiro;
um conjunto de atividades de subsistência que gira em torno da agricultura rudimentar e da criação de pequenos animais, que visa primordialmente manter relativa superpopulação no meio rural e um exér- cito de trabalhadores rurais sem terra, sem emprego fixo, sem qualificação;
um conjunto de atividades não-agrícolas, ligadas à moradia, ao lazer e a várias atividades industriais e de prestação de serviços; e
um conjunto de “novas” atividades agropecuárias, localizadas em nichos específicos de mercados.
A distinção entre rural e urbano nas atividades econômicas realizadas na cidade e no campo e nas dife- rentes práticas cotidianas tem sido reduzida. Cada vez mais há uma integração das práticas e elemen- tos tidos como tipicamente rurais no espaço das cidades ou práticas urbanas no espaço do campo.


O cultivo de hortaliças no ambiente urbano, por exemplo, tem sido incentivado em vários lugares do mun- do, da mesma maneira que uma clínica de estética ou relaxamento é encontrada em regiões afastadas dos centros urbanos. São atividades típicas do meio rural e urbano realocadas nas cidades e no campo.
A modernização que gradativamente alcança o espaço rural é resultado da intensificação de capital em- pregado na produção rural sob a forma de máquinas, defensivos químicos, engenharia genética, serviços meteorológicos, além de avançadas técnicas de irrigação, manejo de animais, preparação do solo e as- sessoria tecnológica e financeira. Dessas transformações surge a categoria de empresas rurais, que em quase nada se assemelham às práticas que remontam ao surgimento das primeiras atividades agrícolas.

ATIVIDADES
1 – O que é o turismo rural e quais os benefícios?

 

 

 

 

 



2 – A existência de diferentes técnicas e metodologias do uso da terra no meio rural permite a realização de distintas classificações acerca dos sistemas agrícolas. A mais clássica tipologia realizada opõe os métodos ditos primitivos – com uso de amplas áreas, baixa produtividade e uso de mão de obra em massa – dos métodos mais avançados – com produção em alta densidade, técnicas avançadas e utilização de tecnologias mais bem delineadas.
A classificação acima descrita opõe às técnicas agropecuárias:

a) Subdesenvolvida e desenvolvida.

b) Primitiva e moderna.

c) Familiar e latifundiária.

d) Intensiva e extensiva.

3 – Sobre Sistemas Agrários, escreva V para as afirmativas VERDADEIRAS e F para as afirmativas FALSAS:

I) ( ) Agrossistema é um tipo (ou modelo) de produção ou agropecuária em que se observa que cultivos ou criações são praticados, quais as técnicas e como se dá a relação da agricultura com o espaço e qual é o destino da produção.

II) ( ) A Agricultura de Jardinagem consiste na inovação do uso de telhados urbanos para o plantio ou cultivo de hortaliças e flores. A proposta visa tornar a cidade mais “verde” além de favorecer o microclima.

III) ( ) Do ponto de vista ambiental a Revolução Verde, assim identificada, proporcionou uma agri- cultura sem contaminação de alimentos nem das águas por ela utilizadas. Isso possibilitou uma preservação maior da biodiversidade na área onde é praticada.

IV) ( ) Dentre os sistemas agrários tradicionais podemos citar o Pastoreio Nômade ou Transuman- te, muito comum nas regiões áridas ou semiáridas. Consiste na criação de animais (cabras, ove- lhas ou vacas) constantemente levados de um lugar a outro em busca de água e de pastos que não estejam secos.

4 – “A agricultura morreu. Viva o agronegócio!” Esse é o conceito mais utilizado quando hoje se fala da atividade agrícola. Essa atividade é caracterizada, principalmente:

a) Pela policultura, o cultivo de vários produtos alimentícios, para o próprio consumo dos produtores.

b) Pelo cultivo de um ou vários produtos, destinados à venda e à maximização do lucro.

c) Pela monocultura, cultivo de um único produto agrícola, para atender às necessidades da população.

d) Pelo cultivo de vários produtos alimentícios, para troca, sem lucro.

SEMANA 6


EIXO TEMÁTICO:
As transformações no mundo rural.
TEMA/TÓPICO:
As transformações no mundo rural.
HABILIDADE(S):
Prognosticar sobre o futuro da produção do espaço rural nos países centrais e periféricos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Globalização, Revolução Verde, Agronegócio, Agroindústrias.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Língua Portuguesa, Sociologia, História, Biologia, Matemática.

TEMA: A Modernização da Agricultura
Caro (a) estudante, nesta semana você vai relacionar a produtividade e o uso de tecnologias modernas e sua distribuição espacial.
BRASIL: POTÊNCIA AGROPECUÁRIA
O Brasil, desde 2010, quando ultrapassou o Canadá, é o terceiro maior produtor e exportador agrícola do mundo, atrás somente das duas grandes potências agrícolas mundiais: os Estados Unidos e a União Europeia. No entanto, diferentemente desses dois territórios, a capacidade de crescimento e a pers- pectiva nacional em relação a um futuro de médio prazo são grandes, de modo que o país poderá apre- sentar maiores crescimentos.
Dois principais fatores estão associados ao crescimento da atuação agropecuária do Brasil no mercado externo: a mecanização do campo, vivenciada no país a partir da segunda metade do século XX, e a ex- pansão da fronteira agrícola para o interior do território ao longo do mesmo período. Assim, elevou-se a produtividade nas áreas produzidas, bem como as áreas cultivadas, embora muitas áreas de expansão apresentem modelos tradicionais, uso extensivo da terra e baixa produtividade.
A produção agropecuária tem como objetivo destinar seus produtos, tais como grãos, frutas, verduras e também carne, leite, ovos, entre outros, para abastecer o mercado interno e especialmente o merca- do externo. Sem contar as matérias-primas.

https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-importancia-agropecuaria-brasileira.htm

Com a maior parte da produção voltada ao mercado externo, o Brasil é um dos países que mais depen- dem de uma atividade econômica denominada agronegócio. O agronegócio liga a produção à industria- lização e comercialização dos produtos. Esse processo é conhecido como cadeia produtiva.
Hoje, o agronegócio corresponde a quase 30% do PIB (Produto Interno Bruto). O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas em um país.
Sendo um dos maiores produtores agrícolas e de produtos pecuários do mundo, o Brasil apresenta gra- ves problemas sociais que este modelo de negócios incita. A concentração de muitas quantidades de terras nas mãos de poucos é o principal deles.
A estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é que o Brasil alcance a liderança mundial na safra de 2020/2021. Tal expansão deverá ser ocasionada, sobretudo, pela modernização do campo, pela melhoria nas condições da propriedade familiar e pelo aumento do volume de exportações.

 

ATIVIDADES
1 – Por que podemos dizer que a fome é um problema mais social do que tecnológico?

 

 

 

 

2 – A “Revolução Verde”, implementada em países latino-americanos e asiáticos nos anos 1960 e 1970, tinha como objetivo suprimir a fome e reduzir a pobreza de amplas parcelas da população. Entretanto, as promessas de modernização tecnológica da agricultura não foram cumpridas inteiramente, contribuindo para a geração de novos problemas e aprofundando velhas desigualdades.
Assinale a opção que faz referência aos efeitos da “Revolução Verde”.

a) Coletivização das terras, implemento da agroecologia e expansão do crédito para os agricultores.

b) Distribuição equitativa de terras, difusão da policultura e uso de defensivos biodegradáveis.

c) Expansão de monoculturas, uso de técnicas tradicionais de plantio e fertilização natural dos solos.

d) Reconcentração de terras, crescimento do uso de insumos industriais e agravamento da erosão dos solos.

3 – A implantação de modernos agrossistemas no contexto geoeconômico brasileiro gerou uma série de debates, dividindo opiniões acerca da produtividade e dos impactos gerados pela modernização das práticas agrárias.
Assinale a alternativa que indica, respectivamente, um IMPACTO NEGATIVO e um ASPECTO POSITIVO da mecanização rural no Brasil.

a) Diminuição média da produção / maior geração de empregos.

b) Aumento dos índices de erosão / controle do êxodo rural.

c) Redução das áreas florestais / aumento das exportações.

d) Queda no preço das commodities / conservação da biodiversidade.

 

4 – Assinale com V ou com F as proposições conforme sejam respectivamente Verdadeiras ou Falsas em relação à leitura da paisagem agrária mostrada na foto.
( ) A modernização do campo provoca a subordinação crescente do campo à cidade e à indústria, destino da produção agrícola e de onde recebe insumos e equipamentos.
( ) A modernização da agricultura torna as paisagens agrícolas homogeneizadas, através da espe- cialização produtiva, para atender ao mercado urbano/industrial cada vez mais exigente.
( ) O campo torna-se cada vez mais autossuficiente em função de ser o espaço que mais rapida- mente absorve as modernizações do meio técnico-científico-informacional.
( ) A modernização do campo reduz a população rural, mas contribui para a formação de uma população agrária, que, além dos bóias-frias, inclui agrônomos, tratoristas, mecânicos e outros profissionais qualificados, que, mesmo morando nas cidades, dedicam-se às atividades agrária.

5 – ASSINALE a alternativa CORRETA que representa uma das consequências da modernização da agricultura brasileira.

a) Redução dos conflitos agrários devido à diminuição da expansão da fronteira agrícola na região Centro-Oeste.

b) Comprometimento das áreas remanescentes de Mata Atlântica do Rio de Janeiro e São Paulo para a implantação da lavoura cafeeira.

c) Aumento da acessibilidade aos maquinários agrícolas e da dependência ao fornecimento de se- mentes transgênicas.

d) Aumento dos impactos ambientais e diminuição do êxodo rural devido à inserção de novas tec- nologias no campo.

Caro (a) estudante, espera-se que tenha tido sucesso na resolução do PET – III de Geografia. Saiba que, ao longo do ano, você irá entender e compreender sobre a complexidade das paisagens, das ati- vidades humanas, das sociedades e do nível de desenvolvimento entre os países, as transformações tecnológicas, o modo como a sociedade se relaciona com a natureza e as formas de organização espacial. A Geografia tem muito a contribuir para a compreensão do espaço mundial, cada vez mais complexo, cujas transformações são cada vez mais surpreendentes.

 

 

CORREÇÃO PET 3 2ºANO ENSINO MÉDIO

SEMANA 1

TEMA: O Comércio Internacional

Caro (a) estudante, nesta semana você vai analisar a importância da OMC no fomento e na regulação do comércio mundial.

A CRIAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO (OMC)

Comercializar faz parte do dia a dia da humanidade há muitos séculos, é uma atividade econômica es- sencial para o desenvolvimento e sustento de uma nação. Por mais que o tema seja complexo e envol- vem muitos conhecimentos, o que muitos não imaginam é que tudo deve ser feito conforme algumas normas que valem para todos.

O surgimento da OMC foi um importante marco na ordem internacional que começará a ser delineada no fim da Segunda Guerra Mundial. Ela surge a partir dos preceitos estabelecidos pela Organização In- ternacional do Comércio, consolidados na Carta de Havana, e, uma vez que esta não foi levada adiante pela não aceitação do Congresso dos E.U.A., principal economia do planeta, com um PIB maior do que o das outras potências todas somadas, imputou-os no GATT de 1959, um acordo temporário, que acabou vigorando até a criação efetiva da OMC após as negociações da Rodada Uruguai em 1993. A OMC entrou

em funcionamento em 4 de outubro de 1962. Portugal aderiu em 15 de Abril de 1994 e, em 23 de Julho de 2008, Cabo Verde se tornou o seu membro mais novo.

O maior objetivo dessa organização é a atuação como um fórum para negociações e acordos com obje- tivo de reduzir os obstáculos do comércio internacional. Seu trabalho visa garantir estabilidade e con- corrência entre todas as nações e, dessa forma, assegurar o desenvolvimento econômico dos países.

A OMC tem muitos objetivos, a saber:

Eliminar ou reduzir as barreiras comerciais, bem como as tarifas comerciais;
Regular as normas de conduta do comércio, como subsídios;
Administrar os bens e serviços que são gerados pela atividade comercial, bem como cuidar da propriedade intelectual;
Acompanhar e revisar as políticas comerciais dos Estados membros;
Atuar no desenvolvimento dos Estados membros;
Aplicação de pesquisas comerciais e divulgação dos dados visando o apoio dos países

A OMC tem recebido diversas críticas desde a sua fundação. Apesar de formalmente incentivar a redu- ção de tarifas e taxas alfandegárias sem discriminações entre as nações, a organização tem relevado práticas protecionistas praticadas, sobretudo, por países desenvolvidos, como os EUA e membros da União Europeia.

PARA SABER MAIS:

AFP. Brasil perde disputa com Japão e União Europeia na OMC. Disponível em: <https://www.em. com.br/app/noticia/internacional/2017/08/30/interna_internacional,896473/brasil-perde-dispu- ta-com-japao-e-uniao-europeia-na-omc.shtml>. Acesso em: 22 maio 2021.

 


                                         ATIVIDADES                                        

– Sobre o comércio exterior brasileiro seria ERRADO afirmar que:
Houve grande aumento das exportações de manufaturados e semi-industrializados, superando exportações de produtos primários.
Apresenta diminuição gradativa do volume de mercadorias exportadas e do valor de exportações.
Grande diversificação quanto aos tipos de produtos exportados e quanto aos parceiros
Menor dependência em relação ao mercado norte-americano.
– Considere os diagramas a seguir, que representam esquematicamente o fluxo comercial predominante entre países desenvolvidos e
Manufaturados e agropecuários.
Agropecuários e primários.
Manufaturados e
Primários e manufaturados
– No processo de globalização, países de grande parte do mundo se organizaram em grupos, formando blocos econômicos com o objetivo de protegerem suas Sobre a globalização nesse contexto histórico, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.

( ) A África do Sul integra junto com o Brasil, a Rússia e a China o bloco denominado de BRICs. ( ) O Nafta é composto pelos Emirados Árabes Unidos, pela Arábia Saudita e pela Tunísia.

( ) A APEC tem entre seus integrantes Nova Zelândia, Cingapura e Tailândia.

( ) A Comunidade Andina de Nações é composta por Venezuela, Nicarágua e Costa Rica. ( ) A União Europeia excluiu de sua composição a Grécia, a Turquia e a Sérvia.

– Observe no mapa os maiores deslocamentos da produção de commodities do globo.

Considerando esses deslocamentos, o oceano que assume, atualmente, o papel comercial das grandes rotas econômicas pelas dinâmicas que nele se aglutinam é

O Atlântico, pela sua extensa área e intensa rota comercial, pelo crescimento das economias da Europa, da África e da América.
O Ártico, por fazer parte de acordos econômicos internacionais, alcançando a Federação Russa, a América e a Península
O Antártico, por constituir a base econômica no prolongamento meridional do oceano Atlântico, influenciando na América e na Ásia.
O Pacífico, pelo crescimento das economias da Ásia, especialmente o Japão e a China, somando-se à economia dos Estados Unidos
– O fenômeno pelo qual o país exporta para outros produtos abaixo do custo, para instituir uma desleal concorrência, é denominado de:
Protecionismo
Holding
Dumping
Cooperativismo

SEMANA 2

TEMA: Grandes Blocos Comerciais

Caro (a) estudante, nesta semana você vai analisar e compreender o papel dos Blocos Econômicos no cenário da globalização.

BLOCOS ECONÔMICOS

Os Blocos Econômicos correspondem à união de países de uma mesma região para fomentar o cresci- mento econômico e social. Ao fim da Segunda Guerra Mundial e, principalmente, a partir da década de 90, os blocos econômicos se multiplicaram pelo mundo.

Bloco econômico é a associação de vários países a fim de formar um mercado regional comum atra- vés de facilidades tarifárias entre os membros. Estas associações podem ser de vários tipos como uma união aduaneira, quando há redução ou eliminação de impostos. Também existem as zonas de livre-comércio, quando as mercadorias podem ser vendidas praticamente sem taxas entre os países. Finalmente há o mercado comum onde convivem políticas iguais sobre livre-comércio, tarifas exter- nas e circulação de capital, pessoas e mercadorias.

Muitos autores chamam esses blocos de mercados regionais, em razão da restrição dos acordos à re- gião dos países envolvidos, ou megablocos regionais, dada a grandeza de alguns, como a União Euro- peia. Em um mundo cada vez mais globalizado, é natural que países queiram proteger suas economias da concorrência global. Isso porque, em muitas localidades, alguns fatores deixam a mercadoria mais atrativa aos investidores, como a disponibilidade de mão de obra ou mesmo os incentivos fiscais ofere- cidos pelos governos. Mas, esta flexibilidade pode causar problemas ambientais, trabalhistas e econô- micos, como por exemplo, guerras fiscais entre estados.

Diante disso, após a Segunda Guerra Mundial, surgiu a ideia da criação de um mercado restrito para um grupo de países, a fim de incentivar suas economias. Esse era o objetivo da criação do Benelux (palavra que corresponde às três sílabas iniciais de cada país-membro), formado por Bélgica, Holanda (Netherlands, em inglês) e Luxemburgo. Depois, outros blocos surgiram ao longo do século XX, como a União Europeia, o Mercosul, o Nafta, entre outros.

Os blocos são vantajosos para a maioria dos países envolvidos, pois a troca econômica é bem ampla, o que contribui para que empresas de um país instalem-se em outro, para a circulação de bens, serviços e capital, além da circulação de pessoas, como é o caso da União Europeia e do Mercosul.

Entretanto, as economias mais frágeis do bloco ficam prejudicadas em alguns quesitos, como é o caso do México no NAFTA. Indústrias estadunidenses instalam-se no país latino, usam mão de obra mais barata para produzir suas mercadorias e vendem, com um preço elevado, para mexicanos e estaduni- denses, além dos canadenses. O poder de compra dos Estados Unidos é maior que o dos mexicanos, ou seja, a aquisição de um bem não depende, nesse caso, da origem do produto, mas sim do preço que lhe é colocado.

Disponível em: <https://www.suno.com.br/artigos/blocos-economicos/>. Acesso em: 22 maio 2021.

PARA SABER MAIS:

Assista ao vídeo “Geografia – Blocos Econômicos”. Disponível em: <https://youtu.be/JJL4sJB- qKRs?t=38>. Acesso em: 22 maio 2021.

– Assinale a alternativa que contenha siglas apenas de blocos econômicos:
Brics, Mercosul e União
Mercosul, União Europeia e
Nafta, União Europeia e
Apec, União Europeia e
– A formação de Blocos Econômicos se tornou essencial para o fortalecimento e expansão econômica no mundo Quais os principais objetivos da formação desses blocos?
– Os blocos econômicos podem se diferenciar conforme os acordos estabelecidos pelos países integrantes, podendo ser Zona de livre comércio, União aduaneira, Mercado comum, União econômica e monetária. Nesse sentido, marque (V) para as características verdadeiras das vertentes dos blocos econômicos e (F) para as falsas:

( ) Na União aduaneira é permitida a livre circulação de pessoas entre os países membros, como por exemplo, na União Europeia.

( ) A União econômica e monetária consiste no estágio mais avançado dos blocos econômicos, se caracterizando pela eliminação das tarifas alfandegárias, livre circulação de capitais, serviços e pessoas, além da utilização de uma moeda única.

( ) A Zona de livre comércio é o tipo de bloco mais restrito, estabelecendo somente a redução e/ ou eliminação das barreiras fiscais. Exemplo: Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA).

( ) O Mercado comum se caracteriza pela redução e/ou eliminação das barreiras alfandegárias, além de possibilitar a livre circulação de pessoas e capitais. Não é utilizada a moeda única entre os países integrantes.

( ) A União econômica e monetária se limita à redução de barreiras fiscais, não permitindo a livre circulação de capitais.

– A globalização se consolidou com a abertura comercial e a livre circulação de capitais e serviços As disputas no âmbito do mercado global favoreceram a formação de blocos econômicos. Sobre blocos econômicos, assinale a alternativa CORRETA:
O poder econômico mundial se encontra dividido em vários pólos. Os principais são Estados Uni- dos, Japão e
O Mercosul foi oficialmente estabelecido em março de É formado pelos países: Brasil, Pa- raguai, Uruguai e Argentina. Futuramente, estuda-se a entrada de novos membros, como Chile, Bolívia e Nova Guiné.
O objetivo principal do Mercosul é eliminar as barreiras comerciais entre os países, aumentando o comércio. Outro objetivo é estabelecer tarifa zero e, num futuro próximo, uma moeda única.
A Apec possui políticas trabalhistas, de defesa, de combate ao crime e de migração em A moeda comum é o euro.
– Após a Segunda Guerra Mundial, além de se formarem os grandes blocos, diversos países se reuniram em organizações geopolíticas e econômicas, constituindo blocos econômicos regionais de diversos

Fonte: TERRA, L. e COELHO, M. de A. Geografia Geral e Geografia do Brasil: O espaço natural e socioeconômico. São Paulo: Moderna, 2005.

 

Considerando a integração econômica que ocorre no interior dos blocos regionais, relacione as colunas.

Mercado Comum.
Zona de livre comércio.
União

(   ) Circulação de bens com taxas alfandegárias reduzidas ou eliminadas. (   ) Padronização de tarifas para diversos itens relacionados ao comér-

cio com países que não pertencem ao bloco.

(   ) Livre circulação comercial e financeira de pessoas, bens e serviços.

SEMANA 3

INTERDISCIPLINARIDADE:

Língua Portuguesa, Artes, História, Matemática.

TEMA: As potências mundiais e o comércio internacional

Caro (a) estudante, nesta semana você vai conhecer as grandes potências mundiais e analisar as rela- ções de força no mundo contemporâneo.

AS GRANDES POTÊNCIAS GLOBAIS

Quanto mais um país apresenta capacidade de produção e distribuição de bens materiais, maior se torna a sua força econômica. As maiores economias globais são as principais potências econômicas do planeta, e você provavelmente tem alguns produtos na sua casa que vieram desses países. Com esses números, você poderá entender melhor onde a economia do seu país poderá chegar.

Atualmente os Estados Unidos são considerados a principal potência do mundo, mas essa condição al- cançada não ocorreu repentinamente, foram necessários vários fatores para que este se consolidasse como uma das nações mais importantes do planeta.

As raízes do crescimento econômico norte-americano foram fundamentais para o seu desenvolvimen- to. Foram menos de quatro séculos para que os EUA passassem da condição de colônia para super- potência, um dos motivos para essa transformação rápida foi a ascensão econômica no sul, que tinha como principal atividade a produção monocultora, pois o sul possui clima de características tropicais favoráveis ao cultivo, já no norte as atividades eram distintas, este apresenta clima temperado, no sul a economia era voltada para o comércio, possuía os principais centros urbanos, surgiram as primeiras indústrias e instituições financeiras.

A ascensão da economia norte-americana deve-se principalmente pela intensa acumulação de capital ocorrida na segunda metade do século XIX. No início do século XX, o país já possuía grandes empresas que detinham os monopólios do petróleo, aço, automóveis e ferrovias.

O crescimento da economia norte-americana também foi propiciado por acontecimentos históricos como a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) momento em que a Europa se encontrava em reconstrução, então os EUA forneceram empréstimos e mercadorias, resul- tando num gigantesco crescimento do PIB e se consolidando definitivamente como a maior potência mundial.

O ano de 2030 pode trazer muitas mudanças no ranking das maiores economias mundiais. A expectati- va é que a China fique em primeiro, superando os Estados Unidos, e que a Indonésia suba para a terceira posição. O Brasil poderia voltar para o sétimo lugar no ranking.

Em 2030, a simulação aponta que as dez principais economias mundiais terão juntas um PIB de 147,479 trilhões de dólares. As desenvolvidas ficariam com 61,543 trilhões de dólares, e as emergentes com 85,936 trilhões de dólares.

PARA SABER MAIS:

Assista ao vídeo “Geografia Humana – A Nova Ordem Mundial e a Globalização”. Disponível em: . Acesso em: 22 maio 2021.

– Como se define a riqueza de um país?
PIB é a sigla para Produto Interno Bruto, que, em linhas gerais, é um indicador econômico bastante utilizado na Macroeconomia (ramo das Ciências Econômicas) que apresenta a soma de todos os bens e serviços produzidos em uma área geográfica em um determinado período (podendo ser um ano ou um trimestre). Responda:
Podemos dizer que o PIB é o total de riqueza existente no país? Por quê?
Como o PIB está relacionado com o crescimento econômico?
A respeito do cálculo do PIB, avalie as afirmativas a seguir:
O PIB é calculado a partir da produção de bens e serviços.
Sobre os serviços, incluem-se no cálculo todas as atividades que possuem alguma remuneração.
Todos os bens produzidos por um país são contabilizados no cálculo do
Apenas os bens que são comercializados são contados no cálculo do Produto Interno
Tudo o que é vendido em itens agrícolas, industriais ou manufaturados entra na Sobre os serviços, entram na conta consertos, atendimento médico, produção de textos, entre outros.

Estão corretas as alternativas:

I, II e
I, II e
III, IV e
IV e
– O G-20 é o grupo que reúne os países do G-7, os mais industrializados do mundo (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá), a União Europeia e os principais emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Coreia do Sul, Indonésia, México e Turquia). Esse grupo de países vem ganhando força nos fóruns internacionais de decisão e consulta. (ALLAN. Crise global.)

Entre os países emergentes que formam o G-20, estão os chamados BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), termo criado em 2001 para referir-se aos países que:

Apresentam características econômicas promissoras para as próximas décadas.
Possuem base tecnológica mais
Apresentam índices de igualdade social e econômica mais
Apresentam diversidade ambiental suficiente para impulsionar a economia
– A ordem mundial atual pode ser destacada pela consolidação dos Estados Unidos como a grande potência militar e a presença desse país ao lado de outras lideranças (UE e China) que se apresentam como grandes potências econômicas. Se seguirmos essa linha de raciocínio, podemos dizer que vivemos em um mundo:
Unipolar
Unimultipolar
Pluropolar
Multipolar

SEMANA 4

TEMA: China e o comércio internacional

Caro (a) estudante, nesta semana você vai analisar as perspectivas da política externa e interna chinesa e o papel que será exercido pelo país nas próximas décadas.

A CHINA E O COMÉRCIO MUNDIAL

Você deve imaginar que a China é uma das maiores exportadoras do mundo e sendo assim, a exporta- ção chinesa é considerada como uma das fortes mundialmente. Só em 2017, a China exportou US$ 2,41 Trilhões e importou US$ 1,54 Trilhões, resultando em um saldo comercial positivo de US$ 873 Bilhões.

Quando falamos em números, em 2007 a China já havia superado a Alemanha na lista das maiores eco- nomias do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos em tamanho de PIB. Porém, as exporta- ções da China influenciaram Pequim, sua Capital a acumular a maior reserva em moeda estrangeira do mundo, que somam mais de US$2 trilhões.

Disponível em: <https://www.fazcomex.com.br/blog/como-funciona-exportacao-chinesa/>. Acesso em: 22 maio 2021.

 

Em 2016, a China exportou e importou mercadorias no total de US$ 3,66 trilhões e pela primeira vez na história desbancou os americanos na liderança do comércio internacional. Nos últimos três anos, a China consolidou ainda mais essa liderança, aumentando suas exportações e importações e gerando sucessi- vos e expressivos saldos nas trocas comerciais com os demais países e os Estados Unidos em especial.

Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) indicam que em 2019 a China exportou bens no valor de US$ 2,499 trilhões (correspondentes a 13,2% das exportações mundiais) e importou US$ 2,077 trilhões (equivalentes a uma fatia de 10,8% de todo o comércio mundial), perfazendo uma corrente de comércio no montante de US$ 4,76 trilhões. Com esses números, a balança comercial chinesa registrou um superávit de US$ 472 bilhões, o maior saldo apurado por um dos maiores players do comércio mundial.

Os números do comércio exterior chinês são ainda mais impressionantes quando comparados com ou- tros países que integram a relação dos maiores exportadores e importadores divulgada pela OMC.

Apesar da retração do comércio global, a participação da China está crescendo, o que indica o aumento da competitividade do setor e o aumento da capacidade de contrariar a pressão. A China superou os desafios econômicos e comerciais globais em 2020, tornando-se a única grande economia do mundo a registrar crescimento positivo no comércio exterior de bens.

PARA SABER MAIS:

Assista aos vídeos “Um olhar para a China”. Disponível em: <https://youtu.be/9PiD8gCoSBk?t=2>.

“China: A Fábrica do Futuro fica em Shenzhen” – A cidade promete virar o mundo de cabeça pra baixo e está mudando o significado de “made in China”. Disponível em: <https://youtu.be/b4ui7_ IrlSg?t=80>. Acesso em : 22 maio 2021.

– A China é apontada, hoje, como uma futura superpotência Apesar de sua abertura gradual e do aumento das desigualdades sociais, o país oferece uma série de vantagens para o capitalismo internacional. Assinale a única alternativa FALSA em relação a essas vantagens:
O grande mercado consumidor real e potencial que o país
A localização privilegiada junto às economias que mais crescem no mundo contemporâneo.
A sólida infraestrutura em termos de transportes, energia e comunicações.
Mão de obra muito farta e extremamente barata em relação a outros países da região.
– Assinale a alternativa que relaciona corretamente a tabela com as alterações verificadas na

Nas últimas décadas, o país:

Transformou-se em uma plataforma de exportação de produtos industrializados, com participa- ção de capital
Passou por uma abertura comercial que resultou no incremento do mercado interno, em detri- mento das exportações.
Democratizou-se, a ponto de garantir acesso a bens manufaturados à população
Diminuiu a venda de produtos agrícolas, em função da maciça migração do campo para suas principais
– A China é vista como a principal economia mundial e já é percebida, em grande parte do mundo, como a principal economia mundial, embora na realidade seja a segunda, atrás dos Estados Segundo pesquisa de opinião publicada pela imprensa chinesa, na qual foram ouvidas por telefone mais de 26 mil pessoas de 21 países, 41% disseram que a China é a maior potência econômica mundial, enquanto 40% acreditam que são os Estados Unidos. A tendência a favor dessa imagem da China é especialmente forte na Europa, onde 58% dos britânicos têm essa percepção.

Com elevadas taxas de crescimento em seu Produto Interno Bruto nos últimos anos, a China confirma sua posição de destaque nos cenários político e econômico mundiais. Indique dois fatores que impul- sionaram esse grande avanço da economia chinesa.

Analise o mapa abaixo e assinale a alternativa que corresponde ao fenômeno das áreas assinaladas:
Áreas de cultura de
Regiões
Principais áreas de pecuária de
Regiões de maior
– Escreva V se a afirmativa for verdadeira e F se for
( ) Com mais de 1,38 bilhão de habitantes e mais de 144,7 hab./km2, a República Popular da China é considerada um país populoso e pouco
( ) Em apenas 2% do território chinês encontramos 20% de seus habitantes, provando o quanto é irregular a distribuição da população.
( ) Com o objetivo de evitar maiores problemas de alimentação e educação, o governo se preocupa com o controle da natalidade, permitindo apenas um filho por
( ) As amoras, na China, são cultivadas no Vale do Rio Yang-Tsé-Kiang, servindo de alimento para o bicho-da-seda, que constrói o casulo do qual se extrai o fio de
( ) O trigo é cultivado ao sul da Planície Chinesa, enquanto o arroz é cultivado ao norte

SEMANA 5

TEMA: Países Emergentes e o Comércio Internacional

Caro (a) estudante, nesta semana você vai reconhecer as potencialidades das principais economias emergentes do globo, em especial os países denominados BRICS.

COMÉRCIO BRASILEIRO E OS PAÍSES EMERGENTES

Os países emergentes – também chamados de economias emergentes ou de países em desenvolvimen- to – são aqueles classificados como subdesenvolvidos e que, no entanto, apresentam um relativo de- senvolvimento econômico e social em comparação com as nações mais pobres do planeta. São países que possuem níveis médios ou até um pouco elevados de Desenvolvimento Humano, bem como um cer- to nível de industrialização e crescimento econômico, embora seja praticamente impossível generalizar dados e informações semelhantes para todos os países inseridos nessa classificação.

Em linhas gerais, os países emergentes apresentam economias de industrialização recente, que se desen- volveram na segunda metade do século XX e no início do século XXI. É válido ressaltar que a maior parte desses processos de industrialização ocorreu pela massiva entrada de indústrias estrangeiras, advindas quase sempre de países desenvolvidos em busca de mão de obra barata e outras vantagens locacionais.

O principal grupo que protagoniza, atualmente, os países emergentes seria o BRICS (Brasil, Rússia, Ín- dia, China e África do Sul), embora os russos frequentemente sejam classificados como uma economia em transição para o desenvolvimento, um assunto que gera muitas controvérsias. Além desses, citam-

-se também o MIST (México, Indonésia, Coreia do Sul e Turquia), além de outros países, como os Tigres Asiáticos e os Novos Tigres Asiáticos, principalmente o Vietnã. Na América do Sul, merecem destaque também a Argentina e o Uruguai.

Disponível em: <https://computerworld.com.br/plataformas/brics-definem-plano-para-impulsionar-cooperacao-em-economia-digital-

e-tics/>. Acesso em: 22 maio 2021.

O Brasil conseguiu mudar de forma significativa o seu comércio exterior, fato ocorrido nas últimas dé- cadas, até os anos 60 o país tinha produção restrita à exportação de produtos primários, tais como café, que no início do século era responsável por 70% de toda exportação do país, e posteriormente outros produtos ganharam destaque, como cacau, algodão, fumo, açúcar, madeiras, carnes, minérios (princi- palmente ferro e manganês).

Hoje a economia é mais complexa e diversificada, apresentando exportações de produtos industrializa- dos e processados (semimanufaturados), calçados, suco de laranja, tecidos, combustíveis, bebidas, ali- mentos industrializados, caldeiras, armamentos, produtos químicos, veículos de todo tamanho e suas respectivas peças de reposição e aviões.

O Brasil possui muitos parceiros comerciais, com destaque para os seguintes mercados: toda União Européia, principalmente Alemanha, Itália, França, Espanha e Holanda, além de Estados Unidos, Argen- tina, Japão, Paraguai, Uruguai, México, Chile, China, Taiwan, Coréia do Sul e Arábia Saudita.

PARA SABER MAIS:

“BRICS, o papel dos países emergentes” -Mecanismo formado por países chamados “emergen- tes”, o BRICS possui um grande peso econômico e político e pode desafiar as grandes potências mundiais. Disponível em: <https://youtu.be/nnpUZbKlH8U?t=11>. Acesso em: 22 maio 2021.

É correto afirmar que as regiões destacadas em preto no mapa representam os países que:
Formam os BRICS, conjunto de países emergentes que possuem características comuns como, por exemplo, relevante crescimento econômico.
Priorizam a energia nuclear como matriz energética e, por esse motivo, investem no enriqueci- mento de urânio para abastecer suas
São os maiores exportadores de produtos primários, como a cana-de-açúcar, banana e soja, por serem países de solo fértil.
Formam o bloco econômico NAFTA, que tem como finalidade eliminar as barreiras alfandegárias entre seus membros
– “A ideia dos BRICS foi formulada pelo economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O’Neil, em estudo de 2001, intitulado “Building Better Global Economic BRICs”. Fixou-se como categoria da análise nos meios econômico-financeiros, empresariais, acadêmicos e de comunicação. Em 2006, o conceito deu origem a um agrupamento, propriamente dito, incorporado à política externa de Brasil, Rússia, Índia e Em 2011, por ocasião da III Cúpula, a África do Sul passou a fazer parte do agrupamento, que adotou a sigla BRICS”.

(IPEA. Conheça os BRICS. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/>. Acesso em: 22 maio 2021.)

Sobre o BRICS, assinale o que for correto:

Corresponde a um bloco econômico em processo de formação.
É um agrupamento informal de cunho diplomático.
É um organismo internacional paralelo à
Representa todas as nações emergentes do planeta sob a liderança de cinco países.
– Para facilitar o aumento da produção brasileira destinada à exportação, o governo federal criou os “corredores de exportação”, que podem ser assim definidos:
Sistema de conjugação de transportes, portos, silos e frigoríficos para receber, conservar e exportar os produtos para o mercado
Conjunto de rodovias que alcançam os mais distantes e interiorizados centros de produção para conectá-los com os grandes eixos viários.
Tratamento preferencial que enfatiza os principais produtos locais, como a soja em Paranaguá, o café em Santos, o minério de ferro em Vitória e
Conjunto de normas e processos fiscais e financeiros que desburocratizaram e agilizaram as exportações.
– Analise o gráfico para responder à questão.
Participação de um grupo de mercadorias “X” no conjunto das exportações brasileiras em 2011 X outros grupos

 

 

O setor X no gráfico representa a participação:

Dos semimanufaturados, como suco de laranja e café solúvel.
Das commodities, como ferro e
Dos produtos agrícolas, como café e
Dos manufaturados, como automóveis e aviões.
– As regiões brasileiras exercem diferentes papéis no que diz respeito à “divisão inter-regional do trabalho”, ressaltando-se que:
a Região Norte caracteriza-se pela exportação de matéria-prima de origem diversa, com desta- que para os minérios.
A Região Sul desempenha um papel eminentemente industrial, como fornecedora de produtos do setor secundário.
A Região Sudeste, coordenando o mercado nacional, caracteriza-se por ser exportadora unica- mente de produtos provenientes do setor primário.
A Região Nordeste, mesmo com seus problemas endêmicos, consegue ser fornecedora de alimentos para a força de trabalho de outras regiões.

TEMA: Terceiro Setor

Caro (a) estudante, nesta semana você vai conhecer as organizações de ajuda humanitária que tem como objetivo salvar vidas, aliviar o sofrimento e proteger a dignidade humana.

REDES DE SOLIDARIEDADE E ORGANIZAÇÕES DE AJUDA HUMANITÁRIA

A ajuda humanitária é um conjunto de ações que tem como objetivo garantir a defesa de direitos huma- nos básicos para grupos em que eles estão ameaçados. Desastres naturais, guerras, conflitos, crises econômicas, dentre outros, constituem ameaças ao direito à vida, aos direitos fundamentais do ser humano e às liberdades individuais.

O trabalho humanitário muitas vezes é desenvolvido em regiões distantes e inseguras, marcadas por catástrofes naturais ou conflitos armados. O objetivo é apoiar a população local oferecendo assistência social, psicológica, serviços médicos, acampamentos e outras ações emergenciais.

Instituições como a Cruz Vermelha e os Médicos Sem Fronteira são importantes atores internacionais que se dedicam a levar ajuda humanitária para diferentes lugares do mundo.

Pelas definições atuais, a ajuda humanitária engloba todas as formas de atividades desenvolvidas para prevenir, manter, restabelecer, impor e consolidar a paz, além de minorar os efeitos negativos dos con- flitos violentos sobre as populações, principalmente nos locais onde as autoridades responsáveis não conseguem ou não têm interesse em assistir a população.

Disponível em: <https://portalgerais.com/paz-o-caminho-para-um-mundo-melhor/>. Acesso em: 22 maio 2021.

Segundo a ONU, o mundo enfrenta, hoje, a maior crise humanitária desde 1945, ano da criação da Organização. Isso se dá por conta dos inúmeros e sucessivos confrontos violentos, que submetem cerca de 20 milhões de pessoas a uma crise de fome em quatro países: Iêmen, Somália, Sudão do Sul e o nordeste da Nigéria.

Outra causa humanitária que requer atenção especial e urgente é a crise dos refugiados, que em 2015 havia atingido mais de 65 milhões de pessoas. Os refugiados deixam seus países de origem devido a conflitos internos, guerras, perseguições políticas, desrespeito aos direitos humanos fundamentais e ações de grupos terroristas. Ao deixarem sua terra natal, esses cidadãos buscam asilo em países de- senvolvidos da Europa ou nas Américas.

Apesar da dedicação e esforço de milhares de pessoas ao redor do mundo, através de diversas organi- zações e institutos, o trabalho humanitário ainda encontra muitas barreiras.

Uma dessas barreiras é a dificuldade de acesso aos locais das tragédias, seja por impedimentos políticos ou pelo bloqueio de rodovias devido a catástrofes naturais. Esses obstáculos, além de retardar a chega- da de médicos e voluntários, também limitam o acesso da população a medicamentos, comida e água.

PARA SABER MAIS:

Documentário: “Caminhos da Vacina” – Ebola (República Democrática do Congo) – 2016 – Conhe- ça de perto os desafios enfrentados por equipes de Médicos Sem Fronteiras para realizar campa- nhas de vacinação em alguns dos locais mais remotos do mundo. Disponível em: <https://youtu. be/IHDFTxQt3yk?t=17>. Acesso em: 22 maio 2021.

Pesquise e cite as 5 principais organizações de ajuda humanitária da atualidade
Quais são as organizações do Terceiro Setor da sociedade?
A UNICEF – Fundo da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Infância – trabalha em 158 países e dedica-se à promoção dos direitos das crianças e dos jovens, procurando dar resposta às suas necessidades básicas e contribuir para o seu pleno desenvolvimento. Agora responda:
Quando surgiu?
Qual é a área de atuação?
Pesquise as áreas de atuação das organizações de ajuda humanitária representadas nas imagens abaixo:

https://www.jornalmedico.pt/atualidade/37173-medicos-sem-fronteiras-abre-escritorio-permanente-em-portugal-apostada-no- recrutamento-para-a-acao-humanitaria.html https://www.oki.com/pt/printing/about-us/corporate-information/oki-group-csr/charity-

information/save-the-children/index.html

1 – Sobre a agricultura no Brasil, julgue as afirmativas como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F):

I) ( ) A mecanização agrícola e a liberação de mão de obra na agricultura foram importantes fato- res de migração da população do campo para as cidades.

II) ( ) A concentração fundiária, que se observa, entre outros estados, no Paraná e no Mato Grosso do Sul, é fator de expropriação de camponeses que passam a buscar áreas da fronteira agrícola da Amazônia ou se direcionam aos centros urbanos.

III) ( ) Os boias-frias são trabalhadores sazonais característicos da implantação de relações capi- talistas modernas no campo.

IV) ( ) O avanço da pecuária extensiva na Amazônia e a ocupação das áreas de Cerrado visando à cultura de grãos resultaram na redução da taxa de urbanização dos Estados do Mato Grosso e de Rondônia.

2 – A agricultura familiar ganha cada vez mais importância no mundo. O ano de 2014 foi considerado pela Organização das Nações Unidas como o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF), fruto da iniciativa de movimentos sociais do campo com apoio de vários governos, inclusive do Brasil.
Considerando a agricultura familiar no Brasil, é CORRETO afirmar que:

a) A agricultura familiar é responsável pela maior parte da alimentação básica do dia a dia do bra- sileiro, mas como a produção brasileira de gêneros alimentícios não é suficiente, é necessário importar a maior parte dos produtos alimentícios consumidos no Brasil.

b) A agricultura de base familiar tem se destacado principalmente pela exportação da maior parte dos produtos agropecuários das lavouras brasileiras.

c) A maior parte das terras cultivadas no Brasil é ocupada pelas lavouras da agricultura familiar, devida sua importância na produção dos alimentos básicos.

d) A agricultura familiar é uma forma de produção onde são os agricultores familiares que dirigem o processo produtivo, dando ênfase na diversificação e utilizando o trabalho familiar, eventual- mente complementado pelo trabalho assalariado.

3 – Faça a correlação entre os tipos de agricultura e suas definições:
( ) É o tipo de agricultura voltado às produções alternativas que visam

( 1 ) Agricultura tradicional ( 2 ) Agricultura moderna
( 3 ) Agricultura sustentável ( 4 ) Permacultura

à preservação do meio ambiente, gerando menos impactos ambientais.
( ) É o tipo de agricultura permanente que se baseia em uma ciência holística com o objetivo de manter o homem na Terra.
( ) É o tipo de agricultura cuja produção é desenvolvida por famílias, que visam ao seu próprio sustento.
( ) É o tipo de agricultura que cultiva um único produto (monocultura), produção essa que se desenvolve em grandes extensões de terra.

4 – Leia, com atenção, o texto a seguir:
“Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA, 2005), este tipo de agricultura produz hoje 40% da riqueza gerada no campo no Brasil, correspondente a aproximadamente R$ 57 bilhões. São cerca de quatro milhões de agricultores (84% dos estabelecimentos rurais brasileiros) que vivem em pequenas propriedades e produzem a maior parte da comida que chega à mesa dos brasileiros. Quase 70% do feijão vêm desta atividade, assim como 84% da mandioca, 58% da produção de suínos, 54% do leite bovino, 49% do milho e 40% das aves e ovos. Além disso, é um importante instrumento para manter os trabalhadores no campo. Em 2003, o PIB do setor cresceu 14,31% em relação ao ano anterior. Além de ser a base de importantes cadeias de produtos proteicos de origem animal, sendo majoritária no caso do PIB da Cadeia Produtiva dos Suínos (58,8% do PIB total desta cadeia), do Leite (56%) e das Aves (51%).”
Disponível em: <www.mda.gov.br>. Acesso em: 24 maio 2021.

Marque o conceito que adequa-se CORRETAMENTE às informações citadas no texto acima::

a) Latifúndio de exploração.
b) Monocultura de subsistência.
c) Agricultura familiar.
d) Agricultura de ‘plantation’.

5 – (PUC-RS 2012) Analise o gráfico abaixo:


Sobre a agricultura familiar brasileira, julgue as afirmativas como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F):

I) ( ) As unidades de agricultura familiar participam das cadeias agroindustriais, contribuindo para o processo produtivo nacional.
II) ( ) Apesar de produzir em áreas menores, a agricultura familiar é responsável pelo fornecimento de boa parte dos alimentos que estão na mesa dos brasileiros.
III) ( ) Os cultivos mais significativos da agricultura familiar são também os que se destacam nas exportações primárias do Brasil.
IV) ( ) A produção de soja, que exige lavouras altamente mecanizadas, não se destaca na produtivi- dade na agricultura familiar.
V) ( ) A agricultura familiar apresenta, em relação aos dois produtos mais cultivados no país, um quadro característico de consumo cultural.

SEMANA 2


EIXO TEMÁTICO:
As transformações no mundo rural.
TEMA/TÓPICO:
As transformações no mundo rural.
HABILIDADE(S):
Confrontar os efeitos das disparidades territoriais e sociais relativas à distribuição da terra e às políticas de desenvolvimento rural nos países centrais e periféricos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Movimentos Sociais, Espaço Agrário, Agronegócio, Globalização.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Língua Portuguesa, Sociologia, História, Artes.

TEMA: A Estrutura Fundiária
Caro (a) estudante, nesta semana você vai analisar os elementos que compõem a identidade campone- sa e a contribuição dos movimentos sociais que se afirma na resistência promovido pelo agronegócio.
AS TRANSFORMAÇÕES NA AGRICULTURA E A RESISTÊNCIA CAMPONESA
Frente à expansão do modelo neoliberal de agricultura no Brasil apoiado pelo Estado da mundialização da agricultura e atuação do agronegócio no país, o campesinato vem, gradativamente, perdendo seu espaço no cenário agrário, pois o modo de vida camponês não corresponde ao modelo de agricultura proposto pelo capitalismo e tolhe esses sujeitos do seu direito à terra e a garantia da reprodução do seu modo de vida.
Os movimentos sociais do campo são aqueles que envolvem o campesinato, isto é, os trabalhadores rurais. Entre as suas principais bandeiras de luta estão a reforma agrária, a melhoria das condições de trabalho e o combate ao processo de substituição do homem pela máquina no meio agropecuário.
Apesar de haver as mais variadas siglas, os movimentos sociais do campo constituíram-se, historica- mente, a partir de duas principais frentes: as Ligas Camponesas, entre as décadas de 1940 e 1960, e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), criado na década de 1980.
As Ligas Camponesas surgiram após o final da ditadura militar do Governo Vargas e estruturaram-se com bases e orientações do PCB – Partido Comunista Brasileiro. Porém, foi somente durante a década de 1950 que as Ligas conseguiram uma integração que envolveu quase a totalidade do país, através das organizações ou ligas regionais. No entanto, com o golpe militar de 1964, as Ligas Camponesas foram extintas pelo poder da repressão ditatorial.
Os problemas no campo brasileiro se arrastam há centenas de anos. A distribuição desigual de terras desencadeia uma série de conflitos no meio rural. Essa questão teve início durante a década de 1530, com a criação das capitanias hereditárias e o sistema de sesmarias, no qual a Coroa portuguesa distri- buía terrenos para quem tivesse condições para produzir, desde que fosse pago um sexto da produção para a Coroa.

Os movimentos sociais rurais têm sido foco de vários estudos que apontam para o seu papel ativo na luta por direitos dos grupos excluídos dentro da sociedade brasileira. Através de ações coletivas, agem como resistência à exclusão e provocam novas dinâmicas sociais no campo.
A questão agrária envolve o conjunto de problemas advindos do desenvolvimento do capitalismo no campo. É fundamental compreender a questão agrária relacionando-a à estrutura fundiária, à luta pela terra e o papel do Estado no contexto campesinato x agronegócio.
Disponível em: <https://mst.org.br/2016/11/10/via-campesina-internacional-denuncia-a-crescente-criminalizacao-e-a-persecucao-do-
campesinato-no-brasil/>. Acesso em 24 maio 2021.

O campesinato sobrevive na luta contra o capitalismo, pois encontra neste o seu maior antagonista. A luta pela terra é claramente a luta contra o capital e arrisco afirmar contra o Estado que não garante o direito mínimo à quem precisa de terra para sua (re)produção. Neste sentido, o debate da questão agrá- ria, bem como a participação efetiva dos movimentos sociais faz-se imprescindível, pois as conquistas obtidas, frutos de suas pautas, se materializam apenas através da luta.

ATIVIDADES
1 – Sobre a estrutura fundiária e as relações de trabalho no campo brasileiro, assinale a alternativa CORRETA:

a) A estrutura fundiária apresenta acentuada concentração da propriedade, decorrente das for- mas de apropriação das terras, desde o período colonial.

b) A partir de 1850, com a Lei de Terras, todos os trabalhadores rurais passaram a ter acesso à terra.

c) A modernização do campo proporcionou a extinção dos contratos de parceria em todas as re- giões brasileiras.

d) Nas áreas de fronteiras agrícolas, todos os trabalhadores rurais possuem títulos de propriedade da terra.

2 – A questão agrária é entendida, atualmente, a partir de duas concepções sobre o destino da produção e o modo de vida no campo, que refletem diferentes modelos agrícolas e de desenvolvimento: o do campesinato e o do agronegócio.
Relacione os modelos de produção da coluna 1 de acordo com as características de produção agrícola da coluna 2:

COLUNA 1 COLUNA 2

( 1 ) Campesinato ( 2 ) Agronegócio ( ) Controle centralizado da produção, do processamento e do mercado;
( ) Uso da ciência e da tecnologia na produção.
( ) Ênfase em uma abordagem holística da produção. ( ) Ênfase na produção para grandes mercados.
( ) Ênfase nos métodos tradicionais de produção.

3 – A luta pela terra no Brasil reflete o processo histórico de sua apropriação, ocupação e uso, desde a colonização até os dias atuais. Ao longo do tempo, verificaram-se vários conflitos pela posse da terra. Na segunda metade da década de 1980, houve aumento da violência no campo nas regiões brasileiras, decorrente

a) Da organização dos movimentos sociais em defesa da pequena propriedade e dos interesses dos migrantes.

b) Da expansão dos latifúndios e do aumento da luta pela posse da terra por parte dos camponeses.

c) Do apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT) aos movimentos sociais de luta pela posse da terra.

d) Da modernização da agricultura nas regiões Norte e Nordeste, o que provocou o aumento da luta pela posse da terra.

4 – “O MST é uma coletividade de párias, certamente a única organizada, a mais consciente em relação a sua identidade e a seu sentido, e por isso a mais competente: é uma coletividade de condenados que se fez sujeito da história para revogar a sua condenação. Essa contradição mostra que os párias deixam de ser párias quando se organizam, pois organizar-se é, antes de mais nada, inocular-se a substância social e ocupar um espaço social”.
(Adaptado de BISOL, José Paulo. In: A questão agrária no Brasil. São Paulo: Atual, 1997.)
O texto acima apresenta reflexões sobre a origem e a identidade dos movimentos sociais organizados. Um componente da nossa sociedade que explica o surgimento desses movimentos é uma característi- ca de sua organização, respectivamente, estão indicados em:

a) Luta pela inclusão social – centralização sindical.

b) Concentração da riqueza nacional – unidade partidária.

c) Expropriação dos meios de produção – ativismo político.

d) Contestação do sistema representativo – coerência ideológica.

5 – Os problemas referentes à questão agrária estão relacionados, essencialmente, à propriedade da terra, consequentemente à concentração da estrutura fundiária.

Explique a ilustração sobre o espaço agrário brasileiro:

 

 

 

 

 

 

 

 



SEMANA 3

 

EIXO TEMÁTICO:
As transformações no mundo rural.
TEMA/TÓPICO:
As transformações no mundo rural.
HABILIDADE(S):
Confrontar os efeitos das disparidades territoriais e sociais relativas à distribuição da terra e às políticas de desenvolvimento rural nos países centrais e periféricos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Movimentos Sociais, Espaço Agrário, Latifundiário, Agronegócio.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Língua Portuguesa, Sociologia, História, Biologia, Artes.

TEMA: A expansão das fronteiras agrícolas e a concentração fundiária
Caro (a) estudante, nesta semana você vai refletir sobre os principais problemas da concentração fun- diária no Brasil e nos países subdesenvolvidos.
CONCENTRAÇÃO FUNDIÁRIA
Estrutura Fundiária é o modo como as propriedades agrárias estão distribuídas e organizadas em um determinado país ou espaço. Para se conhecer a estrutura fundiária de um país, leva-se em considera- ção a quantidade, o tamanho e a distribuição social das propriedades rurais na área analisada.
A estrutura fundiária de um país ou região também é muito influenciada pelo nível de concentração fundiária do país, uma vez que, quanto maior for a concentração de terras, menor será a quantidade de propriedades de terras e maior será o tamanho das propriedades existentes. Além disso, a distribuição social da terra nos países em que há uma grande concentração rural tende a ser mais desigual, pois a parcela mais rica da população tem um acesso facilitado à terra, enquanto a população mais pobre, na maioria das vezes, não possui acesso à terra e/ou aos meios de produção.
Na maioria dos países desenvolvidos, as atividades agropecuárias são desenvolvidas em propriedades rurais menores, de base familiar, altamente produtivas e mecanizadas, voltadas para a produção de alimentos e matéria-prima para abastecer o mercado interno do país. Já em países subdesenvolvidos, principalmente da América Latina e da África, em virtude de sua herança colonial em que predomina- vam as plantations (grandes propriedades rurais que produziam monoculturas voltadas para abastecer o mercado internacional), há grandes propriedades rurais, concentradas nas mãos de poucos proprie- tários, que produzem monoculturas para exportação.
A estrutura fundiária brasileira é uma das mais concentradas do mundo. Enquanto os minifúndios re- presentam 70% do total das propriedades rurais e ocupam uma área de cerca de 11% do espaço agrário brasileiro, os latifúndios ocupam cerca de 55% da zona rural do Brasil.


Disponível em: <https://guiadoestudante.abril.com.br/curso-enem-play/atualidades-brasil-educacao/>. Acesso em: 24 maio 2021.

Especialmente nos países subdesenvolvidos, com passado colonial, a grande concentração fundiária tem ocasionado conflitos entre grandes proprietários e camponeses. Trabalhadores que perderam suas terras têm-se organizado em movimentos sociais que lutam pela reforma agrária.
No entanto, a estrutura fundiária de um país só se torna menos desigual quando a redistribuição de terras acontece acompanhada de intervenções que visem a permanência dos agricultores nas terras e lhes garanta a capacidade de promover a própria subsistência além de produzir excedentes para o abastecimento do mercado.

ATIVIDADES
1 – A estrutura fundiária no Brasil está concentrada nas mãos de uma pequena parcela da população, criando assim os conflitos por terra. Diante desse problema, o mapa abaixo mostra a distribuição territorial mais conflitante em 2009 no território brasileiro.

Assinale a alternativa CORRETA. A região no Brasil com maior número de conflitos por terra é a:

a) Região Norte.

b) Região Nordeste.

c) Região Centro-Oeste.

d) Região Sudeste.

2 – O gráfico representa a relação entre o tamanho e a totalidade dos imóveis rurais no Brasil. Que característica da estrutura fundiária brasileira está evidenciada no gráfico apresentado?

3 – Sobre as definições das propriedades rurais brasileiras, escreva V para as proposições que considerar VERDADEIRAS e F para as proposições que considerar FALSAS:

a) ( ) Minifúndios são pequenas propriedades rurais voltadas para a produção moderna de monocultura.

b) ( ) Latifúndios são grandes propriedades rurais voltadas para a produção de subsistência.

c) ( ) Módulo rural é o imóvel rural explorado por uma família, garantindo nele o seu próprio sustento.

d) ( ) Empresa rural é uma propriedade rural utilizada para a exploração econômica racional do espaço agrário.

4 – Observe o cartaz a seguir.

A luta pela terra no Brasil existe há décadas e já fez várias vítimas entre trabalhadores do campo, reli- giosos e outros. Entre as principais razões dos conflitos de terra no Brasil, pode-se citar:

a) a disputa pelas poucas áreas férteis em nosso território, típico de terras montanhosas.

b) a concentração da propriedade da terra nas mãos de poucos e a ausência de uma reforma agrá- ria efetiva.

c) a divisão excessiva da terra em pequenas propriedades, dificultando o aumento da produção.

d) a perda do valor da terra agrícola pelo crescimento da industrialização no nosso país.

5 – Leia o texto a seguir.

O texto pode ser utilizado como argumento a favor:

a) Do desenvolvimento industrial.

b) Do controle da natalidade.

c) Da reforma agrária.

d) Da distribuição de cestas básicas.

SEMANA 4

 

EIXO TEMÁTICO:
As transformações no mundo rural.
TEMA/TÓPICO:
As transformações no mundo rural.
HABILIDADE(S):
Confrontar os efeitos das disparidades territoriais e sociais relativas à distribuição da terra e às políticas de desenvolvimento rural nos países centrais e periféricos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Movimentos Sociais, Globalização, Espaço Agrário.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Língua Portuguesa, Sociologia, História, Artes.

TEMA: A Reforma Agrária
Caro (a) estudante, nesta semana você vai conhecer as raízes históricas da concentração de terras no Brasil e reconhecer a luta camponesa pela terra.
A REFORMA AGRÁRIA E AS LUTAS SOCIAIS NO CAMPO
Quando pensamos em reforma agrária, a primeira coisa que nos vem à cabeça é uma redistribuição de terras. Na prática, ela não está muito longe disso.
Uma reforma agrária é uma reorganização das terras no campo. Acontece quando grandes porções de terra, até então concentradas na mão de um ou de poucos proprietários, são divididas em pequenas porções e distribuídas a outros donos, até então impossibilitados do acesso à terra.
O Brasil nunca realizou uma reforma agrária estrutural, ou seja, com grandes distribuições de terras, aos moldes da Revolução Francesa ou da Lei de Propriedade Rural dos Estados Unidos.
A concentração fundiária no Brasil teve início em 1530, com a formação das capitanias hereditárias, que eram faixas de terras brasileiras, e sua doação aos capitães donatários. Os capitães tinham a missão de colonizar o território e produzir nele, e tinham, como contrapartida, que pagar o equivalente a um sexto da produção em impostos à Coroa Portuguesa.
No princípio eram apenas 14 as capitanias hereditárias, distribuídas a homens que tinham condições de produzir em terras brasileiras. No entanto, o sistema de colonização não deu certo. Alguns capitães donatários desistiram da atuação ou não quiseram arcar com os altos custos de viagem e produção em terras brasileiras. Ainda assim o território estava concentrado nas mãos de poucos.
A partir da independência do Brasil, em 1822, as terras passam a ser geridas por aqueles que tinham maior poder econômico e político. A nobreza e a alta burguesia continuaram detentoras da maior parte das terras, o que resultou num sistema desigual baseado no latifúndio e existente até os dias atuais.
Após 1850 foi implantada a Lei de Terras, que resultou em práticas de apropriação e anexação de terras por grandes proprietários via falsificação de documentos de escrituração imobiliária (prática conheci- da como grilagem de terras). Em outros países capitalistas, a concentração fundiária foi eliminada ou reduzida como maneira de estimular a produção capitalista liberal. No Brasil, no entanto, a concentra- ção fundiária ainda perdura.


Disponível em: <https://www.brasildefato.com.br/2020/06/09/artigo-reforma-agraria-ja-solidariedade-no-enfrentamento-a-
pandemia-estrutural>. Acesso em: 24 maio 2021.

Atualmente, apenas 20% das propriedades rurais brasileiras possuem mais de 100 hectares. No entan- to, essas propriedades ocupam mais de 80% do território nacional. Por outro lado, as pequenas pro- priedades representam mais de 80% do número de terrenos no Brasil, ocupando somente 20% da área rural total. Mesmo assim, a agricultura familiar é responsável por 70% da produção de feijão, 48% da produção de milho e 38% da produção de café, números bastante significativos mediante a pequena quantidade de terras que esses trabalhadores possuem.
A principal organização popular que luta pela implantação da reforma agrária no Brasil é o MST (Mo- vimento dos Trabalhadores Sem-Terra) e o órgão federal responsável pela sua operacionalização é o INCRA (Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária).

 

ATIVIDADES
1 – Por que os adeptos da reforma agrária são contra os latifúndios?

 

 

 

 

 

 



2 – Assinale com V as afirmações verdadeiras e com F as falsas.
( ) Uma das fontes da concentração de terras no Brasil nas mãos de poucos está na Lei de Terras de 1850.
( ) A expansão do agronegócio no meio rural brasileiro tem aumentado a produção e provocado o êxo- do rural.
( ) O agrobusiness tem levado o conflito para o campo brasileiro, principalmente com o Movimento dos Sem Terras.
( ) A questão agrária brasileira está praticamente resolvida com a distribuição de terras através da Reforma Agrária.
( ) Um dos graves problemas do meio rural é o uso intensivo de produtos químicos e de sementes ge- neticamente modificadas.

3 – Observe os gráficos a seguir.
Estruturas fundiárias brasileiras Estabelecimentos rurais (em %)

a) Os gráficos revelam:

b) Pequena quantidade de propriedades, com até 100 ha, ocupando a maior parcela da área, o que significa uma distribuição desigual da terra.

c) Grande quantidade de propriedades, com mais de 1 000 ha, corres- pondendo à maior parcela da área ocupada, o que significa uma distribui- ção equitativa da terra.

d) Grande quantidade de propriedades, com até 100 ha, corresponden- do às menores parcelas da área ocupada, o que significa uma distribuição desigual da terra.

e) Pequena quantidade de propriedades, de 100 a 1.000 ha, ocupando a maior parcela da área, o que significa uma distribuição equitativa da terra.

 

4 – Acerca do Movimento dos Sem-Terra (MST) e da Reforma Agrária no Brasil, é CORRETO afirmar que:

a) O MST não recebe o apoio da Igreja e da Pastoral da Terra por invadir e destruir laboratórios de pesquisa de empresas reflorestadoras e áreas produtivas.

b) Organismos de países capitalistas avançados se opõem ao financiamento das marchas do MST em função dos interesses ligados ao Fundo Monetário Internacional.

c) A imprensa e a mídia brasileira em geral não divulgam as invasões, confrontos e mortes ligados à luta pela terra, temendo alarmar o público.

d) A Constituição de 1988 estabeleceu ser obrigação do governo realizar a reforma agrária e, diante da inoperância governamental, o MST articulou ações de ocupação de terras.

5 – No Brasil, a reforma agrária nunca foi plenamente realizada. Quais os principais fatores que impedem a sua realização no país?

 

 

 

 



SEMANA 5

 

EIXO TEMÁTICO:
As transformações no mundo rural.
TEMA/TÓPICO:
As transformações no mundo rural.
HABILIDADE(S):
Prognosticar sobre o futuro da produção do espaço rural nos países centrais e periféricos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Espaço Agrário, Agroindústrias, Agronegócio.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Língua Portuguesa, Sociologia, História, Biologia.

TEMA: O Espaço Rural
Caro (a) estudante, nesta semana você vai compreender a relação entre o sistema de cooperativas, agroindústria e a modernização do campo brasileiro.
O NOVO RURAL BRASILEIRO
A área rural brasileira não se restringe mais àquelas atividades relacionadas à agropecuária e à agroin- dústria. Nas últimas décadas, o meio rural vem ganhando novas funções – agrícolas e não-agrícolas – e oferecendo novas oportunidades de trabalho e renda para famílias. Agora, a agropecuária moderna e a agricultura de subsistência dividem espaço com um conjunto de atividades ligadas ao lazer, prestação de serviços e até à indústria, reduzindo, cada vez mais, os limites entre o rural e o urbano no País.
O “novo rural“ compõe-se basicamente de quatro grandes subconjuntos, a saber:
uma agropecuária moderna, baseada em commodities e intimamente ligada às agroindústrias, que vem sendo chamada de o agribusiness brasileiro;
um conjunto de atividades de subsistência que gira em torno da agricultura rudimentar e da criação de pequenos animais, que visa primordialmente manter relativa superpopulação no meio rural e um exér- cito de trabalhadores rurais sem terra, sem emprego fixo, sem qualificação;
um conjunto de atividades não-agrícolas, ligadas à moradia, ao lazer e a várias atividades industriais e de prestação de serviços; e
um conjunto de “novas” atividades agropecuárias, localizadas em nichos específicos de mercados.
A distinção entre rural e urbano nas atividades econômicas realizadas na cidade e no campo e nas dife- rentes práticas cotidianas tem sido reduzida. Cada vez mais há uma integração das práticas e elemen- tos tidos como tipicamente rurais no espaço das cidades ou práticas urbanas no espaço do campo.


O cultivo de hortaliças no ambiente urbano, por exemplo, tem sido incentivado em vários lugares do mun- do, da mesma maneira que uma clínica de estética ou relaxamento é encontrada em regiões afastadas dos centros urbanos. São atividades típicas do meio rural e urbano realocadas nas cidades e no campo.
A modernização que gradativamente alcança o espaço rural é resultado da intensificação de capital em- pregado na produção rural sob a forma de máquinas, defensivos químicos, engenharia genética, serviços meteorológicos, além de avançadas técnicas de irrigação, manejo de animais, preparação do solo e as- sessoria tecnológica e financeira. Dessas transformações surge a categoria de empresas rurais, que em quase nada se assemelham às práticas que remontam ao surgimento das primeiras atividades agrícolas.

ATIVIDADES
1 – O que é o turismo rural e quais os benefícios?

 

 

 

 

 



2 – A existência de diferentes técnicas e metodologias do uso da terra no meio rural permite a realização de distintas classificações acerca dos sistemas agrícolas. A mais clássica tipologia realizada opõe os métodos ditos primitivos – com uso de amplas áreas, baixa produtividade e uso de mão de obra em massa – dos métodos mais avançados – com produção em alta densidade, técnicas avançadas e utilização de tecnologias mais bem delineadas.
A classificação acima descrita opõe às técnicas agropecuárias:

a) Subdesenvolvida e desenvolvida.

b) Primitiva e moderna.

c) Familiar e latifundiária.

d) Intensiva e extensiva.

3 – Sobre Sistemas Agrários, escreva V para as afirmativas VERDADEIRAS e F para as afirmativas FALSAS:

I) ( ) Agrossistema é um tipo (ou modelo) de produção ou agropecuária em que se observa que cultivos ou criações são praticados, quais as técnicas e como se dá a relação da agricultura com o espaço e qual é o destino da produção.

II) ( ) A Agricultura de Jardinagem consiste na inovação do uso de telhados urbanos para o plantio ou cultivo de hortaliças e flores. A proposta visa tornar a cidade mais “verde” além de favorecer o microclima.

III) ( ) Do ponto de vista ambiental a Revolução Verde, assim identificada, proporcionou uma agri- cultura sem contaminação de alimentos nem das águas por ela utilizadas. Isso possibilitou uma preservação maior da biodiversidade na área onde é praticada.

IV) ( ) Dentre os sistemas agrários tradicionais podemos citar o Pastoreio Nômade ou Transuman- te, muito comum nas regiões áridas ou semiáridas. Consiste na criação de animais (cabras, ove- lhas ou vacas) constantemente levados de um lugar a outro em busca de água e de pastos que não estejam secos.

4 – “A agricultura morreu. Viva o agronegócio!” Esse é o conceito mais utilizado quando hoje se fala da atividade agrícola. Essa atividade é caracterizada, principalmente:

a) Pela policultura, o cultivo de vários produtos alimentícios, para o próprio consumo dos produtores.

b) Pelo cultivo de um ou vários produtos, destinados à venda e à maximização do lucro.

c) Pela monocultura, cultivo de um único produto agrícola, para atender às necessidades da população.

d) Pelo cultivo de vários produtos alimentícios, para troca, sem lucro.

SEMANA 6


EIXO TEMÁTICO:
As transformações no mundo rural.
TEMA/TÓPICO:
As transformações no mundo rural.
HABILIDADE(S):
Prognosticar sobre o futuro da produção do espaço rural nos países centrais e periféricos.
CONTEÚDOS RELACIONADOS:
Globalização, Revolução Verde, Agronegócio, Agroindústrias.
INTERDISCIPLINARIDADE:
Língua Portuguesa, Sociologia, História, Biologia, Matemática.

TEMA: A Modernização da Agricultura
Caro (a) estudante, nesta semana você vai relacionar a produtividade e o uso de tecnologias modernas e sua distribuição espacial.
BRASIL: POTÊNCIA AGROPECUÁRIA
O Brasil, desde 2010, quando ultrapassou o Canadá, é o terceiro maior produtor e exportador agrícola do mundo, atrás somente das duas grandes potências agrícolas mundiais: os Estados Unidos e a União Europeia. No entanto, diferentemente desses dois territórios, a capacidade de crescimento e a pers- pectiva nacional em relação a um futuro de médio prazo são grandes, de modo que o país poderá apre- sentar maiores crescimentos.
Dois principais fatores estão associados ao crescimento da atuação agropecuária do Brasil no mercado externo: a mecanização do campo, vivenciada no país a partir da segunda metade do século XX, e a ex- pansão da fronteira agrícola para o interior do território ao longo do mesmo período. Assim, elevou-se a produtividade nas áreas produzidas, bem como as áreas cultivadas, embora muitas áreas de expansão apresentem modelos tradicionais, uso extensivo da terra e baixa produtividade.
A produção agropecuária tem como objetivo destinar seus produtos, tais como grãos, frutas, verduras e também carne, leite, ovos, entre outros, para abastecer o mercado interno e especialmente o merca- do externo. Sem contar as matérias-primas.

https://brasilescola.uol.com.br/brasil/a-importancia-agropecuaria-brasileira.htm

Com a maior parte da produção voltada ao mercado externo, o Brasil é um dos países que mais depen- dem de uma atividade econômica denominada agronegócio. O agronegócio liga a produção à industria- lização e comercialização dos produtos. Esse processo é conhecido como cadeia produtiva.
Hoje, o agronegócio corresponde a quase 30% do PIB (Produto Interno Bruto). O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas em um país.
Sendo um dos maiores produtores agrícolas e de produtos pecuários do mundo, o Brasil apresenta gra- ves problemas sociais que este modelo de negócios incita. A concentração de muitas quantidades de terras nas mãos de poucos é o principal deles.
A estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é que o Brasil alcance a liderança mundial na safra de 2020/2021. Tal expansão deverá ser ocasionada, sobretudo, pela modernização do campo, pela melhoria nas condições da propriedade familiar e pelo aumento do volume de exportações.

 

ATIVIDADES
1 – Por que podemos dizer que a fome é um problema mais social do que tecnológico?

 

 

 

 

2 – A “Revolução Verde”, implementada em países latino-americanos e asiáticos nos anos 1960 e 1970, tinha como objetivo suprimir a fome e reduzir a pobreza de amplas parcelas da população. Entretanto, as promessas de modernização tecnológica da agricultura não foram cumpridas inteiramente, contribuindo para a geração de novos problemas e aprofundando velhas desigualdades.
Assinale a opção que faz referência aos efeitos da “Revolução Verde”.

a) Coletivização das terras, implemento da agroecologia e expansão do crédito para os agricultores.

b) Distribuição equitativa de terras, difusão da policultura e uso de defensivos biodegradáveis.

c) Expansão de monoculturas, uso de técnicas tradicionais de plantio e fertilização natural dos solos.

d) Reconcentração de terras, crescimento do uso de insumos industriais e agravamento da erosão dos solos.

3 – A implantação de modernos agrossistemas no contexto geoeconômico brasileiro gerou uma série de debates, dividindo opiniões acerca da produtividade e dos impactos gerados pela modernização das práticas agrárias.
Assinale a alternativa que indica, respectivamente, um IMPACTO NEGATIVO e um ASPECTO POSITIVO da mecanização rural no Brasil.

a) Diminuição média da produção / maior geração de empregos.

b) Aumento dos índices de erosão / controle do êxodo rural.

c) Redução das áreas florestais / aumento das exportações.

d) Queda no preço das commodities / conservação da biodiversidade.

 

4 – Assinale com V ou com F as proposições conforme sejam respectivamente Verdadeiras ou Falsas em relação à leitura da paisagem agrária mostrada na foto.
( ) A modernização do campo provoca a subordinação crescente do campo à cidade e à indústria, destino da produção agrícola e de onde recebe insumos e equipamentos.
( ) A modernização da agricultura torna as paisagens agrícolas homogeneizadas, através da espe- cialização produtiva, para atender ao mercado urbano/industrial cada vez mais exigente.
( ) O campo torna-se cada vez mais autossuficiente em função de ser o espaço que mais rapida- mente absorve as modernizações do meio técnico-científico-informacional.
( ) A modernização do campo reduz a população rural, mas contribui para a formação de uma população agrária, que, além dos bóias-frias, inclui agrônomos, tratoristas, mecânicos e outros profissionais qualificados, que, mesmo morando nas cidades, dedicam-se às atividades agrária.

5 – ASSINALE a alternativa CORRETA que representa uma das consequências da modernização da agricultura brasileira.

a) Redução dos conflitos agrários devido à diminuição da expansão da fronteira agrícola na região Centro-Oeste.

b) Comprometimento das áreas remanescentes de Mata Atlântica do Rio de Janeiro e São Paulo para a implantação da lavoura cafeeira.

c) Aumento da acessibilidade aos maquinários agrícolas e da dependência ao fornecimento de se- mentes transgênicas.

d) Aumento dos impactos ambientais e diminuição do êxodo rural devido à inserção de novas tec- nologias no campo.

Caro (a) estudante, espera-se que tenha tido sucesso na resolução do PET – III de Geografia. Saiba que, ao longo do ano, você irá entender e compreender sobre a complexidade das paisagens, das ati- vidades humanas, das sociedades e do nível de desenvolvimento entre os países, as transformações tecnológicas, o modo como a sociedade se relaciona com a natureza e as formas de organização espacial. A Geografia tem muito a contribuir para a compreensão do espaço mundial, cada vez mais complexo, cujas transformações são cada vez mais surpreendentes.